16ª Sessão Ordinária - 27/03/2003
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Sr. Presidente, Sra. Deputada e Srs. Deputados, o meu bom-dia! Gostaria de iniciar a minha fala parabenizando a minha querida Florianópolis pela semana do seu aniversário, já que no último dia 23 de março completou 277 anos. É uma cidade que, dentre as capitais do Brasil, ainda pode receber o título de uma capital pacata.
Eu, um conterrâneo, um manezinho da Ilha, com muito orgulho, jamais poderia deixar passar em branco o aniversário de Florianópolis, que um dia foi Nossa Senhora do Desterro. E um cidadão chamado Francisco Dias Velho veio de Portugal para fazer aqui a fundação da nossa cidade. E tudo começou. Os colonizadores portugueses, que vieram, em especial, da Ilha da Madeira, deram início à querida Nossa Senhora do Desterro, hoje a amada Florianópolis, Capital dos Catarinenses.
A nossa querida Florianópolis é uma terra de pessoas ilustres, tão ilustres quanto Cruz e Souza, o nosso poeta maior; tão ilustres quanto a grande Deputada negra, e única, Antonieta de Barros.
A nossa Florianópolis hoje vive a crescer e é muito cobiçada por pessoas de outros Estados, que vêm ajudando a fazer com que ela seja realmente um exemplo de cidade para todo o Brasil.
A nossa querida Florianópolis, que fez 277 anos, é ainda aquela menina dos olhos para aqueles que vêm do interior do Estado ou de outros Estados do Brasil para passear e que acabam não voltando mais para o seu lugar de origem.
A nossa Florianópolis cativa e no seu dia-a-dia ainda faz com que tenhamos cada vez mais prazer de aqui morar aqui e dela muito se orgulhar. Florianópolis vem crescendo e é claro que já tem apresentado os seus primeiros problemas de violência, porém isso ainda tem solução. Apostamos na solução da violência que vem atingindo Florianópolis.
Ah, Florianópolis querida, que tanto amamos, queremos o melhor para ti!
Enquanto fui Vereador, procurei o melhor para Florianópolis. Tenho certeza de que os 21 amigos que estão lá hoje na Câmara Municipal de Florianópolis têm procurado, no seu dia-a-dia, apresentar projetos que venham ao encontro do desenvolvimento da nossa cidade.
Florianópolis, Ilha da Magia; Florianópolis dos manezinhos, que tanto dela se orgulham; Florianópolis do Guga, do nadador Fernando Cherem, o Xuxa, orgulho hoje não só dos florianopolitanos, não só dos manezinhos da Ilha, mas dos catarinenses, dos brasileiros e de pessoas de todo o mundo.
Florianópolis, que nos traz saudade do campo do manejo; que saudade temos de Florianópolis quando o mar batia em plena Praça XV de Novembro; que saudade temos do tempo em que sentávamos na Praça XV de Novembro para conversar, com os idosos cantarolando até altas horas. Essa era a Florianópolis pacata das décadas de 60 e de 70.
O progresso chegou a Florianópolis - e tem chegado dia-a-dia. Porém, o nosso amor também tem aumentado dia-a-dia juntamente com o progresso. Mas a saudade da Florianópolis antiga é muito grande, principalmente para as pessoas idosas que ainda vivem aqui.
Que saudade temos do antigo Campo do Avaí, onde aconteciam as grandes partidas de futebol entre o Avaí e o Figueirense. Porém há quem fale ainda do antigo Clube Paula Ramos.
A Florianópolis está crescendo, está bonita e está-se preparando cada vez mais para o dia de amanhã.
Gostaria, Sr. Presidente, de saudar aqui toda a população de Florianópolis, mas, de uma forma muito especial, gostaria de citar os nomes de manezinhos ilustres que já foram para o outro lado da vida e que com certeza têm tanta saudade da antiga Florianópolis e da atual.
Quero citar aqui Manoel de Menezes, o nosso grande paru; Mayer Filho; o saudoso e eterno Rei Momo Lagartixa; a nossa querida Lurdes, da loteria; Cacilda Noceti; o nosso grande Alcides Ferreira, o Senador folclórico que foi nos calçadões de Florianópolis; Hélio Langue; o nosso grande mané Agostinho; Dakir Polidoro; e o seu Chico.
Esses grandes manezinhos lá do céu, com certeza, estão a olhar por Florianópolis. E certamente forma-se um coral daqueles que por aqui ainda vivem, tais como Fenelon Damiani, o nosso manezinho maior; Aldínio Simões; Roberto Alves; Miguel Livramento; o nosso grande Edison Andrino de Oliveira; Chico Amante; Nereu do Vale Pereira; Içuriti Pereira; seu Arantes; a dona Ciloca, do cartório.
Esses são grandes manezinhos que vivem ainda na nossa cidade. E conversando com eles, falam claramente, e com lágrimas nos olhos, da saudade que sentem da antiga Florianópolis e do orgulho que todos têm de morar aqui em Florianópolis.
Gostaria de parabenizar Florianópolis, do fundo do meu coração, e de dizer que a emoção não me permite falar tudo o que sinto e sei da minha querida Florianópolis; falar do Pântano do Sul; dos Ingleses; da Barra da Lagoa; da querida Lagoa da Conceição; do Ribeirão da Ilha e até mesmo do querido Estreito; de Avaí e de Figueirense; da Copa Lorde e da Protegidos da Princesa, as duas primeiras escolas de samba que trouxeram alegria para a Praça XV de Novembro; das grandes sociedades, que hoje não se encontram mais em nosso Carnaval: Granadeiros da Ilha, Tenentes do Diabo, Vai ou Racha, mas que, com certeza, ainda vamos resgatar a sua volta.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Pois não!
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Deputado, quero cumprimentar V.Exa. por essa reflexão sobre Florianópolis e dizer que também me orgulho dela. E posso acrescentar as minhas palavras as de V.Exa., porque, como V.Exa., também sou manezinho da Ilha, e talvez com um pouco mais de experiência, pela minha própria idade. Tenho um pouco mais de idade do que V.Exa. e posso dizer que conheço um pouco mais da década de 50 e de Florianópolis.
Gostaria de dizer que também sinto muita saudade e de acrescentar aos nomes que V.Exa. citou como pessoas ilustres de Florianópolis que estão lá no outro reino, o nosso querido artista Acari Margarida, que foi o artista de Florianópolis que jogou esta Ilha para todo o Brasil, retratando as suas belezas, as das suas praias e as do modo açoriano de viver.
Quero cumprimentar Florianópolis, porque é uma terra bonita, linda e gostosa de se viver, uma terra em que eu nasci e onde vou morrer.
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Para encerrar, Sr. Presidente, gostaríamos de lembrar o grande poeta Zininho, falecido há três anos, autor do nosso Hino Rancho de Amor à Ilha. E com certeza, lá de cima, continua cantando, junto aos manezinhos que já se foram, essa linda melodia que aqui embaixo insistimos em cantar e dela nos orgulhar:
"Um pedacinho de terra, perdido no mar...
Num pedacinho de terra, beleza sem par...
Jamais a natureza
reuniu tanta beleza.
Jamais algum poeta
teve tanto pra cantar!
Num pedacinho de terra, beleza sem par..."
Parabéns, Florianópolis!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)