Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

1ª Sessão Ordinária - 07/02/2012

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, srs. deputados, não vou utilizar os dez minutos que me foram cedidos, mas gostaria de pelo menos deixar registrado aquilo que aguardávamos há muito tempo em Joinville, um procedimento que, diria, deveria se tornar mais frequente em nosso município. Na segunda-feira, melhor, no dia de ontem, estivemos na Delegacia Regional de Polícia, com o delegado regional, dr. Silveira, para concretizar o recebimento de dez viaturas policiais. Estavam presentes os deputados Darci de Matos e Kennedy Nunes. Por força de compromisso já assumido em Florianópolis, não estava junto, mas tomamos o cuidado de abordar o assunto porque essas viaturas policiais são fruto de um trabalho em conjunto de todos.

Dez viaturas. Três caracterizadas e sete delas não caracterizadas destinadas a trabalhos de investigação e outros tipos de trabalho que a Polícia Civil desenvolve. Uma delas para o município de Itapoá, outra para Garuva, e outra viatura para Araquari. Foi também encaminhado para Joinville, através do governo do estado, um número interessante de coletes à prova de bala em substituição a outros que estavam praticamente vencidos, e também equipamentos eletrônicos para uso da Polícia Civil.

São trabalhos que nós desenvolvemos aqui na Assembleia através da bancada do norte, mais especificamente de Joinville, dos três deputados, reivindicando junto ao governo do estado melhorias para a segurança, e aos poucos, mesmo em conta gotas, mesmo numa proporção pequena, vamos vendo atendidas nossas reivindicações. E aguardamos, evidentemente, que seja aumentado o número de policiais, não só civis como também militares para Joinville.

Temos, em Joinville, em que pese toda excelência da nossa Polícia Civil e Militar, um número de assassinatos bastante assustador. Tivemos muitos assassinatos por conta do submundo, acertos de conta, quase todos provenientes do mundo das drogas.

E falando em drogas, recentemente tivemos inaugurado em Joinville o Parque de Joinville, que no meu modo de entender é uma grande praça, não é um parque. Parque, no meu modo de entender é uma coisa bem maior, bem mais abrangente. Estivemos lá no Guanabara, em Joinville, na inauguração de uma grande praça, que o prefeito chama de Parque de Joinville, que conta com pista para skate, playground, enfim, chama para aquele local um número bastante expressivo de adolescentes, de jovens, e aí é que vem o problema. Onde tem jovem, onde tem adolescente aglomerado tem também o traficante espreitando. O traficante está espreitando.

É em escolas, em praças públicas, onde há um movimento de garotos, o traficante está espreitando. E a nossa preocupação é justamente essa, se abre mais um local em Joinville para a recreação, especialmente da primeira e da terceira idade, com um policiamento razoável até certa altura do dia, depois disso fica abandonado o local.

O que está acontecendo? Vandalismo, um local de lazer que foi recém inaugurado é vítima de vandalismo de toda espécie. Tá esculhambada, em português claro mesmo, aquela praça por conta da anarquia que se estabelece lá depois de determinado horário em que a polícia se retira.

O que precisamos é estar atentos 24 horas, porque o traficante, o bandido, ele está, sim, atento, ativo 24 horas. E nós precisamos também estar, nesse mesmo sentido.

Estou falando isso do Parque de Joinville, mas posso também incluir nessa minha fala as escolas, não somente desse município, mas de outros também que estão desguarnecidos da verdadeira vigília que deveríamos ter para cuidar daqueles que ainda não se perderam, que são as nossas crianças que estão dentro das escolas, enquanto que o traficante ronda o tempo inteiro. É para isso que chamo a atenção: questão de segurança nesses locais onde temos os nossos adolescentes.

Quero aproveitar o tempo que me resta para falar um pouco da ebulição política que vivemos, neste momento, em Santa Catarina, com a iminência de substituição de secretários, no governo do estado, e as conversas de bastidores que correm bastante para os entendimentos e também coligações para as prefeituras de nosso estado. E não posso, evidentemente, deixar de citar a minha Joinville onde, neste ano, há uma vontade muito grande de determinadas lideranças de formar uma coligação, havendo também a vontade do meu querido companheiro de Assembleia deputado Kennedy Nunes e do deputado Darci de Matos, que se estão colocando à disposição para serem candidatos a candidato a prefeito, e assim não está sendo diferente em outros lugares.

Vejo aqui o PSDB com quatro secretarias e há uma preocupação muito grande, dentro do partido, pela possibilidade de vir a perder algumas delas. No governo Dilma Rousseff, por exemplo, os caras fazem uma baita de uma lambança e o partido substitui porque faz parte da base do governo; saiu um que fez uma lambança e entra outro lá e assim acontece, mas sempre do mesmo partido porque faz parte da base do governo.

Nesse nosso caso, aqui em Santa Catarina, o PSDB faz parte da base do governo e, assim sendo, devem acontecer algumas mudanças, há uma conversa muito forte no sentido de troca na secretaria de Educação, ocupada por um membro do PSDB. No meu modo de entender é natural que o PSDB indique outro para ocupar aquele lugar, se é que este partido faz parte da base, eu entendo até agora que faz parte da base. Então, sai uma peça e imediatamente é substituído por outro elemento de dentro daquele partido que faz parte da base. E esse é o nosso entendimento.

Nós vamos ter, como sempre, a cada dois anos, essa discussão por coligações e políticas. Quem sabe um dia tenhamos toda essa discussão somente a cada quatro anos.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)