Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado João Macagnan

25ª Sessão Ordinária - 10/04/2002

O SR. DEPUTADO JOÃO MACAGNAN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, hoje quero, rapidamente, falar sobre a paz.

(Passa a ler)

“Falar de paz, em tempos de tanta violência, parece uma tarefa difícil. Estamos nessa situação de violência no Brasil e no mundo porque não se falou de paz nas escolas do mundo inteiro.

Hoje é o Dia da Paz em Santa Catarina. Por iniciativa do Governo do Estado, toda a segunda quarta-feira do mês é o Dia da Paz. E o que se pretende com isso não é burocratizar a paz, estabelecendo apenas um dia e deixando outros tantos para que a guerra e a violência vençam. A intenção é de que, pelo menos num dia do mês, esse sentimento tome conta de todos nós. É preciso experimentar e viver a paz para poder promovê-la. Assim fizeram os grandes estadistas, os grandes cientistas e os grandes inventores.

Sr. Presidente e Srs. Deputados, a violência começa porque perdemos a noção de que estamos integralmente feitos e constituídos pelo universo, pela natureza. Quando falamos do nosso semelhante, contra quem entramos em violência, ele é mais do que apenas um semelhante, somos nós mesmos. E porque perdemos essa noção, queremos possuir tudo que nos dá prazer e nós nos apegamos, ficamos possessivos, ciumentos, orgulhosos, e rejeitamos o que nos causa dor. Ficamos raivosos, hostis e violentos.

Por detrás de tudo isso, encontra-se o medo de perder o que achamos que possuímos e que nunca foi nosso, a não ser como ilusão da nossa mente.

O homem pensa possuir a terra, dominar a natureza e comandá-la. Catástrofes ambientais e outras de diferentes aspectos têm demonstrado que nada disso é verdade. E o homem continua agredindo e revoltando-se contra o próprio homem.

Os defensores das teorias holísticas falam que em cada um de nós existe o contrário da violência. É o estado de paz, amor e sabedoria disponível a toda hora. Para isso basta estarmos abertos, relaxados, amorosos, livres e donos de nós mesmos. É nisso que reside a educação para a paz.

Mas o mais importante é que todos nós, governantes, cidadãos, quem quer que seja, estejamos dispostos a dizer não à violência.

O discurso de paz é antigo. Árabes e judeus o fazem; oprimidos e opressores o defendem. Todos dizem agir em nome da paz.

É hora de o homem se desprender, abandonar o discurso e experimentar, pelo menos por alguns minutos, a inigualável sensação de estar em paz. Tenho certeza de que ela vai tomar conta de cada um de nós.”

Quero aqui cumprimentar, mais uma vez, Sua Excelência, o Governador do Estado, que, no Município de Frei Rogério, disse, no seu discurso, que a segunda quarta-feira do mês seria o Dia da Paz no Estado de Santa Catarina, para que pudéssemos nos cumprimentar, abraçar-nos e desejar a paz a todos os nossos irmãos.

Desejo, neste momento, que todos, catarinenses ou não, fiquem em paz!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)