42ª Sessão Ordinária - 28/05/2008
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sra. presidente, srs. deputados, antes de abordar alguns assuntos que entendo ser importante tratar nesta tribuna, eu gostaria de me reportar à sessão solene que realizamos na noite de ontem, em homenagem aos 85 anos do jornal A Notícia. Como joinvilense, eu acho que teria até obrigação de utilizar esta tribuna e tecer algumas colocações com relação àquele jornal.
O jornal A Notícia nasceu na cidade de Joinville. Na minha região, na minha cidade é praticamente um hábito, um costume ler A Notícia. Como temos o costume de nos alimentar, de dormir, também temos hábito de ler o jornal A Notícia. A pessoa levanta, vai para o trabalho e se não lê o jornal A Notícia, parece que está faltando alguma coisa. Esse jornal, que construiu essa credibilidade ao longo dos seus 85 anos, que hoje não pertence mais à família Thomazi, do município de Joinville, mas, sim, ao Grupo RBS, continua exercendo uma influência muito grande na opinião pública e continua dando a todos nós a oportunidade de nos inteirarmos dos fatos, dos acontecimentos, das coisas do nosso cotidiano.
Quero parabenizar, em primeiro lugar, o deputado Darci de Matos, que teve a felicidade de ter a iniciativa de aqui homenagear aquele jornal, e, ao mesmo tempo, todos os mentores, todos os redatores, todos os diretores, todos os funcionários, enfim, os responsáveis pelo jornal A Notícia, que há 85 anos serve à comunidade joinvilense e catarinense.
Parabéns a todos! Quem sabe possamos continuar por muitos e muitos anos - pelo menos é o que espero - acompanhando aquele jornal diariamente em toda Santa Catarina.
O deputado que me antecedeu falou agora há pouco que precisa ser retirado esse projeto do Iprev porque não estão dando oportunidades de as pessoas discutirem-no. Eu penso que alguma coisa está acontecendo, porque se eu já ouvi algum projeto ser discutido, é justamente esse! Essa matéria já foi objeto de audiências públicas pelo estado inteiro. Ela está sendo discutida o tempo todo nas comissões e está sendo objeto também de emendas. Eu não estou conseguindo entender como podem dizer que não está sendo discutido esse projeto! Esse é um dos projetos que está tendo mais discussão nesta Casa, que mais democraticamente está sendo discutido! Mas ouço aqui algumas vozes se levantarem dizendo que tem que ser retirado para ser entendido melhor. Meu Deus do céu! Alguma coisa está acontecendo que está fugindo ao meu entendimento, porque se discute, debate-se, analisa-se.
Pelo amor de Deus, algumas pessoas têm que entender! Como é que passa pela cabeça de algumas pessoas que o governador agora resolveu apoquentar o servidor público; que o governo agora quer sacrificar o servidor através do Iprev. O que é isso?! O que se está querendo, na verdade, é consolidar a Previdência para que tenha vida longa, para que possa sobreviver a tudo. Do jeito que está, o Ipesc está sucumbindo. Todo mundo sabe que é deficitário todos os meses, todos sabem que é um problema enorme! Então, o que se quer é tornar isso viável por longos e longos anos, para que todos possam ter a certeza absoluta de que terão o seu provento no final do mês. Não adianta brigar por uma coisa moribunda, que está no fim, que está agonizando, e querer levá-la adiante. Precisamos, na verdade, dar condições a esse instituto de pagar rigorosamente todos sem problema nenhum. É por isso que a matéria está em fase de discussão, está recebendo emendas. E ainda há muita água para rolar debaixo da ponte. Enfim, o que se quer é que todos, no fim das contas, fiquem satisfeitos.
Quero aproveitar esses minutos que me restam para dizer que na próxima sexta-feira, dia 30, no município de Joinville, vamos comemorar, no meu escritório de trabalho, local que comumente chamamos de Casa Amarela - aliás, é muito conhecida e virou uma referência a nossa Casa Amarela e até v.exa. já teve a oportunidade de conhecê-la -, 15 anos de trabalho e três anos da Casa Amarela.
Sra. presidente, a Casa Amarela nada mais é do que o meu escritório de trabalho. Elegi-me vereador pela primeira vez em 1992 e a partir de lá tive uma série de eleições sucessivas - foram cinco eleições sucessivas -, graças a Deus, sempre obtendo mais votos do que na anterior. Em 1993, quando assumi a Câmara de Vereadores pela primeira vez, imediatamente abri um escritório de trabalho e nunca mais fechei. Esse escritório de trabalho está aberto há 15 anos e só fecha nos feriados. Só que à medida que o tempo foi passando, ele foi evoluindo até se transformar, hoje, na nossa Casa Amarela. E lá, além do nosso trabalho, temos oficinas de trabalho. Temos senhoras que se reúnem todas as semanas para confeccionar roupas de crianças ou fazer outros tipos de trabalho. Temos inúmeros grupos de pessoas que freqüentam a Casa Amarela. Temos um veículo que todos os dias sai de manhã para buscar objetos que as pessoas querem doar: guarda-roupa, geladeira, armário; à tarde sai para fazer a entrega dessas doações. Isso é feito diariamente: buscam de manhã e entregam à tarde, fora as mais de 100 pessoas que atendemos todos os dias, com todos os tipos de problemas e necessidades.
Essa é a nossa Casa Amarela e nesta sexta-feira vamos comemorar os nossos 15 anos de atividade. Mas, diga-se de passagem, não vamos fazer nenhuma festa, nenhuma solenidade. Faremos lá, nesse dia, oficinas de trabalho para ensinar as pessoas a costurar, a fazer pão e uma série de outras atividades. Seria ensinar as pessoas a pescar, como diz o ditado. Vamos passar a sexta-feira inteira fazendo esse tipo de atividade, em comemoração aos 15 anos de trabalho que se confundem com a nossa vida, com o nosso dia-a-dia.
Deputada Ana Paula Lima, o dia que quiser conhecer a Casa Amarela, vamos estar lá à disposição e de braços abertos para recebê-la também.
Era isto o que eu queria dizer, sr. presidente!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)