Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

5ª Sessão Ordinária - 01/03/2006

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, caro ex-presidente desta Casa e grande amigo, Gilson dos Santos, que com certeza está aqui acompanhando os parlamentares para matar um pouquinho da saudade desta Casa, pode ter certeza de que faz muita falta neste Poder.

Queremos aqui externar um pouco daquilo que vivenciamos há pouco, quando do pronunciamento do deputado Afrânio Boppré. S.Exa. deveria ter lembrado da parceria que o governo fez com as prefeituras de Florianópolis, Laguna, Joaçaba, Criciúma, Balneário Arroio do Silva e filmado as festas populares lindas que aconteceram em nosso estado. Mas isso não traz dividendos políticos e por essa razão não há nenhum interesse. Mas é preciso que se reconheça um homem que administra este estado e que em todos os setores da nossa sociedade faz parcerias e que nas horas necessárias elas acontecem.

Eu só fiquei sentido com o deputado Afrânio Boppré porque eu usei a tribuna desta Casa na última quarta-feira para contestar algumas coisas do seu pronunciamento e hoje eu me redimi, dizendo que estava equivocado com relação a algumas questões. Mas ele, totalmente despreparado, não respeitou aquilo que eu disse, ou seja, que ele estava com a razão, e continuou sendo mentiroso e um homem despreparado para o Parlamento catarinense. Ele não é um homem preparado para representar a sociedade.

Acho que toda a sociedade, e não apenas um segmento, está analisando profundamente aqueles que estão preparados para representá-la, porque ela vota num parlamentar para buscar respostas e resultados. E não podemos vir à tribuna apenas para capitalizar politicamente, tentando jogar que a Polícia era do PMDB. Só uma pessoa despreparada pode dizer isto! Entra governo, sai governo e a Polícia do estado de Santa Catarina está aqui para manter a ordem. Mas quando alguém passa dos limites, ela acaba tomando as suas medidas - erradas ou não. É evidente que depois alguns, quando passam do limite, são punidos, porque nós, em Santa Catarina, não temos um governo em que o vento passa e tudo está bom. Não! O governo de Luiz Henrique é atento e quando alguém passa dos limites, toma medidas.

Por esta razão o deputado Afrânio Boppré não precisava dizer que tudo foi feito com a ação do governo. O negócio dele é chegar no Luiz Henrique! O negócio dele é chegar no comando da Polícia! Para ele todas as decisões são políticas! Para ele, prender marginais é decisão política! Nós, deputados, precisamos fazer o papel de oposição e também de governo, com coerência e responsabilidade. Não podemos machucar e agredir as pessoas, dizendo que roubaram. Quem rouba é ladrão!

Acho que faltou um pouco de preparo a ele. Sei que estava nervoso e com muita vontade de falar, mas todas às vezes em que alguém fez algumas considerações equivocadas e veio aqui se redimir e pedir-me desculpas, aquele assunto para mim morreu, acabou, pois ele admitiu o seu erro. Mas não foi o que aconteceu com o deputado Afrânio Boppré. Mesmo eu lhe dizendo que estava com a razão, que não foi no ano passado e sim neste ano, continuou chamando-me de mentiroso. Quer dizer, só pessoas despreparadas agem assim. Um deputado de dois mandatos nesta Casa não pode ser uma pessoa despreparada! Se tivesse entrado ontem nesta Casa, até admitiria isso. Mas uma pessoa culta e preparada não pode chamar outras pessoas de ladronas, de mentirosas! Isso é coisa de pessoa despreparada, que tem todo um palavreado.

Um homem culto como v.exa., deveria usar um palavreado bem bonito para deixar aqueles que o estão ouvindo com outra impressão. Mas v.exa. usou termos de pessoa altamente despreparada.

O Sr. Deputado Afrânio Boppré - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Eu ouço v.exa. porque eu quero ver a sua argumentação, eu quero que v.exa. esclareça esse ponto que para mim é muito importante.

O Sr. Deputado Afrânio Boppré - Deputado Manoel Mota, v.exa. não me conhece porque para suspeitar que eu viria para a Assembléia Legislativa, para o meu ambiente de trabalho trazer fotografias falsas que não representavam o episódio, é uma demonstração de que não me conhece.

Como é que um deputado vem na Assembléia Legislativa, traz para os seus colegas informações, mostra foto por foto de um episódio e no dia seguinte diz que o deputado Afrânio Boppré trouxe fotos do ano passado, que isso não é verdade!

V.Exa., ao pensar que eu sou capaz de fazer isso, demonstra que não me conhece. Eu não iria montar um teatro, trazê-lo para dentro da Assembléia Legislativa, fazer discurso, mostrar o registro fotográfico, falar, pedir ações contundentes do governo do estado para apurar o que estava acontecendo, se não fosse verdade, deputado!

Então, v.exa. suspeitou que eu estava mentindo e veio aqui dizer que isso não era verdade. O que é que aconteceu, deputado Manoel Mota? No dia seguinte, eu fui ao seu encontro para falar com v.exa. Não fui à tribuna, fui ao seu encontro e disse: deputado Manoel Mota, v.exa. se equivocou, não falou a verdade e eu peço que se redima. E v.exa. não fez isso! Se não fosse eu provocá-lo na tribuna, v.exa. estaria no silêncio até agora.

Eu quero deixar bem claro: eu agi assim para que v.exa. corrigisse o que havia dito.

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Eu acho, deputado, que v.exa. estava nesta Casa na quarta-feira e nós só estivemos aqui na quinta-feira, quando faltou luz no Tribunal de Justiça. Eu estava inscrito e v.exa. não deu oportunidade. V.Exa. carrega as coisas por sua imaginação, é um profeta. Quer dizer, de falso profeta a sociedade está cansada.

Então, v.exa. não respeitou um parlamentar que admitiu que isso não foi no ano passado, foi neste ano. Eu cheguei de viagem e não tinha ainda conhecimento. Eu achei que aquelas imagens eram imagens passadas e vim aqui admitir isso. Mas v.exa. está despreparado, porque depois que eu me redimi, v.exa. me chamou de mentiroso.

Então, v.exa. é um homem altamente despreparado, um homem que não está pronto para representar a capital. V.Exa., que já foi vice-prefeito desta cidade e depois foi candidato a prefeito sem sucesso algum, mostrou que é um homem despreparado, que não sabe aglutinar para buscar uma eleição e vive aí, evidentemente, das dificuldades, porque só quer capitalizar nas dificuldades dos outros.

O político tem que ter coerência e tem que ter grandeza suficiente para saber agregar e buscar o bem-estar da sociedade, que é isso que nós queremos.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)