Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nelson Goetten

30ª Sessão Ordinária - 03/05/2000

O SR. DEPUTADO NELSON GOETTEN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, volto à tribuna, no horário do nosso Partido, para registrar algumas considerações. É lógico que, no campo da discussão política principalmente, não vamos cometer a simplicidade de imaginar que vamos convencer o Deputado Herneus de Nadal, o Deputado Ronaldo Benedet ou a Deputada Ideli Salvatti do assunto que trata do Besc em Santa Catarina.

O Besc realmente é uma situação muito delicada até para nós, Deputados, entendermos, imagine para o nosso cidadão. E é por isso que foi muito bem colocado o que o nosso companheiro Deputado Reno Caramori falou, ou seja, que o povo de Santa Catarina sabe quem quebrou o Besc. É a sabedoria popular, que fica evidente e confirmada, que entende quem foi o responsável por um ato de desgoverno que atingiu e assolou Santa Catarina, e além de todos os atos de leviandade contra a população de Santa Catarina ainda teve o episódio das Letras.

Muitas vezes alguém retorna a esta tribuna para querer dizer que o que era ilegal ontem é legal hoje, ou que não é bem assim hoje! É claro que o que foi ilegal ontem, o que enlameou Santa Catarina ontem, que foram as Letras emitidas de forma irregular, continua envergonhando Santa Catarina e continua na ilegalidade, até porque muitos estão respondendo criminalmente pelo que fizeram com o povo e com o Estado.

O Governador Esperidião Amin em momento algum fez menção ou faz de querer usar essas Letras que estão ainda no estoque a benefício de Santa Catarina, porque elas contêm todo um número sem fim de ilegalidades. Agora, o que o Governo não pode deixar de fazer é reconhecer uma dívida que está lastreada com o papel do Estado de Santa Catarina, que foram aqueles mais de 500 milhões, já reconhecidos, que o Estado deve daquelas malfadadas emissões de Letras em Santa Catarina.

Aqueles que administraram de forma vergonhosa o Estado de Santa Catarina, aqueles que de forma irresponsável administraram Santa Catarina e que voltam a esta tribuna posando de paladino da moralidade, alguns deles até ontem não tinham coragem de assumir o Governo PMDB, mas hoje voltam aqui encorajados tentando confundir uma discussão sobre o Besc, aqueles que deixaram, como dizia nesta tribuna o Deputado Heitor Sché, mais de três folhas de salários atrasadas trazendo, uma conseqüência ruim muito grande para a família do servidor e para o Estado de Santa Catarina.

Esses mesmos se sentem na coragem e no direito de vir aqui agredir um Governo sério, responsável, que faz um grande esforço para resgatar a governabilidade desse nosso importante e querido Estado de Santa Catarina. Mas esses mesmos que vêm aqui tentar confundir precisam explicar por que, se essa instituição estava bem e que se essa instituição não tinha problema, aprovaram um contrato de refinanciamento aqui, nesta Casa, que financiava mais de 300 milhões para sanear a instituição chamada Besc.

Vejam, senhores ouvintes, companheiros Deputados, que moral tem alguém para falar que assinou um contrato, Deputado Herneus de Nadal, que entregava e dava em garantia todas as ações da Celesc, dava em garantia também a venda dos imóveis de propriedade do Estado de Santa Catarina? Será que é reconhecido pelo PMDB esse contrato assinado e aprovado em 98, que também dizia que ele tinha um prazo de 18 meses para federalizar a instituição Besc? Será que esse documento também é falso, será que é como aquele que não apareceu na questão das Letras? Será que esse aqui não tem validade? Será que eu não estou conseguindo ler direito? Ou será que aqui está confirmado que tudo que disser aqui é balela, é desculpa daqueles que ofenderam o povo de Santa Catarina, daqueles que denegriram a imagem de Santa Catarina, daqueles que exerceram um dos mais desastrados Governo que já aconteceram no nosso Estado e que agora só têm como argumento a condição de confundir?

Hoje, não tem aqui alguém que consiga sequer convencer, principalmente vindo daqueles que administraram este Estado, de que eles não fizeram o que fizeram com esse Estado, chegando ao ponto de levar as importantes instituições deste Estado à bancarrota. Isto está confirmado, isto já está reconhecido, isto já foi aceito pela população, tanto é que no momento de ir às urnas eles deram a demonstração da insatisfação com o que fizeram com o nosso Estado de Santa Catarina.

Então, por mais que se discuta, uma coisa está evidente e certa, qual seja, foi de iniciativa do PMDB um projeto, um contrato, através do qual se buscava 312 milhões para tentar, na oportunidade, sanear essa instituição financeira, porque havia o reconhecimento daqueles que administravam este Estado que tinham levado à bancarrota essa instituição. Mas esse assunto, por certo, vai ser muito aqui debatido.

Encerro a minha participação ficando aqui com o cidadão catarinense que sabe, que reconhece, que não se ilude e que vai estar permanentemente vigilante, para não devolver, para não trazer, para não fazer com que volte ao Estado alguém com essa incompetência e com essa insensibilidade para administrar Santa Catarina.

Agora, eu quero ceder os oito minutos que me restam ao Deputado Ivan Ranzolin, ao nosso Líder, que tem assuntos importantes de interesse do nosso Partido.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)