19ª Sessão Ordinária - 25/03/2008
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, quero fazer, rapidamente, dois registros. O primeiro - e é sempre bom fazer uma reflexão sobre isso - é que ontem, deputado Silvio Dreveck, transcorreu mais um aniversário da famosa enchente de 74, em Tubarão. Há 34 anos uma tragédia assolou o sul do estado, mas dizimou o município de Tubarão e a região. Certamente, as vítimas nunca foram contadas, deputado, mas estima-se que mais de mil pessoas tenham, naquela ocasião, perdido suas vidas, deputado Moacir Sopelsa. E no momento que se discute tanto essas questões ambientais, com matérias divulgadas na imprensa de Tubarão e da região no dia de ontem, são um tanto quanto preocupantes as previsões de novas catástrofes, se não houver investimentos por parte dos governos federal, estadual e municipal, nessa área.
Então, quero aqui registrar mais um aniversário dessa tragédia que assolou o sul do estado, que até hoje causa traumas na população, especialmente naqueles que viveram a tragédia. E é sempre bom que essa memória seja preservada para chamar a atenção dos governos, para que promovam investimentos, a fim de que novas tragédias não ocorram.
Quero também me associar aos cumprimentos dos deputados Edison Andrino e Romildo Titon, que pude acompanhar, mas não sei quantos mais já se manifestaram e certamente outros ainda irão fazê-lo, pela passagem dos 282 anos da capital dos catarinenses, comemorado no último domingo, dia 23. Cada um de nós é um pouco florianopolitano, porque pelo menos três dias da semana é aqui que vivemos com as coisas boas e com as coisas ruins da capital, especialmente a questão do trânsito que tem sido um dos maiores problemas e uma das maiores reclamações dos que aqui residem, exatamente essa área em que tanto se fala e pouco se faz. Com relação ao tal metrô de superfície da capital, o governador já mandou colocar até outdoor no primeiro governo. Mas o metrô continua igual a estrada do Faxinal. É o deputado Manoel Mota ouvindo os roncos das máquinas na serra do Faxinal e o governador ouvindo o barulho do metrô atravessando a ilha ao continente. Mas de concreto nada acontece e a cidade aí com tantos problemas acumulando-se.
Mas Florianópolis também tem muitas coisas boas. E ontem, deputada Odete de Jesus, tive a alegria de receber o título de cidadão de Florianópolis, com muita alegria, com muita humildade, deputado Flavio Ragagnin, que aqui também estava, além de outros deputados. Fomos oito os homenageados, dentre os oito agraciados com o título de cidadão, infelizmente uma já não está mais entre nós, uma vez que era a professora Elisabete Anderle, que havia recebido o título por unanimidade de votação na Câmara, no ano passado, mas, infelizmente, não viveu o suficiente para receber o seu título, falecendo na semana passada. Mas um dos seus filhos veio ontem receber o seu título de cidadã de Florianópolis, em nome da professora Elisabete Nunes Anderle.
Quero agradecer mais uma vez ao meu querido amigo vereador Dalmo Meneses, que foi o proponente, assim como aos demais vereadores, uma vez que esse título foi aprovado, deputada Ada De Luca, por unanimidade. Senti-me gratificado com a sessão da Câmara de 17 de dezembro do ano passado, quando me concedeu esse título e ontem, com muita alegria, recebi o título, numa grande sessão solene realizada neste plenário, deputado Dagomar Carneiro, presidida por um funcionário desta Casa, o vereador Ptolomeu Bittencourt Junior, que é o presidente da Câmara de Vereadores, numa sessão muito concorrida, muito prestigiada. Quero agradecer ao povo de Florianópolis que, através de seus vereadores, me concedeu essa honraria de poder chamá-los também de conterrâneos, mesmo que por adoção.
Por fim, quero falar sobre o problema da Engepasa. Deputados Pedro Baldissera, Kennedy Nunes e Reno Caramori, v.exa. que tem falado tanto sobre a questão desse grande negócio, dessa grande maracutaia que o governador está capitaneando que é a indenização da Engepasa. Isso é maracutaia da grossa, deputado Reno Caramori, pois a duplicação da SC-40l, num total de 13 quilômetros, o governador diz que vai custar R$ l bilhão, deputado Pedro Uczai. Isso é a maior maracutaia do universo, é um crime lesa-pátria e tem que ser preso quem pagar R$ 1 bilhão por uma obra daquela, tem que ficar em prisão perpétua, tem que ir para um país que tenha prisão perpétua para administrador, porque isso vai ser a maior corrupção praticada no universo.
A BR-101, na sua duplicação, deputado Décio Góes, não custará mais que R$ 5 milhões o quilômetro! Cinco milhões, deputado Jailson Lima, custa o quilômetro de duplicação da BR-10l, com toda aquela infra-estrutura que tem que ser feita. Aqui na SC-40l, por 13 quilômetros, o governador quer pagar R$ l bilhão, deputado Pedro Uczai? Isso é negócio? Isso é corrupção, é fraude, é roubo! Isso é roubo, deputado Jailson Lima! Eu afirmo aqui e repito em tantas casas quantas me pedirem para repetir: isso é roubo e Santa Catarina não pode permitir.
E o que é pior, o governador Luiz Henrique da Silveira perdeu o respeito por Santa Catarina ao ser recepcionado semana passada, na casa do Álvaro Gayoso Neves, que é o dono da Engepasa. Vou ler a nota:
(Passa a ler.)
"O governador Luiz Henrique da Silveira, apresentou oficialmente Mauro Mariani ao empresariado de Joinville, ou melhor, ao naco expressivo do PIB de Joinville. O encontro foi realizado na casa de Álvaro Gayoso Neves, dono da Engepasa, na noite de segunda-feira".
Deputado Kennedy Nunes, o governador levar o secretário de transportes, que é o responsável por esse negócio, na casa daquele que quer roubar o povo catarinense em R$ 1 bilhão?! Isso representa um décimo do orçamento do estado em um ano, e aí o governador vai apresentar o seu candidato de Joinville na casa desse sujeito! Isso num país como os Estados Unidos, onde o governador de Nova Iorque teve que renunciar por conta de uma escapadinha, certamente num país como aquele, se um governador fosse levar o seu candidato de Joinville na casa do empresário que quer se apropriar de R$ 1 bilhão, do dinheiro dos catarinenses, não teria só que renunciar, sairia do palácio num camburão para a prisão perpétua.
Quero fazer esta manifestação aqui, deputado Pedro Baldissera, mas peço desculpas pela falta de tempo e pela minha indignação. Mas vou voltar amanhã, quinta-feira, semana que vem e na outra, porque esse crime lesa-pátria nós não podemos permitir que se concretize.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)