84ª Sessão Ordinária - 11/10/2007
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, hoje, como representante do planalto norte, eu gostaria de prestar uma homenagem ao dr. Fernando Osvaldo de Oliveira.
(Passa a ler.)
"Nascido aos 18 dias do mês de maio de 1916, na cidade de Três Barras, filho do dr. Osvaldo de Oliveira e dona Maria Consuelo Costa Oliveira (dona Elinha), seguindo a carreira abraçada e brilhantemente exercida pelo pai, ingressou no curso de Medicina aos 15 anos de idade, onde se formou no ano de 1937, aos 21 anos. Todavia, já aos 17 anos de idade realizava o seu primeiro parto, confirmando a dádiva com que fora agraciado e a qual encarava como verdadeiro privilégio e objeto de esforço contínuo: a de servir aos seus semelhantes.
Depois de formado, casou-se com a canoinhense dona Nympha Ferreira Oliveira, fixando residência na cidade de Canoinhas, onde clinicou e atendeu a quem lhe procurava, inúmeras vezes gratuitamente, em outras recebendo víveres como paga, tais como galinhas, vacas, ovelhas, compotas caseiras, etc., os quais aceitava de bom grado porque ciente de que eram reflexo dos sentimentos de amizade, gratidão, lealdade e respeito com que tratava e era tratado pela comunidade. Tanto que, não à toa,
foi presidente do Ipiranga Futebol Clube, o 'Fantasma do Norte', de Canoinhas. Exerceu a chefia do Centro de Saúde até 1950, quando, então, se elegeu deputado estadual pelo PSD, mandato que ocupou até 1954.
Dentre outras atividades de relevância, o dr. Fernando foi secretário de estado da Saúde durante o governo Celso Ramos (1961-1966) - período no qual foi construído, sob sua responsabilidade, o Hospital Celso Ramos, em Florianópolis -, oportunidade em que sem esquecer as obrigações estaduais demonstrou particular carinho para com a sua querida Canoinhas.
Foi médico do Serviço de Atendimento Domiciliar de Urgência - Samdu; foi diretor do Departamento Autônomo de Saúde Pública - Dasp -, órgão estadual que coordenava e fiscalizava as políticas sanitárias e médico-sociais praticadas em todo o território catarinense; foi o primeiro médico do Instituto de Previdência do estado de Santa Catarina - Ipesc; foi presidente da Fundação Hospitalar de Santa Catarina - entidade autônoma criada em 1965 e responsável pela organização e operação de rede médico-hospitalar sem fins lucrativos -, onde se aposentou, passando a assessorar na área técnica a dona Vilma Ramos Fonseca, superintendente da Legião Brasileira de Assistência - LBA -, atendendo a convite de Celso Ramos, até a extinção daquela fundação, no ano de 1995, ano em que veio a falecer, no dia 24 de fevereiro. Nestes cargos, notadamente naqueles da administração estadual, a sua terra natal sempre recebeu especial atenção.
Foi, ainda, professor da Universidade Federal de Santa Catarina - Ufsc -, dos anos de 1962 a 1972, lecionando nas faculdades de Farmácia e Medicina, todavia prestou serviços àquela instituição de ensino, sob contrato, até 1995. Foi autor do romance O Jagunço, editado em 1978, o qual, recordando fatos históricos, retrata as agruras e esperanças do povo que habitava a região do conflito do Contestado.
Foi pai de seis filhos, cinco dos quais são também filhos de Canoinhas e que, compartilhando dos sentimentos guardados pelo dr. Fernando Osvaldo Oliveira, enaltecem e não se furtam de demonstrar orgulho de suas origens."
Esta é a homenagem que faço ao dr. Fernando Osvaldo Oliveira, ex-deputado estadual que participou muito do estado de Santa Catarina, que foi médico e também teve sua função filantrópica.
Desejo também cumprimentar o deputado Moacir Sopelsa, que é o novo presidente da Frente Parlamentar das Cooperativas. Ontem foi instalada esta frente parlamentar, que tem como objetivo trazer para o estado de Santa Catarina o que há de melhor nas cooperativas, que é o relacionamento com o agricultor, fazendo com que ele seja o grande beneficiado nas suas ações agrícolas como cooperado, pois a cooperativa é aquela que ajuda o agricultor quando vai fazer a sua plantação, orientando-o sobre o melhor adubo, o melhor insumo a ser utilizado nas lavouras, como também orienta na hora da colheita e da venda dos produtos. A cooperativa é, sim, o meio mais justo de comércio que existe hoje no mundo, porque além de ajudar o agricultor, repassa dividendos que são distribuídos harmonicamente aos funcionários e aos associados da cooperativa.
Srs. deputados, não posso deixar de falar da Cooperalfa que, nesta semana passada, completou 40 anos de vida. Esta cooperativa começou de maneira ímpar, com um comerciante fazendo reuniões com vários amigos, vários agricultores, criando, assim, a primeira cooperativa do oeste, que foi a Cooperalfa. E a Cooperalfa hoje completa 40 anos de trabalho, de dedicação, de informação e de dedicação ao agricultor e seus familiares.
Parabéns, Cooperalfa! Parabéns, Aurora! E eu sempre pergunto: o que significa Aurora? Aurora é nada mais nada menos que a melhor hora do dia. E sendo a melhor hora do dia, nós esperamos que realmente ela fique em Santa Catarina.
Queremos homenagear a Aurora, na pessoa do seu presidente, Mário Lanznaster e do seu vice-presidente, o sr. Bet. Esperamos que possam fazer com que, através da Cooperalfa, os seus investimentos venham para Santa Catarina, para o Planalto norte, mais precisamente para o município de Canoinhas, trazendo àquela região o desenvolvimento e o crescimento que tanto desejamos.
Srs. deputados, queremos aqui enfatizar e dizer ao povo catarinense que o nosso governador Luiz Henrique da Silveira não mede esforços para que o estado de Santa Catarina tenha o seu desenvolvimento e a maneira de criá-lo. E esse desenvolvimento se cria com idéias. E onde buscar essas idéias? Vamos buscá-las num grupo de notáveis, nos conselheiros, na Cônsul, onde trazem inovações para que o estado de Santa Catarina se desenvolva. E dentro dessas idéias temos a área da cultura. A área da cultura é a alavanca para o crescimento, pois é através dela que vamos desenvolver principalmente o turismo, que é a indústria do futuro.
Essa indústria gerará muitos empregos e desenvolvimento à nossa região. E, por excelência, Santa Catarina hoje no Brasil é um ícone no turismo. Os turistas de todo mundo estão, sim, desejando vir para a nossa terra, pois querem conhecer o nosso estado e visitar Santa Catarina. E por que nós temos esse turismo forte? Porque nós temos, sim, o melhor índice de segurança pública, um dos melhores índices de educação e o melhor índice de acolhimento aos turistas do país.
Parabéns Santa Catarina! Parabéns, governador Luiz Henrique da Silveira.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)