64ª Sessão Ordinária - 24/06/2014
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente e srs. deputados, quero deixar nesta Casa o sentimento de perda do sr. Hans Werner Bastos, médico ortopedista que faleceu no domingo na idade de 86 anos. Ele foi o primeiro médico ortopedistas em Joinville. Sentiu a necessidade desse atendimento em Joinville e especializou-se em São Paulo nesta área.
É interessante que quando foi fazer essa especialização em São Paulo ele conheceu a dona Abgail, enfermeira, na época, lá, com quem se casou, passando uma vida no município de Joinville. Dona Abgail faleceu no ano de 2012, portanto, há dois anos.
Agora, perdemos o nosso querido médico de Joinville, doutor Hans Werner Baschung. Aos familiares enlutados e também à comunidade médica, aos amigos, aos ex-pacientes, os nossos mais sinceros sentimentos de perda.
Sr. presidente, estamos numa semana bastante difícil do ponto de vista emocional, difícil do ponto de vista político, difícil do ponto de vista profissional também, porque tenho, nesta semana, alguns fatores que mexem com a minha pessoa, com a minha cabeça, eu diria assim. Nós estamos chegando ao final de uma etapa e vamos ter que nos separar de algumas coisas que lidamos diariamente com muito carinho, com muita dedicação.
Todos sabem que sou profissional de comunicação há muitos anos. Estou no rádio há 32 anos. E na emissora, na Rádio 89-FM, antiga Rádio Colon, somente nela, estou desde 1992. E tenho programa de TV desde 92. Somente na RIC-Record, em Joinville, já estamos chegando a 14 anos. E por conta da legislação eleitoral, temos que nos afastar assim que houver a convenção do partido. E a convenção do PSDB acontece na quinta-feira. Por essa razão, na sexta-feira, não poderei mais estar fazendo aquilo que mais gosto na minha vida, que é exercer a minha profissão de comunicador e também de apresentador de programa de rádio. Mas tem outro fator que está pesando bastante e deixando-me, de certa forma, fragilizado, sr. presidente: os cursos que fazemos, a nossa conhecida e famosa Casa Amarela, no município de Joinville.
Ontem, encerramos o curso de manicure, com um número bastante expressivo de senhoras que foram selecionadas pela nossa assistente social e que fizeram o curso durante seis meses. Esse foi o terceiro curso que fizemos lá. E vejo com alegria essas pessoas já praticamente encaminhadas para o trabalho, muitas delas com emprego garantido, outras já com ideia de trabalhar por conta e fazendo como as demais, anteriores, e as outras duas turmas já estão empregadas ou trabalhando por conta. Vejo essa turma também tendo o mesmo destino. Isso nos deixa muito alegre, emocionado até porque é a conclusão de um trabalho que estamos fazendo também, porque até quinta-feira podemos fazer todos esses trabalhos através da nossa Casa Amarela.
A partir de sexta-feira, a nossa Casa Amarela já não estará podendo mais efetuar essas oficinas, esses cursos e os atendimentos que fazemos lá no nosso escritório. Conhecida como Casa Amarela, nós atendemos em média 60, 70 pessoas por dia, e isso não é de hoje. Nós fazemos isso desde que nos elegemos vereador, nos idos de 92. A partir de 93 abrimos o nosso escritório e nunca mais fechamos.
Vai fazer 22 anos que estamos trabalhando todas as semanas, apenas não estamos abertos aos sábados e domingos. Assim, temos também a obrigação de deixar as nossas atividades da Casa Amarela a partir de sexta-feira. Isso cria uma comoção entre funcionários, colaboradores, voluntários que temos e que formam um grupo bastante homogêneo e forte na nossa Joinville.
Espero, se tudo ocorrer como imaginamos, poder voltar às atividades da Casa Amarela e dar sequência a esse trabalho que fazemos há tanto tempo. Se não der certo, a minha consciência absoluta é de que cumprimos com a nossa obrigação e conseguimos fazer aquilo que era da nossa obrigação, responsabilidade, que é representar a nossa Joinville e estar sempre atento aos problemas da nossa comunidade.
Sr. presidente, era isso que queria deixar registrado no dia de hoje e agradeço a deferência de v.exa. de vir até o plenário para que pudesse utilizar a tribuna.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)