2ª Sessão Extraordinária - 18/03/2015
O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN - Eu quero saudar a todas e a todos, os telespectadores da TVAL, os ouvintes da Rádio Alesc Digital, também aqueles que estão passando por um dos momentos mais difíceis de sua história em função do desgoverno implantado pela presidente Dilma Rousseff.
Eu queria, antes de fazer uma leitura de um parecer do Instituto Teotônio Vilella, do qual eu sou presidente aqui em Santa Catarina, dizer que o povo de Santa Catarina é politizado, lê jornais, escuta a mídia, televisão, rádios, interesse-se pelos assuntos do nosso estado e também do Brasil, mas, infelizmente, ainda existem alguns segmentos que não estão acompanhando o desenrolar de todo esse desgoverno nacional e buscam apenas espelhar-se no conselho ou dão ouvidos a alguns líderes que ainda não se encurvaram, que ainda não entenderam, que ainda não compreenderam as manifestações populares, que ainda não compreenderam que o povo está descontente por várias motivos, inclusive por cortes de alguns direitos já adquiridos ao longo do tempo em função de seu trabalho.
Há pessoas da CUT aqui presentes, trabalhadores, lutadores, sofredores e que hoje foram atendidos pelo governo de Santa Catarina - e aqui quero saudar o sr. Raimundo Colombo por enviar esse projeto - pela visão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que já há 15 anos entendeu que pode, sim, criar os votos regionalizados e enviou o projeto para o Congresso Nacional. Ainda tem quem fique comparando salários, é lógico, que bom, estamos colhendo frutos das sementes que foram plantadas no passado. Se tivesse o PT herdado de Sarney um governo, certamente teriam muito mais dificuldades do que Fernando Henrique Cardoso, porque não teriam talvez a capacidade de retirar o Brasil do buraco em que estava e colocá-lo nos trilhos como fez Fernando Henrique Cardoso.
A saudação aos nobres parlamentares que por unanimidade reconheceram esse projeto, mas a saudação, repito, é também a Fernando Henrique Cardoso. Há quem se gabe do valor do salário mínimo, dos duzentos ou trezentos e poucos Dolores, e acho que temos que nos gabar e cumprimentar, mas fico preocupado porque do jeito que a inflação vai, daqui a pouco, tornar-se-á menos do que US$200,00 o salário. Acorde presidente! Acorde PT! Daqui a pouco vocês não poderão mais usar as tribunas e nem a mídia para se orgulharem, para falar de quantos dólares está o salário mínimo, porque a inflação está corroendo, está trazendo prejuízos sociais, econômicos e até desemprego para os nossos trabalhadores.
Eu acho que a Oposição está fazendo um papel mais brilhante, não de quanto pior melhor, como se fazia no passado, meu amigo deputado Valmir Comin, deputado Silvio Dreveck, de colocar movimentos nas ruas, quando promoviam o quebra-quebra, a desordem, como aconteceu hoje pela manhã em São Paulo. Lá estava um segmento da sociedade que erguiam as bandeiras vermelhas do PT, fazendo um quebra-quebra, trancando estradas, prejudicando a economia, prejudicando o desenvolvimento.
A Oposição faz manifesto como fizeram no domingo, pacificamente. Mais de quatro milhões de pessoas nas ruas e a mídia não conseguiu colocar nenhum texto que tivesse tido agressividade, algum quebra-quebra.
A Oposição tem que ser enaltecida, porque ela alerta o governo, mostra o caminho, coloca o dedo na ferida e diz o que tem que ser feito, porque se seguissem os conselhos de líderes oposicionistas, talvez, não estaríamos neste marasmo, nesta insegurança de ter que orar todos os dias pedindo a Deus que olhe pelo Brasil, porque aquela que governa, infelizmente, está de costas para a nossa nação.
Não vamos fazer nenhuma demagogia política, não vamos fazer aqui nenhuma coisa para nos beneficiar, porque as eleições para a Presidência da República faltam quase quatro anos.
Aliás, ainda estamos em lua de mel. A eleição acabou aí, há três meses que assumiu um novo governo e o casamento já acabou. O casamento terminou do governo popular, do governo dos trabalhadores terminou. Aqueles que lhe confiaram o voto estão indo para as ruas e dizendo: "Eu fui enganado. Houve um estelionato eleitoral. Essa lua de mel que poderia ser longa terminou."
Mas, felizmente, estamos ouvindo, deputado Valmir Comin, a Presidenta reconhecer que errou no Fies, errei aqui ou ali, mas não basta errar, não basta apenas pedir perdão ou dizer que errou, é importante que sejam tomadas as novas medidas, economizar, dar o exemplo, que façam como a presidenta disse que vai fazer: "Cortar na própria carne para colocar o Brasil nos trilhos." Pois eu digo a ela que faça isso mesmo, diminua os seus ministérios, tire 14 ou 15, faça economia, recupere a autoestima do povo brasileiro para mostrar que alguma coisa está sendo feita.
Eu entendo que todos os parlamentares, que o Brasil inteiro está ansioso e precisa de uma resposta urgente, pois quem está pagando o preço é a classe política, inclusive os que não concordam com o que está acontecendo no país.
Nós estamos pagando um preço e temos culpa, porque precisamos ser mais presentes, precisamos estar seguidamente cobrando dos governos, independentemente de partido, de entidade, precisamos fazer com que a confiança que recebemos do povo seja retribuída com muito trabalho.
Eu estou fazendo a minha parte e, com certeza, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, os nobres parlamentares com os seus debates, com as suas decisões, também estão fazendo a sua, mas é preciso que o nosso grito encontre eco: "Acorda Dilma Rousseff, a sua popularidade está pior do que a do Fernando Collor!"
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)