7ª Sessão Extraordinária - 27/05/2015
O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN - Sras. deputadas e srs. deputados, quero saudar todos os telespectadores da TVAL, o sr. presidente, deputado Mario Marcondes. Quero fazer coro ao pronunciamento do deputado Dirceu Dresch e dizer que realmente as suas colocações referentes à reforma política são pertinentes, mas gostaria de acrescentar algumas coisas.
Mas, primeiramente, quero registrar que o governador Raimundo Colombo vai inaugurar na próxima quinta-feira, a reabilitação da Rodovia SC-427, que liga o município de Rio do Campo ao Distrito de Passo Manso, em Taió. Eu quero agradecer ao governador por inaugurar mais uma obra que iniciei no meu governo. Nós iniciamos essa obra em 2010, desde então passaram quatro longos anos, mas, felizmente, a obra está concluída e inaugurada.
Assim como ontem, eu aqui nesta Casa falei das rodovias do planalto norte, de Porto União e de Videira, enfim, de toda aquela região que foi beneficiada. Foram rodovias que nós também iniciamos com a ordem de serviço e que agora foram inauguradas. Por isso, quero cumprimentar e agradecer ao governador, ao governo do estado, por dar continuidade e encerrar uma obra que nós iniciamos quando governador do Estado de Santa Catarina.
Porém, quero aproveitar para fazer outra cobrança, mais uma. A SC-425, de Mirim Doce, a BR-470, é uma ligação que, infelizmente, não está recebendo por parte da secretaria de Infraestrutura do Estado o devido respeito, o devido compromisso. E a comunidade de Mirim Doce, de toda a região, está pleiteando com urgência investimentos por parte do governo. Querem que a obra seja executada o mais rápido possível para atender aos anseios de todos os moradores e daqueles que usam aquela rodovia seguidamente, quase diariamente. A rodovia está precária, causando inúmeros acidentes. Há dificuldades para as pessoas que precisam daquela estrada e, infelizmente, até agora não recebemos por parte da secretaria e do próprio governo a devida atenção que a comunidade de Mirim Doce merece.
Também queria, sr. presidente, dizer que o Congresso Nacional nos envergonha. Eu fui deputado federal, fui senador, sentia e sempre senti um grande desejo de todos os parlamentares de fazer uma reforma política. Não vi nenhum político que tivesse feito um pronunciamento contra a reforma política. É uma unanimidade! Todos clamam, discursam, palestram pedindo uma reforma política, e esta é a reforma das reformas, a fundamental, a mais necessária, é a mais moralizadora e precisa ser feita. E quando há oportunidade, há muitas páginas de jornal, entrevistas, debates e discussões sobre isto. E de repente o Congresso Nacional, a Câmara Federal prega uma traição contra a sociedade brasileira. Eu vi lá, ontem, no Congresso Nacional, todos ansiosos, pensando que agora iria sair a reforma política e que seria atendido o clamor popular, mas vejo que os interesses são mais pessoais do que públicos.
Nós ainda acreditamos que haja algumas modificações, mas esses parlamentares e muitos se esconderam - como faz o avestruz que coloca a cabeça no buraco -, e não se manifestaram, apenas votaram, calaram-se como se conduzidos por interesses escusos, porque não podemos permitir e admitir que depois de tantas discussões, de tantos projetos circulando, quando chegam na hora as coisas não acontecem.
E aí reclamam que existe corrupção. Reclamem não! Nós estamos reclamando e também todas as correntes partidárias, mas muitos desses parlamentares reclamam depois se a sociedade cria alguns chavões contra a classe política. E muitos políticos pagam pelos que sequer têm compromisso social, com a sociedade e com as suas bases, apenas seguem uma orientação que nós realmente não entendemos.
O SR. Deputado Dirceu Dresch - V.Exa. me concede um aparte?
O SR.DEPUTADO LEONEL PAVAN - Pois não!
O Sr. Deputado Dirceu Dresch - Parabenizo vossa fala aqui, quero dizer que legislar e estar no Parlamento significa também correr riscos e tomar posições, às vezes, duras no sentido do encaminhamento de ajudar o Brasil. Entendemos!
Primeiramente, ouve, sim, pouco tempo para este debate da reforma política que o Congresso assumiu em janeiro. Então, é um tema profundo e que precisa ser discutido. A sociedade participou pouco dessa discussão. Entendemos que essa reforma foi empurrada de goela abaixo de uma hora para a outra.
Nós poderíamos ter mais tempo e votar no segundo semestre em diante. Consultar, debater com a sociedade. A OAB, que tem elaboração, tem um debate de cinco anos, passo a passo, sendo discutido. Temos a CNBB e tantas outras organizações no Brasil, que não foram consultadas, não participaram dessa discussão.
Então, falou-se tanto sobre fazer a reforma política agora, mas se falava várias línguas porque não foi construída uma proposta ou um acordo de um bom encaminhamento que ajudasse de fato a resolver os grandes problemas que o Brasil tem pela frente.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN - Agradeço o aparte de v.exa. e realmente acho que voltaram a dissipar a votação para encerrar de vez o assunto porque seria de grande importância que tivessem ocorrido algumas audiências públicas, alguns debates, algumas discussões mais amplas, até para que os parlamentares pudessem ter algum encaminhamento melhor, ter subsídios para defender os projetos, mas colocaram, de repente, no afogadilho, e não fizeram nada. Havia uma expectativa, uma discussão muito forte. Nós esperávamos que alguma coisa fosse feita e ficou tudo igual.
É lamentável! Vimos o PSDB e o PT, dois partidos que hoje tem melhores condições de disputarem a Presidência da Republica, caminharem juntos nesse projeto para que pudéssemos, realmente, fazer algumas transformações e criar alguns mecanismos transparentes que dessem mais segurança à sociedade brasileira com a reforma política.
Fica aqui essa minha manifestação. Fico sentido, acho que a questão perde credibilidade se continuarem agindo dessa forma.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)