3ª Sessão Ordinária - 13/02/2007
O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, volto a esta tribuna para fazer o pronunciamento que deveria ter sido feito no horário destinado aos Partidos Políticos - e não o fiz porque tive que responder aos deputados da Oposição sobre as colocações com relação à Saúde.
Deveria, quem sabe, até voltar ao assunto, visto que o deputado Joares Ponticelli fez novamente algumas colocações. Mas como também estão inscritos os deputados Edson Piriquito e deputado Manoel Mota, vou deixar para que os dois respondam as colocações do deputado Joares Ponticelli. E até porque, deputado Manoel Mota, eles ainda estão esperando o terceiro turno. Temos que dizer a eles que há somente dois turnos na eleição e não três. Mas não há problema algum!
O Sr. Deputado João Henrique Blasi - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Pois não!
O Sr. Deputado João Henrique Blasi - Deputado Peninha, sem querer roubar o pouco tempo que v.exa. tem para tentar fazer o pronunciamento ao qual se havia proposto, quero dizer que não precisa vir à Assembléia Legislativa, não precisa assistir à TVAL para saber o teor dos pronunciamentos diários do deputado Joares Ponticelli. É sempre a repetição dos mesmos assuntos. Em primeiro lugar, o choro do derrotado; em segundo lugar, o questionamento do resultado eleitoral e, claro, ele não passa um dia sem falar em cabides de emprego, ele não passa um dia sem falar em "ambulancioterapia". Esses são assuntos recorrentes de um déjà vu diário nos discursos de um deputado a quem eu preso, mas que, pela repetição, acaba ficando enfadonha esse tipo de manifestação.
Então, eu quero dizer a v.exa. que é lamentável que isso ocorra e que nos cabe, enquanto deputados de Situação, trazermos a comparação do que foram os governos aos quais ele serviu e que foram rejeitados pelo voto popular. Isso é o mais importante. Se ele considera ruim o governo de Luiz Henrique da Silveira que foi chancelado pelas urnas, o que dizer do governo do guru dele, que foi rejeitado duas vezes pelas urnas de Santa Catarina?!
Mas teremos muito tempo, ao longo desta sessão legislativa e de todo o quadriênio de toda a Legislatura, para debater e para mostrar. E é preciso que o deputado Joares Ponticelli, de uma vez por todas, aceite o resultado soberano das urnas. Não se pode lutar contra a verdade, não se deve lutar contra evidências! E é isso que o deputado Joares Ponticelli faz todo dia nesta Casa.
O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Obrigado, deputado João Henrique Blasi, pelo aparte.
Mas voltando ao assunto que me trouxe a esta tribuna, eu entendo que essa minha última eleição, com 54.845 votos, aproximadamente 55 mil votos, deputado Edson Piriquito, sendo o quarto deputado mais votado entre os 40 deputados eleitos nesta Casa, tenha representado a aprovação do meu trabalho no primeiro e no segundo mandatos e a autorização para que eu continue trabalhando na mesma linha.
Por isso julgo importante apresentar os compromissos que têm pautado a minha vida política e que nortearam a minha campanha, traduzidos em propostas de trabalho que vou resumidamente tentar apresentar.
Primeiro, a prioridade total à agricultura, tal qual o deputado Sargento Amauri Soares, que tem pautado a sua vida em defesa da sua classe. Evidentemente que terá outras lutas aqui na Assembléia Legislativa. Eu tenho voltado o meu trabalho, como a maior e principal bandeira, para a defesa do agricultor e da agricultura. Entendo que é só com a valorização do agricultor que nós teremos estabilidade no campo e na cidade, com destaque à necessidade de assistência técnica ao agricultor; à pesquisa agropecuária, que tanto bem faz a Epagri no estado de Santa Catarina; e também à defesa sanitária animal e vegetal feita pela Cidasc. Aliás, saúdo o ex-deputado Eni Voltolini, meu colega engenheiro agrônomo, que também muito defendeu a agricultura nesta Casa.
Destaco a defesa da agricultura no conjunto. Agora, um ponto tem pautado os meus mandatos e quero continuar essa luta, qual seja, a implementação, em Santa Catarina, de um seguro agrícola complementar. Desculpem-me a redundância, mas um seguro agrícola que dê segurança ao homem do campo, com a participação do próprio agricultor e dos governos municipais, estadual e federal.
Quero, aqui nesta Casa, continuar fazendo jus ao título de deputado da cebola, mesmo nessa safra, com todas as dificuldades que tivemos no início. Hoje, o preço está custando ao redor de R$ 0,35, R$ 0,40. É um preço que remunera bem o agricultor, mas grande parte da produção foi comercializada a R$ 0,18, R$ 0,20 e R$ 0,22, portanto, abaixo do custo de produção, que está em torno de R$ 0,30.
Estamos correndo um risco muito grande agora, deputado Sérgio Grando, que é a possibilidade de entrada da cebola Argentina. Isso irá prejudicar não só o produtor de cebola, mas também os fumicultores, o produtor de leite, o produtor de arroz, o produtor de feijão, enfim, toda a classe agropecuária do estado de Santa Catarina.
Uma outra bandeira que tenho defendido aqui na Assembléia é a duplicação da BR-470, primordial para o desenvolvimento do Vale do Itajaí, do Planalto Serrano, do oeste de Santa Catarina e para o escoamento da produção de nosso estado. Aliás, a principal via de escoamento da produção.
Temos o Plano de Aceleração de Crescimento do governo Lula, que prevê o início da duplicação, no ano de 2008. Mas estaremos atentos para que essa fase inicie antes, vá até o município de Rio do Sul e chegue até o município de Lages.
Também tenho como bandeira o apoio às regiões que represento e defendo, quais sejam: a do Vale do Itajaí, mais especificamente do Alto Vale, a do Vale do Rio Tijucas e a do extremo-oeste de Santa Catarina. Sabemos da necessidade, por parte dos governos estadual e federal, de medidas que estimulem o desenvolvimento das regiões que represento e que estão hoje com um índice de desenvolvimento aquém da média de outras regiões do estado de Santa Catarina.
Outras bandeiras: o apoio aos hospitais das regiões, com destaque ao Hospital Regional do Alto Vale e aos pequenos hospitais do Alto Vale do Itajaí, incluindo o término da UTI do Hospital de Bom Jesus; a conclusão dos acessos asfálticos aos municípios, já iniciados; a ligação asfáltica aos municípios de Victor Meirelles, José Boiteux, Imbuia, Leoberto Leal e Mirim Doce.
E mais: as ligações Petrolândia/BR-282, Atalanta/Ituporanga, Taió/BR-282, Santa Terezinha/Planalto Serrano, Vidal Ramos/Botuverá e Leoberto Leal/Major Gercino; a conclusão da estrada da Madeira, que liga o município de Trombudo Central a Lontras, passando por Rio do Sul, uma das obras de maior destaque realizada pelo governador Luiz Henrique da Silveira nesse seu último governo. Portanto, ela já foi iniciada e está faltando apenas a sua conclusão.
Por último, quero também lembrar que uma das minhas lutas é a tão decantada prioridade à educação para que ela aconteça de fato e para que tenhamos uma educação de qualidade. Muito se fez em termos de educação em Santa Catarina, mas muito falta fazer.
Esses, srs. deputados, são alguns compromissos que faço questão de assumir neste meu terceiro mandato. E tenho também o compromisso com a minha região do Alto Vale de, após este meu mandato de deputado estadual, pleitear um mandato de deputado federal.
O deputado João Matos, que representa aquela região na Câmara Federal, tem dito que não irá concorrer mais a deputado e estou disposto, meu líder, deputado Manoel Mota, a buscar esse espaço, após o término deste mandato. Assim terei a oportunidade de representar essas regiões e de defender as minhas bandeiras também no Congresso Nacional. Quiçá, se Deus quiser, e eu tiver o apoio dos catarinenses, serei eleito para um mandato de quatro anos na Câmara Federal.
Muito obrigado, srs. deputados.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)