10ª Sessão Extraordinária - 17/07/2012
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, visitantes que prestigiam o Parlamento catarinense na tarde de hoje, venho aqui para registrar esses momentos importantes e históricos da vida do povo de Santa Catarina, porque hoje, às 10h, foi feito o lançamento, pelo governo de Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira, de R$ 611 milhões para Santa Catarina, sendo que foram contemplados todos os cantos do estado. De norte a sul, de sul a oeste, todo o estado foi contemplado com R$ 611 milhões.
Há muitos anos que os governadores, é claro, querem fazer obras. Agora, fazer a recuperação de uma obra já existente é difícil porque somente se recupera. O recapeamento é outro tapete preto novo, mas é feito em cima de uma obra que já existia. Então, ele não dá uma dimensão muito grande e os governos têm alguma dificuldade. Mas não é o caso do governo de Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira, que estão aplicando R$ 611 milhões em vários segmentos importantes, como a questão da estiagem, da cheia no vale do Itajaí e da recuperação das estradas estaduais.
Então, isso tem que ser registrado, sim, porque é importante para Santa Catarina. Conseguimos contemplar a BR-101 a Passo de Torres, a rodovia de Sombrio a Jacinto Machado e a de Araranguá a Meleiro, a SC-449. E aí haverá outras recuperações no sul do estado que são importantes e fundamentais para a questão viária do estado de Santa Catarina.
As SCs vão receber um investimento extraordinário. Hoje o nosso estado está em segundo lugar em número de acidentes do país, perdendo somente para Minas Gerais. Como o estado de Minas Gerais é muito maior que o nosso, evidentemente que Santa Catarina é a campeã em acidentes. E aí aquelas questões das estradas que comprometem e causam acidentes vão ser corrigidas. Além de serem recuperados, vão ser corrigidos os pontos críticos das estradas estaduais em Santa Catarina.
Então, quero aqui, primeiro, cumprimentar o Parlamento, porque aprovou o projeto com muita precisão, e depois o governo do estado, que coloca isso no bom andamento para Santa Catarina.
O Parlamento acabou de aprovar R$ 3 bilhões de investimentos para Santa Catarina, e muito desses investimentos são para obras. Aí, sim, é para a realização de obras ainda não pavimentadas e também nos quatro cantos do estado. São recursos para a infraestrutura, segurança pública, defesa civil.
Eu tive a honra de ser prefeito de Araranguá em 1982 e já tinha como meta trabalhar a questão da BR-101, obra mais importante de Santa Catarina. Obra que vai ligar os balneários Passos de Torres, Gaivota, Arroio do Silva, Morro dos Conventos, Jaguaruna e o balneário da bela e grande cidade de Laguna, cidade de Anita Garibaldi. E com muita luta no governo de Luiz Henrique da Silveira conseguimos 20 Km, Laguna/Camacho.
Estão trabalhando, e a obra está quase concluída. E agora para a alegria daquele que trabalha já há 29 anos em defesa da Interpraias, 29 anos de luta, de mobilização, de trabalho, nós podemos dizer que o governador vai contemplar a Interpraias com os R$ 3 bilhões. Evidentemente que não vai contemplar toda a Interpraias. Mas, com certeza, está aí trabalhado para R$ 150 milhões. Os R$ 3 bilhões não são recursos que entraram aqui no estado a fundo perdido. É um financiamento de longo prazo, com juros muito baratos e que o governo tem que pagar. Por isso, tem que fazer obras onde se tenha resposta e retorno imediato. E a Interpraias, com certeza, é investimento de retorno imediato, que vai se transformar na maior indústria do sul do estado, que é a indústria do turismo.
Com certeza, vamos contemplar um potencial sem limite do turismo. Estamos fazendo a Serra do Faxinal, que liga a cidade dos Canyons, Praia Grande, Itaimbezinho, Canela, Gramado, Caxias do Sul. Agora vai ser licitada a BR-285, que liga São José dos Ausentes, Bom Jesus, Vacarias, Lagoa Vermelha, Passo Fundo, Erechim, Carazinho, São Borja, Argentina. Só faltam 25Km. E agora vai sair a licença e será licitada.
Então, Santa Catarina vai se transformar num canteiro de obras. E o governo de Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira tem tudo aprovado por este Parlamento, com a responsabilidade da base do governo que tem feito de tudo para que o governo possa cumprir a sua missão e ter muito sucesso.
Por isso, a Interpraias, deputado Edison Andrino, sei que v.exa. é apaixonado por turismo, será a obra mais importante para o turismo no sul do estado. A Interpraias transforma num potencial turístico sem limite o nosso sul. E v.exa. que é ligado ao turismo, com certeza, vai estar ajudando, vai estar lá presente para vivermos esse momento histórico de Santa Catarina. Não tenho dúvida nenhuma. E quero agradecer ao Parlamento porque sei que vai contribuir com esse momento histórico.
Com certeza vou passar noites podendo dormir, porque acordo à noite lembrando que se eu não realizar essa obra, a minha vida, os meus 30 anos políticos não têm sentido, porque essa obra, na minha concepção, é mais importante do que a BR-101. A BR-101 é importante, mas é um corredor, e a Interpraias é um investimento, é retorno imediato.
Por isso, quero deixar registrado nos anais desta Casa a minha luta de 30 anos buscando essa obra que é fundamental para desenvolver uma região que ainda é considerada a mais pobre de Santa Catarina. Mas em muitos poucos anos vamos ser uma região respeitada, que gera emprego, que gera renda.
Tenho convicção de que valeu a pena a luta, o trabalho, a responsabilidade e a lealdade com o povo e com a região. É com esse espírito que estou deixando registrado esse momento histórico para o sul do estado.
Vamos ter a barragem do Rio do Salto, o aeroporto de Imbituba, o de Jaguaruna. Enfim, vamo-nos transformar num potencial turístico sem limites, ligando Canela, Gramado, Araranguá ao sul do estado, ligando toda a serra do norte, Argentina, Uruguai, Paraguai a Araranguá. Quer dizer, vamos tornar um grande polo turístico o sul do estado, que já é um estado mais preparado para receber o turista...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)