Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Jailson Lima da Silva

96ª Sessão Ordinária - 04/11/2010

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Quero, inicialmente, saudar o nosso companheiro de Vitor Meireles, o vereador Vilasio Jairo Moretti, do Partido dos Trabalhadores, que nos está visitando hoje, deputado Pedro Uczai. Para nós é sempre uma honra receber aqui companheiros do alto vale.

Ele está vindo de férias, foi dar uma descansada no nordeste, disse ele, pois o primeiro turno foi puxado naquele município.

É sempre um prazer recebermos nesta Casa um companheiro histórico do nosso partido, uma das figuras que começou o Partido dos Trabalhadores no alto vale.

Seja bem-vindo, companheiro.

Srs. deputados, hoje, pela manhã, fui visitar o Hospital Celso Ramos e o serviço de hemodiálise. Nós, que somos médicos, nesta Casa sempre pautamos um pouco o nosso trabalho na Saúde, fomos ver as instalações e os equipamentos novos, o novo serviço de hemodiálise, que está com uma boa estrutura física de equipamentos. Mas como grande parte das instituições do estado, devido à falta de pessoal, falta de pessoal para o serviço de hemodiálise... Para quem não sabe e está-nos ouvindo, hemodiálise é um tratamento para o indivíduo que tem insuficiência renal, ou seja, o rim não funciona, então a pessoa precisa de um aparelho para fazer a filtragem do sangue.

Nesse hospital temos duas salas: uma com 18 equipamentos novos, equipamentos japoneses, para atender a pacientes que não estão infectados com doenças infectocontagiosas, que são Hepatite B, C e HIV, e uma sala com 12 máquinas para pacientes infectados. Mas, srs. deputados, ao mesmo tempo em que há esse serviço e uma fila de espera enorme, nas terças-feiras e nas quintas-feiras o serviço não funciona, porque não há funcionário para tocar os serviços de hemodiálise, ou seja, há um porsche, mas não há piloto.

Outra coisa importante: ao dimensionarem a sala não viram exatamente o número de equipamentos que cabia nela. Então, temos uma máquina sobrando num canto, porque não deu para colocar dentro da sala do serviço de hemodiálise. Essa é a Saúde e a gestão que existem no estado.

Nós sabemos que a prevenção é fundamental para quem desenvolve insuficiência renal, em que o fator principal é o paciente diabético. E esses pacientes que vimos nos levantamentos são cada vez mais jovens. Muitos se dão pela falta de prevenção e orientação, o que cabe um trabalho constante nas escolas públicas para orientar a conduta e o diagnóstico precoce de diabetes, a fim de se ter uma qualidade de vida melhor, assim como a hipertensão arterial sistêmica. Mas mais da metade dos pacientes atendidos naquele hospital é consequência de insuficiência renal decorrente de diabetes.

Mas não se pode construir e montar uma estrutura desse porte, com um contingente desses de máquinas, se não houver gente para tocar o serviço. Então, nas terças-feiras e nas quintas-feiras o hospital só atende se for algum caso muito grave, de um paciente que está internado e que precisa passar por uma hemodiálise.

Outra coisa importante é que os filtros de hemodiálise são usados 12 vezes por cada paciente. A limpeza desses filtros é feita de forma manual, mas existe um equipamento que custa em torno de R$ 20 mil que faz isso automaticamente e permite que o filtro seja usado 20 vezes. Então, se cada paciente tem um filtro, o custo benefício de se ter um equipamento desses para ampliar a vida útil desses filtros é uma coisa essencial, porque representa economia para a secretaria da Saúde.

Srs. deputados, como há agora três médicos nesta Casa e a partir do ano que vem teremos quatro, sendo que três são da base do governo, vamos ver se pelo menos conseguimos resolver isso, porque não dá para montar uma estrutura desse porte e não ter gente para tocar o serviço.

Uma das coisas interessantes que foram levantadas lá diz respeito à aposentadoria aos 25 anos para o pessoal da Saúde. E aqui foi aprovado um projeto de lei para a Polícia Militar feminina. Logicamente que quem trabalha com pacientes infectocontagiosos merece esse benefício. Essa é uma reivindicação justa dos funcionários, e acho que vale a pena fazermos um bom debate no próximo mandato sobre esse assunto.

Outra coisa que também me trouxe até a tribuna foi o fato de ontem os jornais divulgarem a lista com uma série de ministros nomeados. Nós, que somos do PT, da base do governo federal, deputado Décio Góes, ou que estivemos na lida, no dia a dia da campanha, achamos que ontem o Lula deixou um recado muito tranquilo ao dizer que o próximo governo tem que ter a cara da Dilma. E ele, nas suas metáforas futebolísticas, disse ontem que o Mano Menezes, ao ser convidado para comandar a seleção brasileira, não pediu ao técnico que assumiu para deixar os jogadores que ele queria. E disse que, com a sua maturidade, vai fazer isso também em relação ao governo federal.

Portanto, verificamos que cada vez mais amadurecemos a nossa condução de trabalho quanto à confiabilidade, à confiança que devemos ter em relação ao Brasil.

Por isso, na última sessão desta semana, nesta quinta-feira, antes de encerrar as minhas palavras, quero dizer: Bom Dilma, Santa Catarina!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)