87ª Sessão Ordinária - 18/10/2007
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sra. presidente, sr. líder da bancada do PSDB, deputado Marcos Vieira, saudando todos os srs. deputados, cumprimento a distinta platéia que está na galeria desta Casa, os vereadores, os vereadores mirins, os nossos visitantes de diversos municípios de Santa Catarina, que vêm aqui prestigiar e acompanhar as declarações democráticas da Assembléia Legislativa. Saudamos também todos os nossos ouvintes da Rádio Alesc Digital e os telespectadores da TVAL.
Eu queria abordar rapidamente, hoje, três pequenos assuntos. Primeiro, quero saudar, mais uma vez, como hoje é o Dia do Médico, cada um dos 13 mil médicos de Santa Catarina, que trabalham em postos de saúde, que trabalham em fábricas, nas emergências dos hospitais, nos centros cirúrgicos, nos andares clínicos, enfim, todos os médicos que, no cumprimento da sua proposição, prestam atendimento médico, ajudam o paciente e orientam na cura das doenças.
Quem cura mesmo, eu destaco, é a força que nós temos dentro de nós, a natureza, naturalmente com a benção de Deus. Mas o médico orienta a cura através do remédio, através de uma cirurgia, através de uma orientação.
Por isso nós queremos destacar a atividade de cada médico por este estado afora, para dar mais tranqüilidade, mais satisfação, mais alegria a tanta gente nesse serviço de orientar a cura.
Cada trabalhador, cada um de nós, em qualquer atividade, na hora em que faz aquele serviço, primeiro beneficia a si mesmo, garante a sua qualidade de vida com o seu trabalho, com a sua renda, ou seja, a dele e a da sua família. Mas além desse benefício que cada um recebe, existe o benefício social. Quer dizer, o serviço de cada um gera um produto, que faz bem a muita gente. Assim é o agricultor, é o operário, é o empresário e, naturalmente, o médico, pois também o seu trabalho, de onde ele busca o seu sustento, gera benefícios sociais, que é dar uma qualidade de vida melhor para as pessoas.
Falando em qualidade de vida, devo destacar também que o médico orienta a cura, mas a promoção da saúde, em princípio, não é o médico quem faz. Usamos os conhecimentos médicos, os conhecimentos científicos, que são anteriores a Hipócrates. Aliás, há mais de 2005 anos foram feitos mais de 70, 80 livros que compunham vários compêndios em ética, em prática médica, em comportamento médico, em técnica cirúrgica, em anatomia. Então, já existe há muito tempo uma vasta literatura e o conhecimento científico de onde decorre a saúde das pessoas.
A saúde das pessoas, que é um conceito mais amplo do que simplesmente a ausência de doenças, depende de uma porção de ações acima de tudo políticas e não de ato médico. Por exemplo, a qualidade da água, o tratamento da água, o tratamento do esgoto sanitário, o destino do lixo sólido, do lixo industrial e do lixo orgânico, as ações da segurança, o entretenimento que temos que buscar para as nossas cidades, etc.
Aliás, eu abordei aqui, no dia de ontem e antes de ontem, que não conheço nenhuma cidade no Brasil, como também aqui em Santa Catarina, que tenha a capacidade de entreter, de ocupar o jovem, os adolescentes, o adulto, o idoso nas suas horas livres. E não só como uma maneira de ocupá-los nas horas livres, mas que aquele momento seja de integração com os demais membros da sua comunidade.
Então, nós não temos áreas comuns, e quando foram projetados há vários anos os loteamentos, 30% deveriam ter sido destinados para área verde. Mas na época entendeu-se que esses 30% de área verde seriam as grotas, aquelas áreas de difícil acesso, de difícil ocupação. Na verdade, esses 30% de qualquer loteamento deveriam servir para serem instalados esses equipamentos de entretenimento às pessoas, como quadras de esportes, sala de jogos, salas de internet, sala de computador. Enfim, em cada comunidade, por exemplo, de 2.500 habitantes, deveria ter sido destinada uma área para a qual pudessem acorrer jovens, crianças e adultos, com alguém orientando essas ocupações naquele local.
Estou imaginando isso e certamente esse tipo de investimento poderá ser um projeto de inúmeros prefeitos, pois a partir do ano que vem teremos novos prefeitos em nossas cidades pensando diferente, pensando nesse conceito mais amplo de saúde - vejo que o deputado Edson Piriquito está concordando com essas afirmações. Mas terá de ser criada, talvez através do governo do estado, do governo federal, uma linha de financiamento para poder fazer isso.
Claro que numa cidade como Brusque, de 80, 100 mil habitantes, nós precisaríamos construir pelo menos de 30 a 40 centros poliesportivos, naturalmente que custassem pouco, mas vão custar pelo menos R$ 1 milhão, evidentemente. Quer dizer, aonde Brusque vai buscar uma linha de financiamento de R$ 40 milhões, R$ 50 milhões para investir? Mas tenho certeza de que esse tipo de investimento iria promover e muito a saúde das pessoas, muito mais do que o ato médico isolado, que será sempre importante, e é importante, porque temos que orientar a cura de quem está doente, mas precisamos promover a saúde de quem não está doente e essa promoção da saúde depende fundamentalmente de decisões políticas.
Eu queria dizer ainda neste dia em que cumprimentamos todos os médicos, que cada um de nós cumprimentasse também o seu médico. Eu, particularmente, exatamente um ano atrás, fui submetido a uma cirurgia de emergência e a cada Dia do Médico tenho mais um motivo para lembrar, além do fato de ser médico, da equipe médica que me operou. Assim sendo, cada um de nós tem este momento para agradecer a esses grandes profissionais.
Queria ainda, para finalizar, destacar que no dia 21, no próximo domingo, o PSDB de Santa Catarina estará reunindo-se neste plenário. E aproveitamos a audiência da TVAL e da Rádio Alesc Digital para mais uma vez convidar os peessedebistas dos 293 municípios para também estarem aqui. Esse será um momento muito importante, pois vamos escolher o diretório estadual, que comporta 105 membros, mais 35 suplentes; no máximo 140 pessoas vão fazer parte desse diretório. Gostaríamos de poder colocar nesse diretório pelo menos um representante de cada município, mas infelizmente só cabem 105, mais 35. Mas precisamos da aprovação, do voto, do parecer de todos os delegados, dos presidentes, dos membros dos diretórios que hoje estão formados em cada município. E domingo, das 9h às 12h, estaremos aqui e ao final vamos eleger o próximo presidente, certamente o vice-governador Leonel Pavan e o prefeito Marco Tebaldi, de Joinville, para continuar o trabalho do...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)