Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

83ª Sessão Ordinária - 02/09/2014

O SR. DPEUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sra. deputada, quem mais nos acompanha na sessão desta tarde de terça-feira ou quem nos acompanha pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital.

Quero também parabenizar o povo de Blumenau, toda a sua gente, as lideranças políticas ou parte das lideranças políticas presentes nesta Assembleia Legislativa, representando aquela cidade e região.

A nossa pequena cidade de Imbuia, no alto vale, deputado Paulo França, completará 52 anos agora no próximo dia dez, portanto, tinha quatro anos de vida o referido município quando eu nasci. E dos nascidos em Imbuia uma grande parte mora em Blumenau, que é a grande cidade de todo o vale do Itajaí. Portanto, sentimo-nos parte dessa história e parte dessa construção.

Concordo inteiramente com o pronunciamento do deputado Neodi Saretta, quanto à questão das filas dos hospitais. É absolutamente inaceitável que servidores públicos ou pessoas na função de serviço público usem de influências políticas para burlar as filas do SUS. Quem sabe isso, inclusive, possa ter, estou falando só em suposição, deputado Dirceu Dresch, também uma intenção de colher dividendos políticos e eleitorais.

Acho que é preciso e fundamental que todas as informações sejam divulgadas, para que a sociedade possa saber quem, até porque da forma como está ficam todos os servidores e comissionados da Assembleia Legislativa sob suspeição. E é preciso saber de onde que vem, onde é que está esse coelho, vamos dizer dessa forma assim, para não usar um animalzinho de outra denominação.

O Sr. Deputado Dirceu Dresch - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DPEUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Pois não, concedo um aparte.

O Sr. Deputado Dirceu Dresch - Deputado Sargento Amauri Soares, quero agradecer a possibilidade de fazer um aparte a este seu pronunciamento e dizer que esse assunto também me surpreendeu no dia de hoje.

Nós estamos recebendo nos gabinetes muitos pedidos, pois muita gente está nas filas. Prega-se que o estado está tranquilo, mas não é isso que acontece na prática, e nós ficamos surpresos e extremamente empatados com a informação.

No meu gabinete não gosto de forçar fila, de conversar com os hospitais, porque sei que tem muita gente na fila. Essa demanda existe. Agora, surpreendentemente que tem gente que paga, gente que ganha dinheiro. Isso é um absurdo e precisa ser com certeza bem esclarecido, porque a sociedade catarinense nos exige uma ação concreta nesse sentido.

Então, deputado Sargento Amauri Soares, pode contar comigo. Estaremos juntos nesta caminhada, porque não é possível ver pessoas que dizem ser servidores públicos, que deveriam servir bem à sociedade, fazer esse tipo de coisa. Isso tem que ser apurado e punido.

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Muito obrigado, deputado Dirceu Dresch, pelo seu aparte.

Como dizia, é preciso que as coisas sejam informadas à sociedade e para todos nós, para que todos os servidores da Assembleia Legislativa não acabem ficando sob suspeição por mais esse caso que suponho ter sido praticado por apenas um servidor.

Quero falar de outro assunto na tarde de hoje ou neste primeiro horário desta tarde.

Estive ontem e anteontem na região oeste do nosso estado conversando com lideranças, conversando com pessoas das mais diversas classes e setores da sociedade, nas ruas de Xanxerê e de Chapecó. E evidentemente que conversando também com policiais e bombeiros militares, nossos companheiros e nossa gente. Então, pude fazer uma reflexão sobre o que se vê e o que acontece de fato em termos de segurança pública neste estado.

Nós temos visto, e creio que todas as pessoas também, nas ruas das maiores cidades do estado, um número razoável ou de novos policiais militares fazendo a Operação Presença, que é um policiamento ostensivo e preventivo de caminhar pelas ruas. Isso é bom, porque essa é uma das demandas mais sentidas da sociedade catarinense.

Conversando com policiais em Chapecó, podemos perceber que essa presença está apenas nas grandes cidades, e dentro dessas grandes cidades apenas nas ruas mais movimentadas ou dos bairros chamados de nobres, porque na periferia e mesmo nas grandes cidades falta e continua faltando policiamento. Existe determinação inclusive que as viaturas fiquem paradas, mas que os policiais militares novos não sejam colocados nas viaturas para irem atender às ocorrências na periferia, por exemplo, na mesma cidade de Chapecó.

Conversei também com policiais militares que trabalham nas cidades vizinhas, e nessas cidades continuam trabalhando apenas com um policial militar por dia de serviço.

Então, aquilo que é uma grande notícia e uma boa notícia, ou seja, mais policiais circulando nas ruas, precisa se relativizar, porque estamos falando apenas das grandes cidades, das ruas centrais, dos centros das cidades e dos bairros ricos ou nobres dessas cidades. E nos bairros populares, onde acontece muito assalto a pequenos estabelecimentos comerciais e o tráfico de drogas anda solto, infelizmente continuamos como estávamos há seis meses ou há um ano ou dois anos.

Nas pequenas cidades temos apenas um policial militar trabalhando, e quando tem, inclusive para atender a ocorrências de assalto a banco, com quadrilhas organizadas, fortemente armadas. O que se tira desse fato e dessa realidade?

Aliás, se alguém tem dúvida, pergunte para os policiais militares de Guatambu, de Planalto Alegre, de Caxambu do Sul, se melhorou a quantidade de efetivo, ou para os próprios policiais mais antigos de Chapecó, se lá há viatura, guarnição para atender às ocorrências. Não há! Só exitem caminhando nas avenidas Getúlio Vargas e Fernando Machado, onde transita a opinião pública do grande oeste, especialmente da região de Chapecó.

Fica evidente o esforço do governo em tentar fazer com que a realidade seja um pouquinho mais parecida com a propaganda institucional do Pacto por Santa Catarina, ou talvez até dos programas eleitorais que têm passado. Aliás, o mundo é maravilhoso em certos programas. Na realidade é bom terem contratado mais policiais militares, e precisamos que contratem ainda mais, mas é lamentável que usem os novos policiais militares como vitrine num período pré-eleitoral, porque a realidade para a maioria da população continua exatamente como estava até recentemente.

Por outro lado, é necessário dizer que quando tem que se colocar muitos policiais na rua é porque já há uma situação de insegurança. A presença do policial na rua é muito necessária, pois é evidente que já não é mais para a prevenção, mas para a contensão de um problema social latente, existente. A verdadeira prevenção em segurança pública precisa começar pela educação, pela geração de emprego com qualidade. E aí, sim, fica inclusive mais fácil o trabalho das policias.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)