85ª Sessão Ordinária - 19/10/2006
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados e catarinenses que nos acompanham através da TVAL e da Rádio Digital, penso que o deputado Peninha ou não entendeu o que estava sendo debatido, porque ele chegou mais atrasado na sessão ou efetivamente misturou alhos com bugalhos, quando veio aqui fazer aquela gritaria toda e retirou-se. Tanto que o deputado Antônio Carlos Vieira deu somente uma resposta: desafiou o deputado Peninha a provar que estava falando a verdade e ele se mandou do plenário. Sumiu! Desapareceu! Veio aqui, fez aquela gritaria, disse um monte de bobagem, recebeu o troco e foi embora.
O Sr. Deputado João Henrique Blasi - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Pois não!
O Sr. Deputado João Henrique Blasi - Eu imagino que o deputado Peninha confundiu as situações. Ele se referia a um outro episódio, a uma outra situação, a uma outra circunstância, cronologicamente muito anterior, e com certeza ele vai esclarecer no momento oportuno.
Mas quero dizer, até porque ele teve que se retirar para um compromisso político em Alfredo Wagner, que realmente houve uma confusão e gerou efetivamente um mal entendido, que com certeza a tempo e a modo s.exa. vai se ocupar de desfazer.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Pois não!
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Mas há uma coisa que não é passado, deputado João Henrique Blasi: o deputado Peninha, neste microfone, registrou que eu teria comprado, eu, deputado Antônio Carlos Vieira, três carros de locadora. E eu o chamei de mentiroso por isso.
O Sr. Deputado João Henrique Blasi - Estou me referindo quando o deputado Peninha falou em que ele adquiriu veículo de locadora. São aqueles Santanas da frota anterior, que eram locados e que, quando terminou a locação, foram franqueados para alguns deputados que os quisessem comprar. E o deputado Peninha comprou. Foi esse o fato que aconteceu e houve realmente uma confusão.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Vou pegar esse gancho, deputado. Que privilégio é esse que essa negociação só foi levada ao conhecimento de alguns deputados que compraram esses veículos? Isso também deve ser apreciado e examinado nesta Casa. Qual é o privilégio?
Mas quero insistir que o deputado Peninha mentiu, sim, quando disse que este deputado teria comprado veículos nessa grande operação de compra de veículos nesta Casa.
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Deputado Antônio Carlos Vieira, o deputado Peninha estava tão atrapalhado, tão enrolado na sua manifestação, que ele veio aqui, botou a mão no fogo porque disse que conhece o delegado Wilson Silva. Para começar, o nome do delegado, do diretor-geral de polícia não é nem Wilson, é Ilson. O deputado Peninha não sabe sequer dizer o nome direito dele e disse que bota a mão no fogo pelo cidadão.
Deputado Pedro Baldissera, aqui está o dossiê com a ficha desse delegado. Se o deputado Peninha botou a mão no fogo por esse delegado, nessas alturas torrou até os ossos. Se o deputado Peninha lesse ou fosse à Corregedoria de Polícia para buscar a ficha do delegado-geral de polícia de Santa Catarina, ele viria aqui retirar o que disse.
Quero sugerir ao deputado Peninha que vá à Corregedoria de Polícia, que vá ao Ministério Público de Criciúma, que se informe com o ex-delegado-geral de polícia, dr. Thomé, para saber quem é Ilson Silva. Essa denúncia chegou ao meu gabinete, a ficha corrida desse sujeito é longa. Por isso que na ação de investigação judicial que nós estamos entrando contra esse sujeito, nós estamos pedindo para ele o mesmo endereço do seu colega, dr. Marcucci. Queremos que ele tenha o mesmo endereço: cadeia, porque o lugar de quem mente, de quem atropela, de quem cria fatos, de quem age criminosamente é a cadeia. O que esse Ilson Silva fez é coisa de criminoso, tanto que ele começou a fugir da imprensa ontem.
Ele distribuiu uma notícia, certamente a serviço do seu candidato, e deve ter sido orientado pelo deputado Ronaldo Benedet, o seu chefe, chefe de muito tempo, ele opera para esse deputado há muito tempo. Ele diz que não tem vinculação partidária. Tem vinculação partidária, sim, sr. Ilson! Quantos processos, quantas investigações de interesses do PMDB que o senhor botou na gaveta?! Vamos debater! A sua ficha é longa! Eu quero debater!
Há muita gente da cúpula da Polícia de Santa Catarina que precisa de polícia. Delegado-geral de Joinville, preso e condenado agora para mais de cinco anos: dr. Marcucci, da turma do Ilson. Outro foi para rua usando a estrutura para fazer campanha, lançamento da sua candidatura.
Tem muita gente da cúpula da polícia que está precisando de polícia e esse Ilson Silva é mais um caso. Mas contra esse estamos entrando com ação; esse vai responder, deputado Vieirão, vai responder pelo fato que ele tentou criar, irresponsável e criminosamente.
Ele está, deputado João Henrique Blasi, desde o dia 10, com os documentos, com a certidão do TER, afirmando, certificando que o tesoureiro da campanha do nosso partido, da nossa candidatura, é o Antônio Felix de Amorim, e o presidente do comitê é o deputado Celestino Secco. Ele tem uma certidão do TRE, tem as atas do partido que elegeram, tem o registro do comitê financeiro, tudo isso recebido no dia 10 de outubro. Ele também recebeu os documentos que comprovam, as certidões, que o tesoureiro do partido é o deputado Valmir Comin, desde 17 de setembro de 2005.
Ele agiu criminosamente. Ele praticou um crime eleitoral, tanto que ontem, depois de distribuir essa notícia, ele saiu de circulação, colocou um outro delegado. Ele precisa explicar por que retirou o dr. Isoppo e o dr. Safanelli, que estavam conduzindo a investigação com profissionalismo, com responsabilidade e avocou para si a tarefa.
A notícia que ele plantou no jornal O Estado de ontem e em mais alguns jornais diários do interior deve ter sido produzida no comitê de campanha de Luiz Henrique da Silveira, deputado Lício Silveira. São as mesmas frases e as mesmas declarações levianas, inconseqüentes, irresponsáveis e criminosas desse delegado que precisa ir para a polícia, mas para o lado de dentro. O lugar desse delegado-geral de polícia é na delegacia, mas para o lado de dentro da grade. É para lá que nós queremos mandá-lo, para ele compartilhar, talvez, a mesma cela do Marcucci. É o lugar que ele merece.
E aí, ontem, depois de fugir da imprensa, manda recado dizendo que não tem partido, que é um técnico. Mentira! A ficha dele demonstra que é um serviçal do PMDB há muito tempo. Há muito tempo! Tentou criar um fato para manchar, para atingir o nosso candidato, certamente por desespero.
Deputado Vieirão, eu sei que a "brigaçada" no comitê deles é grande. Eu não sei se é pela disputa de cargos antecipada ou se é dos cargos atuais, porque em cada um desses cargos do governo, em cada cadeira há uns dois sentados. E com esse ajuntamento que fizeram, há uma turma que está com serrote querendo serrar o pé da cadeira para derrubar aqueles dois que estão sentados para ocupar a vaga.
Há uma turma que está aí junto, que é chamada turma de ocupação, que quando ganha a eleição toma todos os melhores lugares do governo, principalmente o financeiro. Eles gostam muito dessas áreas. Essa turma está com serrote no pé da cadeira daqueles dois que já estão um no colo do outro, porque há gente demais em cargo comissionado neste governo, e aquela turma acostumada, aquela turma que está há 500 anos no poder, que está desesperada querendo tirar o Lula para ver se volta para as tetas - mas não vai conseguir, porque o Lula vai dar de relho no lombo dessa turma de novo -, aquela turma está agora aqui com serrote, querendo serrar as cadeiras dos peemedebistas e tucanos que ocupam os espaços por ocupar.
Então, sei que a "brigaçada" lá está grande, porque eles sabem das pesquisas que mostram o governador Luiz Henrique em queda. Sabem da ascensão do governador Amin, sabem que a nossa junção é feita das bases para a cúpula do PT. Sabem que a junção do PP com o PT em todas as bases, deputado Pedro Baldissera, vindo das bases para cúpula, é diferente da que eles fizeram, sabem que caminha a passos largos para derrotar este ajuntamento, para fazer uma limpeza e para mandar toda essa turma para casa para salvar Santa Catarina, para que esse tipo de expediente, com esses Ilsons da Silva, nunca mais seja utilizado.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)