93ª Sessão Ordinária - 15/10/2009
O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Sr. presidente, deputado Gelson Merísio, e srs. deputados, vou usar este espaço para fazer algumas colocações sobre alguns assuntos que estão na mídia e que se relacionam com o meu partido, o PMDB.
Em primeiro lugar, quero referir-me às prévias. O nosso partido, em reunião na última segunda-feira, decidiu que seria feita uma consulta às bases para definir qual nome do PMDB será candidato a governador.
Eu acho justo. Penso que as prévias são a maneira mais democrática de o partido expressar a sua opinião para que todos os filiados se manifestem. Agora, a prévia é justa, é válida e deve ser feita quando existe um conflito, quando há mais de um candidato. Só o que me estranha é que, na verdade, o PMDB, hoje, só tem um candidato, que se chama Eduardo Pinho Moreira. O outro candidato que tem sido colocado para disputar as prévias com Eduardo Pinho Moreira tem dito sempre que não é candidato a governador e que apoia Eduardo Moreira como candidato do PMDB.
Portanto, nós temos um nome só e vamos fazer a prévia para se decidir se o nosso nome é o de Eduardo Pinho Moreira ou não? Essa é a minha dúvida!
Eu falei com o deputado Professor Grando há pouco e ele, que tem uma sabedoria, um conhecimento e uma vivência política muito grandes, disse-me que as coligações não ocorrem entre pessoas - e isso é verdade -, mas entre partidos. E o que nós queremos exatamente é que a coligação ocorra entre partidos. E achamos que o PMDB, pelo fato de ser o maior partido de Santa Catarina, com o maior número de deputados estaduais e federais, de prefeitos e de vereadores, tem direito de ter o candidato a governador na próxima eleição dentro da tríplice aliança, que nós queremos que permaneça.
Mas, evidentemente, temos que ir preparados para a mesa de negociação e sujeitos a tudo. Precisamos ter também o nosso líder maior, Luiz Henrique da Silveira, sempre junto nessas negociações, até pela aceitação que ele tem nas pesquisas como candidato ao Senado e por ter sido governador duas vezes. Com certeza a eleição do PMDB vai depender de Eduardo Pinho Moreira, nosso líder, a quem respeito e que será o nosso candidato e também o de Luiz Henrique da Silveira ao governo do estado.
Então, o nosso partido, o PMDB, tem que sentar e pensar não com amadorismo, mas pensar por Santa Catarina e no melhor caminho a tomar.
Quero também aproveitar este espaço para fazer uma referência à decisão do Ministério Público Federal de representar contra a lei que criou as secretarias de Desenvolvimento Regional.
Tudo isso nos causa muita estranheza porque a lei complementar foi aprovada por 39 dos 40 deputados da época, em março de 2003; nenhum deputado foi contra, só um absteve-se. Por que, então, a ação não foi impetrada em março de 2003 ou em dezembro de 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 ou 2008? Não! Foi agora, em 2009, faltando apenas dois meses para Luiz Henrique da Silveira sair do governo e entregar a administração para Leonel Pavan.
Isso me causa estranheza, até porque não acredito que nenhum candidato colocará como plataforma de governo acabar com as SDRs. Evidentemente que há muita coisa para ser aprimorada, mas hoje, dentro da sociedade catarinense, é praticamente unanimidade o acerto, o bom trabalho que as secretarias de Desenvolvimento Regional vêm realizando por Santa Catarina.
É uma decisão do Ministério Público e evidentemente que ainda dependerá do Judiciário. Mas não acredito que vá acontecer alguma mudança, mas me causa estranheza realmente essa situação.
Quero também aproveitar para fazer referência a algumas notícias que tenho lido nos jornais falando da criação, em Santa Catarina, deputado Vânio dos Santos, de um instituto de meteorologia.
Eu ainda não recebi nada oficialmente, há muito comentário, mas se for enviado um projeto dessa natureza para esta Casa terá que haver uma justificativa muito forte, até porque o Ciram, deputado Professor Grando, que foi criado por mim quando presidente da Epagri, tem feito um excelente trabalho. Será que não seria o caso de investir mais, de dar maior apoio à Epagri, para que ela possa fazer o seu trabalho cada vez melhor? O ditado já diz: em time que está ganhando não se mexe.
Srs. deputados, tenho dúvidas em relação a esse projeto que, dizem, deverá vir para a Assembleia Legislativa, com o objetivo de criar o Instituto de Meteorologia de Santa Catarina. Será que não será mais despesa, mais estrutura a ser criada? Vamos valorizar o que está sendo bem feito dentro da Epagri pelo Ciram!
Gostaria de saudar o meu amigo de Brusque, Marco Antônio Luiz da Silva, que ontem lançou o seu nome para concorrer à presidência da OAB/SC. Conheço bem o Marcão, que é um profissional competente, um homem sério, honesto. Sinceramente, não vou poder votar, mas tenho na minha casa duas filhas que darão o seu voto: a Rosina e a Rafaela. Estou torcendo pelo Marcão, pela sua integridade como pessoa e porque sei que fará um grande trabalho à frente da OAB de Santa Catarina.
O Sr. Deputado Professor Grando - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Com muito prazer, concedo um aparte ao ex-prefeito da nossa capital, deputado Professor Grando, que é o professor da política, do conhecimento; um político pelo qual tenho uma admiração muito grande, além de uma amizade pessoal. Estou torcendo, deputado Professor Grando que o amigo retorne a esta Casa, porque sei que a sociedade catarinense vai permitir que v.exa. se reeleja para continuar o bom trabalho que faz no Poder Legislativo.
O Sr. Deputado Professor Grando - Obrigado, nobre deputado.
Entendo que o Ciram está cumprindo suas funções. A meteorologia hoje é uma ciência de prevenção e ajuda a agricultura e o planejamento do dia-a-dia, o que é necessário.
Quando viajamos pelo mundo, vemos que as televisões dos outros países estão sempre ligadas à meteorologia, porque as pessoas saem pela manhã e voltam à noite e planejam-se para os eventos públicos.
Em Santa Catarina têm ocorrido questões climáticas extremas e sabemos que o Brasil precisa de um grande centro de pesquisa. Se a Câmara Federal quiser criar um centro de pesquisa meteorológica terá que lutar muito, terá que fazer uma boa justificativa. Mas pode ser feito em nosso estado, com a participação do Ciram, da universidade e de cientistas. Aí poderemos analisar, pois realmente precisamos de um centro de pesquisa especializado em condições climáticas extremas.
O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Agradeço o aparte de v.exa., nobre deputado.
Com certeza todos sabem que sou defensor da Epagri. Sei do seu valor, da sua importância para Santa Catarina e tenho confiança que o Ciram, dentro da Epagri, poderá continuar fazendo um grande serviço para a sociedade catarinense.
Catarinenses, todas as quintas-feiras costumo falar sobre minha programação do final de semana. E hoje não será diferente.
Amanhã, sexta-feira, estarei em Vidal Ramos pela manhã. Ao meio-dia estarei em Imbuia participando do projeto Acolhida na Fazenda, com franceses que lá estão. À tarde estarei em Ituporanga, que receberá a visita do governador em exercício, deputado Jorginho Mello. À noite estaremos em Petrolândia, na abertura de uma mostra cultural. Sábado pela manhã estaremos em Ituporanga e à tarde, em Leoberto Leal, na festa do meu amigo Laudir Camero, o Alemão. Já no domingo participarei de muitas festas em comunidades do alto vale do Itajaí e na segunda-feira estarei em Gaspar, Luis Alves e Ilhota, no encontro da juventude do PMDB.
Faço questão de relatar essa programação, sr. presidente, até porque muitas pessoas têm a impressão errônea de que o nosso trabalho é só aqui dentro. Nesta semana marquei algumas audiências e perguntaram-me quando eu estaria na Casa. Disse que estaria na terça-feira pela manhã e que quinta-feira à tarde já não estaria mais aqui. A pessoa ficou admirada e disse que nós trabalhamos só dois dias e meio. Justifiquei que trabalhamos dois dias e meio, mas temos uma atividade muito intensa fora da Casa.
O deputado, efetivamente, trabalha o tempo todo; a maioria percorre os diversos municípios catarinenses participando de eventos, acompanhando o que acontece no interior do estado para vir aqui desempenhar melhor seu trabalho.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)