22ª Sessão Ordinária - 31/03/1999
O SR. DEPUTADO JOÃO ROSA - Sr. Presidente e Srs. Deputados, os brasileiros e, por conseqüência, os catarinenses atravessam momentos difíceis, e nós, Parlamentares, temos o compromisso de ajudá-los a ter, no mínimo, expectativa de melhores dias. E é com esse espírito que eu estou na Assembléia Legislativa, tentando ajudar Santa Catarina e o povo catarinense.
Estive recentemente nesta tribuna fazendo um desabafo. Não me fez bem aquilo. Gostaria de vir à tribuna para falar sempre de coisas boas, oferecer idéias, propostas e indicar caminhos e soluções para esses problemas que Santa Catarina e o povo catarinense enfrentam atualmente e, com certeza, enfrentarão num futuro próximo, com a possibilidade de se estender por alguns anos essa crise que afeta todos nós.
Mas assomo hoje à tribuna para mostrar a V.Exas. quão vil têm sido algumas pessoas, que atacam outras de forma infantil, de forma irresponsável, fazendo ameaças, tentando com isso assustar e denegrir a imagem de pessoas de bem, que estão aqui para somar e contribuir, e não para dividir, não para transformar esta Casa num foro de debates individuais, através dos quais os interesses de uns se colocam acima dos interesses da coletividade.
Cerca de três anos atrás, fui notificado pela Fazenda. Os fiscais da Fazenda estadual foram na Capitania dos Portos e lá fizeram um levantamento de todos os proprietários de lanchas, de barcos devidamente registrados, e por alguma razão, disseram que esses proprietários teriam que pagar o IPVA do motor dessas embarcações.
Eu achei injusta a notificação e entrei com recurso na Vara de Feitos da Fazenda da Comarca de Joinville. E ontem recebi, apocrifamente, uma correspondência, coincidentemente num envelope idêntico ao que eu tenho no meu gabinete, com selo idêntico também, sem remetente, sendo que dentro estava a cópia do processo que corre na Justiça de Joinville, em que eu me defendo dizendo que não devo nada ao Estado - e não chegou a ser julgado o processo ainda -, com a seguinte ameaça:
(Passa a ler)
"Quem diria, hein!
Sendo processado pelo Estado!
Você é a única pessoa que está recebendo este documento.
A ficha funcional também fala muito.
Ninguém lhe fez mal.
Não se deixe emprenhar pelos seus assessores.
Você e seus assessores é que começaram a atirar.
Então, também muito cuidado.
Não ataque. Não queime. Não fale mal.
Não vete seus companheiros.
Procure conversar para acertar o rumo.
Todo cuidado é pouco."
Essa é a ameaça que eu recebi, apocrifamente, em meu gabinete. Coisa de moleque safado! Coisa infantil, de quem não tem o que fazer. Coisa de mau caráter, que se esconde no anonimato para fazer este tipo de ameaça.
Eu gostaria muito que a pessoa que encaminhou essa correspondência para o meu gabinete tivesse assinado. Que, no mínimo, tivesse tido o caráter, a coragem e a responsabilidade de assinar essa ameaça.
Ameaça não me mete medo! Muito pelo contrário, faz-me ser cada vez mais responsável, mais aguerrido na defesa das minhas convicções.
Eu agradeço até ao infeliz que fez esse tipo de ação, porque me ajuda muito a ser forte e a resistir.
Desculpem-me mais uma vez, Sr. Presidente e Srs. Deputados, por ocupar este espaço tão nobre para fazer esse tipo de desabafo.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)