Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

8ª Sessão Extraordinária - 20/04/2010

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, quem não se orgulha da Celesc, da empresa de economia mista Celesc, que tem uma história muito bonita, que representa a ação do povo catarinense?!

Por isso, quando surgiram alguns rumores, a bancada do PMDB não perdeu tempo e fez um documento, assinado por todos os parlamentares, contra qualquer tipo de privatização. Então, a bancada do PMDB deixou claro nesta Casa que jamais passará aqui a privatização da Celesc.

Quero agradecer, porque respeitamos a equipe da Celesc, os seus servidores, os seus trabalhadores, que se dedicam de corpo e alma para a empresa, permitindo que ela alcance os resultados esperados pelo povo catarinense.

Eu quero registrar que trabalhei seis meses junto ao governo para viabilizar a instalação de uma empresa em Araranguá. Foram seis meses de trabalho no governo Luiz Henrique e Leonel Pavan, o governo da descentralização, que realizou um trabalho que será inesquecível na história de Santa Catarina.

Conseguimos, em seis meses, implantar no município de Araranguá uma empresa chamada CPA. A CPA já está gerando mil empregos, R$ 200 milhões de faturamento, mas ela só iria para lá se a Celesc assumisse o compromisso de aumentar ao fornecimento de energia em seis megawatts.

Trabalhei também durante um ano para que a Aliança, a maior fumageira do mundo, se instalasse em Araranguá. A empresa está investindo R$ 100 milhões, sem um centavo de financiamento. Isso dá uma perspectiva para as terras mais fracas, arenosas e gerará emprego e renda para os munícipes. E isso só foi possível porque a Celesc complementou aquilo que Araranguá precisava.

A cidade de Turvo, com todas as suas empresas, gasta de energia o mesmo que essas duas empresas gastarão em Araranguá. E o governo de Luiz Henrique e Leonel Pavan teve a visão, e a Celesc acompanhou essa visão, de fazer essa expansão. Hoje temos a segurança de poder gerar três mil empregos diretos, através da utilização daquelas terras arenosas, onde havia plantação de mandioca, de aipim, com o que o povo não sobrevivia. Hoje, entretanto, aquele povo tem a sua sobrevivência garantida, tem suas belas casas, seus carrinhos, e os seus filhos estão nas universidades preparando-se para um futuro ainda melhor.

Por isso, quero aqui agradecer, sim, ao governador Luiz Henrique, ao governador Leonel Pavan e à Celesc, que cumpriu sua missão.

Repito, somos contra a privatização da empresa, isso jamais passará nesta Casa. Tenho 27 anos de vida pública e enquanto eu estiver nesta Casa a Celesc vai continuar sendo uma empresa de economia mista, que dá muito orgulho aos catarinenses.

Esse é o meu compromisso e quero deixar registrado nesta Casa.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)