Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nelson Goetten

131ª Sessão Ordinária - 25/11/1999

O SR. DEPUTADO NELSON GOETTEN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, gostaria de deixar registrado nesta Casa a minha surpresa em relação ao pronunciamento do Deputado Ronaldo Benedet.

S.Exa. fez algumas citações que me deixou preocupado, pois levantou questões com uma atitude leviana, despropositada, fora do momento, pois que é uma posição político-partidária com o objetivo de atingir o Governador Esperidião Amin.

Em nenhum momento tememos, em nenhum momento temos preocupação com a fiscalização. Sempre defendemos a seriedade do Governo, e o Governador Esperidião Amin prezou e preza por isso.

Ficamos surpresos com a atitude despropositada do Deputado Ronaldo Benedet. Gostaríamos que fosse acionado, primeiro, o instituto de fiscalização que tem esta Casa, que é a Comissão de Fiscalização, Controle e Eficácia Legislativa, que poderá verificar se existe algum ato que desabone o Governo.

O Deputado Ronaldo Benedet, no horário destinado ao PMDB, veio aqui jogar lama, acusar o nosso Líder do Governo, a sua família e a empresa que a família Bornhausen representa neste Estado, a Artplan, que não tem nenhum pecado a não ser aquele de ser competente, dinâmica, participativa, o que orgulha Santa Catarina. Essa empresa, que participou de todas as licitações existentes neste Estado, não poderia ficar de fora, porque é uma das mais dinâmicas e competentes empresas deste Estado.

O Deputado a que me referi quer atingir, denegrir a imagem dessa empresa. Eles que enlamearam, que envergonharam, que acabaram com o nosso Estado, querem contestar este Governo sério, preocupado com as coisas deste povo. Este Governo recebeu das mãos do PMDB uma administração em estado lastimável, que foi causado por esses incompetentes.

O nosso Governo não gastou num ano inteiro um cruzeiro sequer com divulgação e propaganda, mas esse mesmo PMDB se assusta com uma licitação de R$17 milhões para atos de publicidade do Estado de Santa Catarina. O PMDB, quando governou este Estado, gastou R$91 milhões em publicidade (dinheiro esse do povo sofrido, que passa necessidade, que é judiado, mas que é um povo valente e honrado), beneficiando em mais de R$50 milhões uma empresa de amigos.

Esses, Srs. Deputados, quando contestados, não aparecem para se defender, porque não têm argumentos para tal. Envergonham-se e escondem-se, mas querem acusar essa competente empresa, querem atingir a família Bornhausen, que tem políticos da mais alta qualidade, que é o orgulho do povo catarinense, que participa ativamente das questões do povo de Santa Catarina e do Brasil, e tudo isso é com objetivo político! Não aceitamos, não concordamos, mas nunca tememos!

E não somos contra a fiscalização, queremos que usem os mecanismos que esta Casa oferece, que o Ministério Público oferece, que o Tribunal de Contas oferece! E quando falamos das questões da CPI, daquela barragem de São Bento, está aí a carnificina, está aí a vergonha, está aí o problema, estão aí centenas de catarinenses perdendo a vida na BR-470. E foi contestada aquela malfadada licitação feita pelo PMDB no apagar das luzes, sem falar com a população, sem ninguém ter conhecimento, e a Justiça contestando.

Há um ano essa estrada está sem manutenção, sem obras. O Tribunal de Contas não sabe da angústia, não sabe o que nós passamos, não sabe o que acontece com a nossa população, que está morrendo por falta da recuperação e manutenção daquela estrada.

Fazemos esse registro porque estamos preocupados com a barragem de São Bento, que ela não fique mais um ano sem ser iniciada. Essa obra tem que ser iniciada o quanto antes, porque o povo daquela região, que é trabalhador e valente, merece, precisa.

Não tememos fiscalização porque somos sérios; não tememos fiscalização porque respeitamos o povo de Santa Catarina; não tememos fiscalização porque temos um Governo honrado, que respeita este povo. Este Governo merece o nosso reconhecimento, pois faz um trabalho incansável para viabilizar, resgatar a governabilidade de Santa Catarina, para devolvê-la a este povo que tanto merece.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)