Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Jailson Lima da Silva

126ª Sessão Ordinária - 18/12/2012

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Cumprimento os meus colegas e aproveito para cumprimentar o nosso prefeito José Constante, da cidade de Agrolândia, que nos está visitando, que foi um dos prefeitos reeleitos com os maiores índices de aprovação no estado de Santa Catarina, fruto de um mandato exitoso. Foi amigo da criança pela Fundação ABRIC, Unicef, segundo prefeito do alto vale que recebe esta honraria pelos feitos, enquanto prefeito nesse mandato que se encerra neste final do ano. E logicamente estará lá para cumprir mais um mandato de quatro anos.

Neste horário dos Partidos Políticos quero fazer o meu registro de descontentamento em nome do povo catarinense ao fato de o governo do estado, deputado Padre Pedro Baldissera, que nem com reza brava tem encaminhado e resolvido uma solução para a greve dos servidores da Saúde.

Não foi nenhuma postura de intransigência por parte dos servidores. Temos que aqui, no findar deste ano, enaltecer o papel relevante da comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, que tem como presidente o nosso deputado Volnei Morastoni, que como médico trabalhou de forma incansável e ainda atua na tentativa de chegar a um desfecho desta greve, assim como o deputado Sargento Amauri Soares, com o seu mandato mais próximo dos movimentos sindicais.

É inconcebível que um governo que está terminando seu mandato antes de completar quatro anos de governo... Esta é a realidade: com as posturas que estão sendo adotadas vimos claramente que não quer um fim para a questão da greve dos servidores da Saúde.

Estamos vendo nos jornais de hoje, deputado Volnei Morastoni, parece que a vontade do governador contratar mil servidores em contratos temporários para atenderem aos hospitais é mais uma medida paliativa. Nós somos profissionais da Saúde e sabemos que do dia para a noite não se encontra mil servidores para colocar dentro dos hospitais. Segundo, esse tipo de contrato terá um custo mais elevado não financeiramente apenas, deputado Sargento Amauri Soares, mas terá um custo na questão do atendimento à saúde desses servidores que não compreendem, não estão inseridos no contexto dos hospitais de Santa Catarina, que não têm a vivência da dinâmica desta caminhada para uma proposta condizente com uma solução de longo prazo.

Na semana passada e retrasada ainda, vimos o estado fazer contenção de despesas de R$7 milhões na atenção básica de saúde. E não vi isso na história de nenhum governo do estado de Santa Catarina.

Tivemos queda de receita, mas mesmo assim a receita que temos hoje é superior à dos quatro anos do governo Luiz Henrique da Silveira, e hoje tem gente que sente saudade.

Mesmo com dificuldade no tratamento, ainda tinham um encaminhamento.

Mais de 60 dias de greve, e os servidores não conseguem sentar com o governo, mesmo com o pedido do líder do governo desta Casa, com o conjunto de deputados da base do governo querendo construir um caminho salutar na questão Saúde.

Ontem, procurou-me um paciente com um quadro de leucemia, que usa uma medicação, mas que parou de usar, e vai perder todo o tratamento, vai se agravar o seu problema. O custo do estado no não atendimento é muito maior. Mas parece que o governo não consegue somar dois mais dois, do ponto de vista da gestão, e digo dois mais dois na matemática financeira; porém, a saúde de um paciente não são dois mais dois, pois isso se multiplica substancialmente.

Por isso, no que tange a saúde do estado de Santa Catarina, nós temos que dar cartão vermelho, a cor da gravata do deputado Ismael dos Santos, que é do PSD, e que faz diversas intervenções na questão da Saúde. Vai entrar Natal, vai entrar Ano Novo, a Assembleia Legislativa vai entrar em recesso, vem Carnaval, e temos que contabilizar nesse período não quanto ao caixa do governo, nós vamos ter que contabilizar no final do ano o número de pessoas que estão morrendo pela falta de responsabilidade. E não é por falta de dinheiro, é por problema de gestão, temos que ter claro isto.

Então, como médico, como parlamentar, sempre temos que procurar os caminhos da confluência de soluções. E confesso que estou terminando o ano, deputado Kennedy Nunes, extremamente constrangido com o governo, porque isto não é cuidar de pessoas.

O Sr. Deputado Kennedy Nunes - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Pois não!

O Sr. Deputado Kennedy Nunes - Deputado Jailson Lima, fiquei muito preocupado quando v.exa. falou do paciente que o procurou com relação ao tratamento de leucemia e gostaria de dizer que também estou sendo procurado por pessoas assim. E o que estou fazendo é orientá-los a procurar a Justiça, porque é risco iminente de morte.

Até temos conseguido na Justiça todas as ações, porque assim como o governo entra na Justiça para manter o hospital aberto, entendo que é nosso papel também, já que não está havendo evolução desse processo, de orientarmos os cidadãos, os pacientes, a entrarem na Justiça para conseguirem a continuação do procedimento, do tratamento.

Pedi esse aparte a v.exa. para dizer o que estou fazendo em Joinville.

Muito obrigado.

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Eu tenho feito isso também, deputado Kennedy Nunes, tenho colocado advogado à disposição e já tenho mais de 30 processos em andamento, porque não podemos terminar o ano na fazenda em Lages comendo cordeiro, enquanto o povo nos hospitais está morrendo, enquanto também servidores de forma galhardia, com capacidade e resistência, têm assumido uma postura não apenas por uma questão de acordo salarial, mas uma postura em defesa da saúde, deputado Volnei Morastoni.

O deputado Volnei Morastoni não tem mais participado das nossas reuniões de bancada, porque está para cima e para baixo participando de audiências, tem sido uma figura da nossa bancada que mais tem agido no sentido de uma solução para essa greve da Saúde.

Quero aproveitar esses poucos minutos que me restam, tendo em vista que amanhã encerraremos as sessões deste ano, para desejar, principalmente aos servidores da Saúde, muita saúde, fé e coragem para continuar a luta. Um bom Natal e um 2013 com muitas vitórias e...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)