14ª Sessão Ordinária - 09/03/2011
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, presenciei, na tarde de hoje, a homenagem da bancada feminina nesta Casa a todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, transcorrido no dia 8 do corrente. Contudo, em virtude do feriado de Carnaval, a homenagem só pôde ser realizada no dia de hoje.
(Passa a ler.)
"Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para fazer um lar.
A mulher é mesmo interessante, deputado Reno Caramori, mesmo brava é linda, mesmo alegre, chora, mesmo tímida, comemora, mesmo apaixonada, ignora, mesmo frágil é poderosa.
A mulher traz beleza e luz aos dias mais difíceis, divide sua alma em duas para carregar tamanha sensibilidade e força, ganha o mundo com sua coragem, traz paixão no olhar, luta por seus ideais, dá a vida por sua família, ama incondicionalmente, arruma-se, perfuma-se, vence o cansaço, chora e ri, sonha.
Tantas mulheres, belezas únicas vivas, cheias de mistérios e encantos, mulheres que deveriam ser lembradas, amadas, admiradas todos os dias!"
Os homens, deputado Reno Caramori, distinguem-se pelo que fazem e as mulheres pelo que levam os homens a fazer.
Eis uma frase forte que precisa ser meditada, refletida, porque a sensibilidade, a astúcia e a competência da mulher fazem o homem, como diz aquela música, gemer sem sentir dor, alcançar suas metas e seus objetivos.
Por isso as minhas mais sinceras e singelas homenagens às mulheres no Dia Internacional da Mulher.
Ouvi atentamente o pronunciamento do deputado Edison Andrino e quero corroborar com a sua manifestação pela amplitude do tema abordado desta tribuna.
Ele falava de questão relacionada à Grande Florianópolis e contextualizo isso por uma visão macro relativa a Santa Catarina, ao sistema rodoviário, ao sistema hídrico, aos aeroportos, às ferrovias, ao sistema de escoamento da produção desse pujante estado.
Penso que esse assunto deve ser tratado com grandeza, com espírito público, com vontade política de fazer acontecer. Não é possível que esta capital acabe de ganhar a pecha de primeira cidade no ranking nacional em congestionamento de trânsito e a segunda no mundo. Uma cidade viçosa, linda, maravilhosa, que é o espelho da nação, chega a essa situação!
De acordo com dados da secretaria de estado da Infraestrutura, passam pela ponte Pedro Ivo Campos, aproximadamente, 170 mil veículos por dia, mais do que na ponte Rio/Niterói. Agora, qual é o conceito de sistema modal que queremos para Santa Catarina, para a Grande Florianópolis?
O prefeito Ronério Heiderscheidt deu o pontapé inicial com relação ao transporte marítimo, ao transporte de massa. Mas penso que precisamos atacar de frente essa vertente por um prisma macro, no conceito de região metropolitana, de uma forma integrada, meu líder, deputado Silvio Dreveck, para que possamos dar condições de mobilidade urbana aos munícipes catarinenses.
A matéria do Diário Catarinense, do repórter Felipe Pereira, no sábado passado, coloca que o governador se reuniu com o secretário de estado da Infraestrutura e também com o presidente do Deinfra e que lá foram apresentados alguns programas, algumas alternativas. E foi feito um apelo, chamando a pessoa que considero um dos maiores entendidos em transporte e mobilidade urbana do mundo, Cássio Taniguchi, ex-prefeito de Curitiba, que foi secretário dos Transportes e Obras e revolucionou aquela cidade, colocando à disposição da população um programa de integração rodoviária de transporte coletivo de massa, que é um exemplo para todo o Brasil e para o mundo, pode-se assim dizer. Coloca também que nos próximos 60 dias apresentar-se-á uma alternativa e a partir daí a contratação de uma empresa para a conclusão, seja através de um túnel de acesso, de uma quarta ponte ou da ponte estaiada, ou buscando a parceria da iniciativa privada.
Eu não sei, mas alguma alternativa precisa ser viabilizada para amenizar o transtorno que é causado pelo engarrafamento do trânsito nesta cidade, pois principalmente nos horários de pique é humanamente impossível deslocar-se na Grande Florianópolis, especialmente do continente para a ilha e da ilha para o continente.
É um tema extremamente importante e por isso, na condição de presidente da comissão de Transporte e Desenvolvimento Urbano, juntamente com meus pares, abordá-lo-ei permanentemente porque é atual, pertinente e está relacionado à questão da mobilidade urbana.
E a reflexão, a pergunta que fica é a seguinte: que modelo de sistema modal queremos para a Grande Florianópolis e para Santa Catarina?
Penso ser um tema extremamente importante que, aliás, vem atingindo as grandes metrópoles, as grandes cidades, e Santa Catarina, pela determinação, pelo espírito do seu povo empreendedor, de um estado eminentemente exportador que atrai investidores, turistas, visitantes, precisa dar condições de mobilidade, de acessibilidade. Inclusive, a não-vinda das partidas da Copa do Mundo para cá, que seria um grande start, porque investimentos de milhões de dólares seriam feitos, também passou pelo fato de não termos mobilidade. Eis aí um quesito importante que precisa ser refletido pela sociedade catarinense.
Esse é um momento de união da classe política, e aqui falo de representação suprapartidária. Precisamos, de forma integrada com a nossa bancada federal, os governos federal, estadual e municipal, efetivamente, lograr êxito e tirar da gaveta esses projetos. Técnica não falta, recursos existem, precisamos destacar as prioridades e alavancar a vontade política.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)