67ª Sessão Ordinária - 03/08/2011
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente e srs. deputados, ocupo esta tribuna pela primeira vez após o recesso e volto a abordar os temas sobre os quais já me debrucei no decorrer do primeiro semestre.
Na nossa região continuamos empenhando-nos no sentido de que seja terminada a estrada que dá acesso ao porto de Itapoá, que é especialmente necessária para que o porto desenvolva suas atividades a todo vapor. Vamos empenhar-nos também para viabilizar a duplicação da BR-280, que dá acesso ao porto de São Francisco do Sul.
Por sugestão nossa já há uma mobilização para que, juntamente com todas as forças políticas da região norte, realizemos uma sessão especial sobre a BR-280, a fim de paralisarmos o trânsito naquela rodovia por uma hora pelo menos. Pretendemos reunir todas as Câmaras Municipais da região, para que a Assembleia Legislativa realize uma sessão especial sobre a BR-280, marcando posição em relação à reivindicação da duplicação daquela rodovia.
Estávamos na iminência de ver as máquinas roncarem na BR-280, mas até agora não roncou nada! Cada vez adiam mais o ronco das máquinas.
Voltaremos a bater na tecla, neste segundo semestre, sobre o aumento da pista do aeroporto de Joinville, sobre a duplicação do acesso ao aeroporto, sobre o ISL, que proporciona a possibilidade de descidas e de aterrissagens no aeroporto com mais facilidade.
Além disso, voltaremos também a falar sobre a criação do aeroporto de Araquari, extremamente necessário. Tenho a missão, e peço a ajuda do meu particular amigo, grande parlamentar desta Casa, deputado Silvio Dreveck, de convencer o governador na questão da desapropriação dos terrenos necessários para a instalação do aeroporto. Está apenas faltando isso para que lá, sim, as máquinas possam roncar e tenhamos aquele aeroporto construído.
Srs. deputados, quando aquele aeroporto estiver instalado será referência para toda a região norte/nordeste de Santa Catarina, pela sua condição geográfica. Um aeroporto em Araquari beneficiará todos, facilitará a vida do pessoal de Jaraguá do Sul, da região de Barra Velha, de Joinville, de São Bento do Sul, de São Francisco do Sul, enfim, toda a região da serra será beneficiada também com essa obra que, estrategicamente, talvez seja um dos melhores aeroportos do sul do Brasil. Mas precisamos convencer o governador da urgência da desapropriação dos terrenos para sua instalação.
Tivemos, srs. deputados, uma boa notícia, e vou acabar falando antes do próprio secretário responsável pela economia do município de Araquari: a BMW está por um triz para assinar a instalação de sua fábrica no município. As conversações estão bem adiantadas. O secretário de Desenvolvimento Econômico o município, vereador Clenilton Carlos Pereira, esteve em Porto Alegre, conversou com os representantes da empresa e marcou uma reunião em Araquari para conhecerem o local provável da instalação da fábrica.
Então, estamos próximos de ter mais uma fábrica no município, fora as outras tantas que estão-se instalando lá, como a Hyundai. Aliás, Araquari parece que acordou de um sono profundo e vai-se tornar um dos grandes polos industriais de Santa Catarina num curto espaço de tempo, graças à visão das pessoas que estão à frente da administração daquele município.
Sr. presidente, gostaria também de fazer um registro sobre as medidas anunciadas pelo governo federal, fato que certamente o meu PSDB não vai gostar, mas, como tenho por base na minha vida a franqueza, acho que tenho o direito de ter opiniões pessoais, independentemente de serem como as do partido ou não.
Trata-se das medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff que beneficiam a indústria têxtil de Santa Catarina, que tanto vem sofrendo. Parece-me que agora está aparecendo uma luz no fim do túnel com a desoneração anunciada pelo governo federal, através da nossa presidente Dilma Rousseff, no lançamento do Plano Brasil Maior. Se ainda não foi aquilo que esperávamos, pelo menos é um passo nessa direção, ou seja, a desoneração das indústrias em cerca de R$ 25 bilhões nos próximos dois anos.
Srs. deputados, nesse pacotão serão beneficiadas as indústrias têxtil, calçadista e moveleira, o que atinge em cheio a região norte/nordeste, além dos fabricantes de softwares, de máquinas e de caminhões.
Já se estava fazendo necessário isso há muito tempo, ou seja, que o governo federal, através de iniciativas reais, fizesse alguma coisa por aqueles que movem este país, que são os industriais, os grandes empreendedores, que estavam praticamente travados por conta da competição internacional, que estavam sem condições de competitividade, essa é que é a grande verdade. Eles estavam, eu diria, impotentes diante da realidade da globalização da economia mundial, impotentes em relação à competição com outros países, especialmente a China, cujos produtos invadiram o Brasil de uma maneira tal que, se não acordássemos, certamente não chegaríamos onde pretendemos, ou seja, ao desenvolvimento pleno desta nação.
Infelizmente, não tenho mais tempo, mas quero deixar registrado esse meu sentimento.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)