16ª Sessão Extraordinária - 15/06/2011
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas e todas as pessoas que nos acompanham, primeiramente, o nosso cumprimento ao prefeito de Palmitos. Estivemos sábado à noite naquela cidade tomando um vinho muito gostoso. É muito bom quando os municípios fazem as suas festas, mostrando o seu potencial e a diversidade das regiões deste estado.
Quero aproveitar o dia de hoje para falar de duas grandes lideranças de Santa Catarina que estão com na equipe da presidenta Dilma Rousseff: o ex-deputado federal Cláudio Vignatti e a ministra Ideli Salvatti, que assumiu uma nova tarefa no governo federal, em reconhecimento por tudo o que a ex-senadora fez no governo do presidente Lula, tanto nos momentos bons quanto nos momentos difíceis, na época das crises de 2005 e 2006.
Quero aproveitar para parabenizar a nova ministra e o secretário-executivo de Relações Institucionais. Essas lideranças vão contribuir e muito com Santa Catarina, com os grandes desafios deste estado, com investimentos na infraestrutura, com avanços nas políticas sociais, na educação, na saúde, enfim, em diversas áreas.
Sr. presidente, é digna de comemoração a informação do ministro Guido Mantega de que segundo avaliação internacional o risco Brasil é menor do que o risco Estados Unidos da América! Portanto, o Brasil comemora hoje, e os dados comprovam, que o nosso país ficou com 41,2 pontos base, enquanto os Estados Unidos fecharam com 49,7 pontos base. Trata-se de uma espécie de seguro usado por investidores como proteção contra o risco de o devedor não ter condições de quitar suas obrigações. Segundo o ministro, é a primeira vez que isso acontece, ou seja, é a primeira vez que o Brasil fica abaixo dos Estados Unidos em termos de riscos.
Há pouco estávamos conversando sobre a questão do emprego no Brasil e vimos, nos dez minutos em que o coordenador do CIEE falava, o otimismo da nossa juventude, dos trabalhadores brasileiros com a melhoria do poder aquisitivo da classe média, pois um grande grupo da população brasileira ascendeu à classe média.
O Brasil vive um grande momento, não como no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando o país tinha praticamente 20% da população desempregada e o risco Brasil batia os 400 pontos base.
Então, não dá comparar o Brasil dos anos 1990 com o Brasil dos anos 2000, dirigido pelo presidente Lula e agora pela presidente Dilma Rousseff. Entendemos que o Brasil é outro e nem precisa fazer muitos comentários porque a população brasileira e catarinense está sentindo no bolso, ou seja, a vida das pessoas melhorou.
Vemos isso, sr. presidente, em eventos como a Festa do Vinho de Palmitos, a que comparecemos nesse final de semana; vemos isso na condição da população de poder participar de eventos culturais, de festas; vemos isso na vida das pessoas pela condição econômica que as famílias brasileiras vivem hoje; vemos isso pelo aumento significativo da participação das pessoas em festas como a de Santo Antônio, em Pinhalzinho. Hoje as pessoas estão participando mais, justamente porque melhorou o seu poder de compra.
Mas quero aproveitar para colocar também que existem setores que passam por crises, por dificuldades. Já discutimos, deputado Sargento Amauri Soares, a questão do arroz, da fumicultura e estamos passando neste momento por uma situação difícil na suinocultura.
A comissão de Agricultura desta Casa aprovou a realização de uma audiência pública na próxima quarta-feira pela manhã, às 10h, nesta Casa, para discutir a cadeia produtiva da suinocultura no estado. Os suinocultores estão passando por muitas dificuldades, vendendo os animais muito abaixo do preço mínimo, do preço de produção. Por isso vamos fazer esse debate, reunindo o setor e buscando alternativas.
O ministro da Agricultura já anunciou algumas medidas. Tivemos novamente um problema no comércio de suínos com a Rússia e perdemos grande parte da exportação de carnes suínas para aquele país. Isso gerou um impacto negativo na suinocultura catarinense e brasileira e acarretará consequências na renda dos municípios. Com certeza, haverá um impacto muito negativo, mais uma vez, na cadeia produtiva da suinocultura em Santa Catarina.
Então, na próxima quarta-feira vamos reunir o setor. Queremos reafirmar o nosso compromisso com os agricultores, principalmente com a agricultura familiar, que a duras penas sobreviveu na atividade, mesmo que a estratégia do modelo agroindustrial seja concentrar a produção.
Srs. deputados, entramos, no ano passado, com várias ações contra a iniciativa de algumas empresas, principalmente a Seara Alimentos, que estava induzindo a produção em grande escala nas propriedades, piorando ainda mais a situação porque começa a haver uma repercussão muito negativa na área ambiental. Quanto mais animais se concentra numa propriedade, mais há impacto ambiental e econômico, pois alguém vai sobrar no processo produtivo, alguém será excluído nessa cadeia.
Assim, quero dizer a todos que nos acompanham que estaremos acompanhando de perto essa discussão e no final de semana reuniremos os agricultores em vários municípios para discutir o tema da suinocultura.
Sr. presidente e srs. deputados, é um tema que preocupa e que precisa de encaminhamento urgente por parte das indústrias, das empresas, do governo federal e estadual, no sentido de encontrar alternativas para a questão comercial e buscar reabrir o diálogo com a Rússia, a fim de resolver o impasse instalado nas relações comerciais com o nosso estado e o nosso país.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)