95ª Sessão Ordinária - 03/11/2010
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados, prezados catarinenses que nos acompanham pela Rádio Alesc Digital e pela TVAL, quero cumprimentar também a vereadora Anizete Lamin Mariani, de Botuverá, que está acompanhando os trabalhos desta Casa, juntamente com o presidente da Câmara Municipal, do meu partido, o PSDB, Valmir Betinelli.
Quero mais uma vez cumprimentar os catarinenses que participaram, neste domingo, da grande festa da democracia escolhendo o novo presidente do Brasil. Quando se vota em alguém, expressa-se no voto as reclamações, as queixas e também os sonhos.
Certamente, se olharmos o quadro de eleição, está registrado que a região sul do país - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de São Paulo e Espírito Santo - é exemplar. Não é que sejam independentes do governo federal, porque ninguém é independente de 66% da arrecadação.
Então, o estado de Santa Catarina, onde ganhou o candidato José Serra com quase 500 mil votos de diferença, expressa que é um estado exemplar em divisão de renda, um estado que, dentro dos 170 milhões de brasileiros, tem apenas seis milhões, ou seja, menos de 3% da população brasileira. No entanto, nosso estado participa com um percentual muito maior do que 6% da economia do país, mas o retorno é pequeno. Certamente os votos dos catarinenses para o candidato José Serra expressam um descontentamento com o atual governo. Um descontentamento com o descaso com que o governo federal tratou o estado nos últimos oito anos. E refiro-me à BR-101, trecho sul, onde os trabalhos seguem na base da pá e da picareta e até hoje não foram concluídos. E, o que é, pior, temo que continuem nesse ritmo, ou seja, ao término do governo da presidente Dilma Rousseff a BR-101/sul não estará concluída!
Temos também a BR-470, que há muito tempo vem matando muita gente, que é o canal de escoamento da produção não só do alto vale, mas de toda Santa Catarina. Além disso, aquela rodovia dá acesso aos nossos maiores portos, principalmente aos portos de Itajaí e Navegantes. Surgem projetos, mas até hoje nada de duplicação da BR-470.
Temos ainda a BR-280, especialmente no trecho de Jaraguá do Sul, uma grande região produtora que contribui com a nação, com o estado, com uma fatia grande. Aquela BR drena toda a economia da região de Jaraguá de Sul em direção ao porto de São Francisco do Sul, em direção à BR-101, mas nada acontece.
Certamente Santa Catarina mostrou, com os quase 500 mil votos de diferença a favor do candidato José Serra, o seu descontentamento com a falta de investimentos no estado, com a demora dos investimentos, por exemplo, em Itajaí, após a enchente de 2008. Demorou quase dois anos para que a dragagem do rio Itajaí-Açu fosse feita, a fim de que o porto de Itajaí voltasse a funcionar com sua capacidade plena. E olhem que aquele porto é a porta de entrada e saída da economia de Santa Catarina!
Então, como diz o nosso primeiro suplente ao Senado, que certamente será senador, Dalírio Beber, Santa Catarina não precisaria de nenhum Bolsa Família se tivessem ocorrido aqui os investimentos que o estado precisa. Santa Catarina clama pela Ferrovia Litorânea, que interligará os portos de Imbituba e Laguna, de Itajaí e Navegantes, até São Francisco do Sul; que necessita da Ferrovia Leste/Oeste para interligar o estado por inteiro e também os portos de Santa Catarina com os países do Mercosul, fazendo um grande corredor até oceano Pacífico.
Mas a voz das urnas chegará à presidente eleita através dos dez deputados federais que a nossa coligação elegeu e através dos nossos três senadores, que já estão lá em Brasília e que ajudarão os catarinenses a serem atendidos...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)