111ª Sessão Ordinária - 06/12/2011
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Muito obrigado, sr. presidente.
Srs. deputados, sras. deputadas, demais pessoas que nos acompanham pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital na tarde desta terça-feira, gostaria, agora, na presença da deputada Luciane Carminatti, deputados Dirceu Dresch e Padre Pedro Baldissera, que é lá da região de Chapecó, de prestar a minha solidariedade aos colegas, ao PT e ao povo de Chapecó, pela morte bárbara do companheiro Marcelino Chiarello. Com certeza ele era uma pessoa imensa em termos de capacidade, de mobilização, de indignação com todas as injustiças que se comete neste mundo. E cometeu-se uma grande injustiça, talvez a maior de todas, contra ele.
Gostaria de prestar a nossa solidariedade e ficar à disposição para tudo o que pudermos ajudar, inclusive cobrando das autoridades uma solução para esse caso. Quem quer que esteja envolvido naquele crime precisa pagar. Foi um homicídio triplamente qualificado; talvez, muitas pessoas precisem pagar por esse crime.
O velório e os atos estão sendo realizados em Chapecó. E os praças de lá, na medida das suas possibilidades, têm acompanhado tudo porque reconhecem que o Marcelino foi um companheiro de todas as horas das vigílias na praça Coronel Bertaso, juntamente com o Valduco e outros companheiros, lutadores do povo do oeste catarinense, acompanhando a luta dos praças.
Gostaria ainda, srs. deputados, de fazer o registro de uma escola nesta capital, na ilha de Santa Catarina. Pediria à assessoria que passasse um pequeno slide mostrando a escola de Ensino Médio João Gonçalves Pinheiro, no Rio Tavares. Por coincidência, um dia depois que o secretário da Educação Marco Tebaldi esteve aqui falando de educação, fui visitar essa escola. E fiquei espantado, pois ao lado da quadra de esportes há uma fossa abandonada, colocando em risco as crianças e os adolescentes, que podem não só quebrar a perna, mas o próprio pescoço. A situação é de penúria.
Fala-se de educação em tempo integral, o que aplaudimos porque, além da qualificação da educação, a educação em tempo integral tem um efeito social imenso. Inclusive como prevenção na área de segurança pública, a educação é a melhor forma. E nesta ilha de Santa Catarina, a escola João Gonçalves Pinheiro, no Rio Tavares, está num estado lamentável. Quem quer que chegue lá, num sábado ou num domingo, que não seja dia de aula, poderia apostar que se trata de uma escola abandonada há pelo menos dois anos. Mas está em vigor. E na tarde em que estive lá, os alunos tinham sido dispensados da aula porque não havia água. Era uma quinta-feira à tarde, não havia água, e as crianças não puderam permanecer na escola. Curiosamente esse colégio foi reformado há dois anos.
Eu, como ser humano, como pai, não aceitaria que meu filho se matriculasse numa escola onde é preciso levar uma foice ou um facão para não ser picado por cobra. Então, é uma situação dramática que precisa ser resolvida. Se foi realizada uma reforma ou se consta uma reforma em 2009 nesse colégio, temos que saber o que de fato foi feito, porque é desesperadora essa situação. É um desrespeito aos adolescentes que lá estudam.
Fico imaginando o que pensam esses adolescentes dos deputados, dos Poderes constituídos, quando têm que estudar num colégio naquelas condições. Simplesmente não tem como se aceitar que seja uma situação sequer razoável. É inaceitável essa situação e precisa-se tomar uma providência.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)