Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputada Ana Paula Lima

84ª Sessão Ordinária - 18/10/2006

A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, queremos dar continuidade a uma investigação que estamos fazendo através da nossa assessoria e dividir essas informações com os srs. parlamentares, com os funcionários desta Casa, com os nossos visitantes e com os telespectadores que nos acompanham pela TVAL e os ouvintes que nos ouvem também pela Rádio Digital.

(Passa a ler)

"No Congresso Nacional, o Diap - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - realiza um importante trabalho de organização e acompanhamento dos mandatos parlamentares, que possibilita à sociedade conferir o trabalho feito por seus deputados federais e senadores.

No histórico do Diap encontramos o que vem sendo chamada de folha corrida do candidato tucano à Presidência, que foi deputado Constituinte, mostrando que ele não conta a verdade sobre o seu passado, que Geraldo não está e nunca esteve ao lado dos trabalhadores. Como tucano, hoje aliado a grupos como o PFL, defende interesses diferentes das reais necessidades do povo." E ela está aqui para consulta também dos parlamentares e de toda a população que vem-nos acompanhando.

(Continua lendo)

"No mandato de deputado Constituinte, que cumpriu a partir de 1987, o sr. Geraldo demonstrou que tipo de político é e o que pensa de verdade com os votos que deu no Congresso Nacional. No projeto que defendia a nacionalização do subsolo brasileiro, protegendo nossas riquezas e evitando que grupos estrangeiros se apoderassem de nossas jazidas minerais e dos potenciais de energia hidráulica, Geraldo foi contra a defesa do patrimônio brasileiro. Ou seja, por Geraldo o Brasil pode abrir as porteiras para os estrangeiros. Esse pensamento é de quem também não se incomoda em privatizar seja o que for, como, aliás, o PSDB fez no governo de FHC.

É bom lembrar que, além disso, o candidato José Jorge, vice do sr. Geraldo, foi coordenador do programa de privatizações de São Paulo. Geraldo vendeu a Eletropaulo, e acabaram de privatizar a companhia de transmissão de energia elétrica paulista, uma das maiores do Brasil. É justamente o Geraldo, sr. presidente, que quer enganar o eleitor, enganar a população, dizendo que como presidente não vai privatizar nada!

A história do candidato não nega. Se o PSDB voltar à Presidência, vai vender o que sobrou do nosso patrimônio nacional: o nosso Besc, aqui em Santa Catarina; a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, se puder; os Correios, se puder, e também a nossa Petrobras.

Vejam como a mentira tem pernas curtas: numa entrevista à Rádio CBN, ontem à tarde, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que é favorável à privatização do Banco do Brasil e da Petrobras. Ou seja, admitiu o que o Geraldo quer esconder: o PSDB quer vender tudo o que sobrou. E vender para quê, senhoras e senhores? Fernando Henrique Cardoso, na entrevista, disse que vender os bancos é uma forma de evitar a corrupção! Pode ser uma saída para o PSDB, mas para o PT, que colocou a Polícia Federal e todas as instituições do Brasil a fazer mais investigações neste governo do que em toda a história do Brasil, privatizar é vender o que é do povo.

Corrupção combate-se com fiscalização, com investigação da Polícia Federal e não vendendo ou privatizando as empresas e os nossos bancos públicos. O que o PSDB, o Fernando Henrique Cardoso e o Geraldo Alckmin precisam dizer é por que as privatizações no governo do PSDB foram feitas por preços muito abaixo do valor real, jogo de cartas marcadas, empréstimos generosos do BNDES e falta de planejamento para evitar casos como o do apagão.

O PSDB também precisa explicar e falar a verdade, srs. deputados, sobre outras atitudes do Geraldo no passado. Por que ele votou contra os interesses dos trabalhadores no projeto que garantia reserva de 5% das vagas nas empresas para pessoas acima de 45 anos?" Ele foi contra esse projeto, não queria que pessoas acima de 45 anos, deputado Lício Silveira, pudessem ter a oportunidade de continuar trabalhando.

(Continua lendo)

"Essa importante matéria foi derrotada pelo deputado Constituinte na época, Geraldo Alckmin, e parlamentares do PSDB e do PFL.

Também precisam explicar por que Geraldo se aliou aos interesses de quem tem poder no Brasil, votando contra a redução da jornada de trabalho de 42 para 40 horas semanais. Ele votou contra os trabalhadores, mais uma vez! Como médico que é, por que o sr. Geraldo negou o voto de apoio ao projeto de lei que institui a licença paternidade?"

Vejam, senhoras e senhores, mulheres e homens do estado de Santa Catarina, que Geraldo Alckmin é contra os trabalhadores, contra o nosso patrimônio nacional e contra, agora, à licença paternidade, contra os futuros pais.

(Continua lendo)

"O sr. Geraldo está escondendo as suas garras e o seu passado, preferindo atacar homens sérios que construíram sua história defendendo trabalhadores. Essa campanha de raiva que o PSDB e o PFL estão fazendo contra o presidente Lula e o PT tem explicação. É que eles achavam que o presidente Lula, como operário, iria fazer um governo fracassado. Não acreditavam que o PT e o Lula pudessem fazer em três anos e dez meses mais do que o Fernando Henrique Cardoso fez em oito anos.

Com sua humildade, mas extrema seriedade e honestidade, Lula é uma referência mundial nas gestões dos países emergentes, um fenômeno nacional e internacional. Ele resgatou a credibilidade do país e reduziu o Risco Brasil de 2.400 pontos para menos de 200; gera mais de 100 mil empregos com carteira assinada todos os meses; reduziu os impostos dos materiais de construção para o povo construir sua casa" - antes, no governo de Fernando Henrique Cardoso, a saca de cimento custava R$ 25,00 e hoje nós a compramos por R$ 2,00; investiu mais de R$ 19 bilhões em linhas de financiamento para as habitações; criou o biodiesel, uma das alternativas mais cobiçadas no segmento mundial de combustíveis; aumentou o salário mínimo em 75%, chegando ao mais alto patamar desde a sua criação pelo presidente Getúlio Vargas; acabou com a intervenção externa nos preços dos combustíveis; está com uma política acelerada na Petrobras para garantir a nossa autonomia; acertou a vida do Brasil com o FMI e reduziu a dívida externa; criou meios para que a indústria nacional exportasse mais do que em toda a história nacional; acertou os salários dos funcionários públicos federais, que passaram oito anos do governo FHC com os ganhos congelados - naquela época não houve nenhum aumento de salário para os funcionários públicos federais; abriu novas vagas no ensino superior público e criou mais de 200 mil vagas no ProUni para alunos pobres, que não podiam pagar.

E mais ainda: investiu em programas sociais, atendendo o povo com carinho, através do Bolsa Família; ampliou o programa Saúde da Família para 5.100 municípios de todo o Brasil; criou o programa Brasil Sorridente, que está dando dignidade aos 'desdentados excluídos' do nosso país; com o Samu, está dando atendimento de qualidade, com mais de mil ambulâncias em todo o Brasil.

Poderia, sr. presidente, sras. deputadas e srs. parlamentares, continuar enumerando ainda muito mais que o governo Lula, o nosso operário presidente, fez.

Então, srs. parlamentares, dá para entender a raiva do PFL e do PSDB. Mas não adianta, o povo não é bobo e não vai trocar o certo pelo duvidoso. É só deixar o Lula trabalhar, o Lula continuar, que o Brasil vai, sim, pelo caminho certo!

Muito obrigada!

(SEM REVISÃO DA ORADORA)