81ª Sessão Ordinária - 06/08/2014
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, companheiros e amigos que prestigiam esta sessão. Temos um amigo nos visitando, que teve empresa de turismo, grande companheiro.
Quero, hoje, fazer algumas considerações e dizer que Santa Catarina é um estado de muita competência e criatividade, mas nem tudo que tentamos levar à frente dá certo, a exemplo do investimento que os empresários da região de Laguna, Tubarão, Imaruí e Jaguaruna fizeram na criação de camarão em cativeiro. E o crescimento foi extraordinário, o que significava muitos recursos no bolso daqueles que investiram na criação de camarão em cativeiro. Depois de o produto estar quase pronto, apareceu a mancha branca que levou os empresários a liquidar toda a produção e paralisar aqueles investimentos da referida atividade econômica.
Portanto, um prejuízo muito grande para a região. Sou de Santa Catarina e sei que neste aspecto Laguna, Imaruí, Tubarão, Jaguaruna e região tiveram um prejuízo grande, sem limites.
Por isso, o Jarrão, ex-vereador da cidade de Tubarão esteve no meu gabinete e me deu uma ideia. Ele perguntou se eu aceitava ideias? Eu respondi que poderia aceitar. A ideia era que eu procurasse a Universidade Federal e a Epagri para planejar a criação de alevinos de tainha em cativeiro, já que a tainha chega ao nosso estado no inverno, e essa época é especial para os pescadores do nosso estado, mas, atualmente, a tainha está desaparecendo do mar de Santa Catarina.
Depois de muitas reuniões na Universidade Federal, com a Epagri, com a Fapesc, com os técnicos destes setores, conseguimos elaborar um projeto arrojado e bonito para que pudéssemos convencer o governo do estado a investir. E começamos pela região do Camacho, na pontinha da Interpraias, lugar que já conquistamos uma parte. Lá existe o restaurante dos Lagos, que descobriu um lençol freático e investiram na utilização de água potável, mas quando extraíram a água, perceberam que se tratava de água salgada, água do mar. E o que aconteceu? Os biguás devem ter comido as tainhas-de-corso, ovadas, que foram levadas para a lagoa e, quando o dono do restaurante dos Lagos viu, a lagoa estava repleta de tainhas.
Hoje, na minha concepção, essa lagoa é uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida, e olha que já visitei aproximadamente 40 países, mas e em nenhum deles eu vi uma beleza tão grande. Quando se joga um pedaço de pão na água não se vê água, só tainhas de aproximadamente 2Kg para mais. O dono do restaurante - e eu tenho até que fazer uma homenagem para ele neste Parlamento -, começou a ceder as matrizes de alevinos ao laboratório da Universidade Federal e, atualmente, meu caro presidente, deputado Joares Ponticelli, temos alevinos de tainha. Isso significa que o Brasil vai conhecer mais ainda Santa Catarina, porque foi iniciado um trabalho que será reconhecido em todo o país: a criação de tainhas em cativeiro.
Agora no inverno, muitos pescadores de tainha-de-corso cederam alevinos e hoje o laboratório da Universidade Federal faz um trabalho extraordinário de criação de alevinos de tainha.
Por isso, nasce uma esperança, uma luz, um momento de perspectiva, de recuperação para aqueles que investiram na criação de camarão em cativeiro e que tiveram prejuízos.
E nós esperamos que isso aconteça. Tudo fruto de uma pessoa que tem uma visão extraordinária, que é o ex-vereador Jarrão. Ele é o criador dessa ideia, encampada por todos os empresários de Tubarão e região. E hoje já estamos colhendo os frutos de Santa Catarina ser pioneira na produção de alevinos e de tainha para o Brasil.
São coisas assim que fazem com que fiquemos bem melhor conosco mesmo, que nos faz encher de energia, porque vemos luz de esperança na geração de emprego, de renda, de transformação do sul do estado em turismo, porque aquelas tainhas nas lagoas pulando serão um atrativo para o turista e, na hora certa, a produção, para render também dinheiro.
Então, acredito que no Brasil, mas muito mais em Santa Catarina, com a criatividade da nossa gente, há muita esperança! E a esperança está vindo do lado do sul. Por quê? Porque, modéstia à parte, 20% deste Parlamento teve a competência de se unir para buscar solução e desenvolver a região.
Por isso que o nosso porto de Imbituba é considerado um dos portos mais seguros de Santa Catarina. Há o nosso aeroporto de Jaguaruna, que é um aeroporto alternativo, porque ele vai significar uma rota alternativa para Florianópolis, para Curitiba, para Navegantes, para Joinville e para Porte Alegre, pois lá não há nevoeiro nem morro. Quer dizer, quando ocorrer algum problema, o aeroporto de Jaguaruna será o aeroporto que irá socorrer.
Por esta razão, hoje, estamos preparados para esse salto de qualidade no sul, fruto do nosso porto, do nosso aeroporto. E a BR-101, na minha concepção, é o tripé do desenvolvimento do sul do estado, e por isso estamos começando a colher os frutos.
A Cimolai já tem o terreno que está escriturado e vai começar a construção da quarta metalúrgica do mundo. E só vai construir por causa do porto, do aeroporto e porque há como escoar a produção na BR-101. Apesar do atraso, ela está andando. Então, temos muito ainda para investir.
Estamos vivendo agora um momento político, cada um buscando o seu espaço, mas espero que a partir de 6 de outubro possamos botar essas bandeiras para trás e juntar as forças políticas em defesa de Santa Catarina, em defesa do povo catarinense, em defesa do sul do estado, para que possamos construir, cada vez mais, um estado de referência para o Brasil.
O governador Raimundo Colombo, quando se refere a empregos em nosso estado, diz que 3% apenas não têm carteira assinada. Então, hoje somos os campeões do Brasil e quase do mundo. Somos o segundo no mundo gerando mais emprego. Isso significa uma luta, um trabalho, uma dedicação, e este Parlamento tem contribuído com o governo do estado, como contribuiu o ex-governador Luiz Henrique da Silveira, para que pudéssemos chegar a esse patamar da descentralização, para que as pessoas não precisem sair do interior para os grandes centros. As favelas desapareceram em razão da descentralização.
Então, estamos vivendo um momento muito importante em Santa Catarina e precisamos, sim, continuar com a mesma garra, determinação e responsabilidade por Santa Catarina, pelo povo e também pela região sul do estado, que lá está o nosso coração, deputado Carlos Stüpp, que é de Tubarão e também veio contribuir muito nessa caminhada.
Por isso, queremos, hoje, deixar registrado que as nossas obras do sul estão caminhando aceleradamente e muito bem. Precisamos continuar com essa unidade porque a vitoriosa disso tudo tem quem ser a população. Ela elege um político para buscar resultados, ter dias melhores e desenvolver a sua região, e este é o espírito que norteia a minha vida no dia a dia aqui no Parlamento.
Portanto, queremos agradecer a todos os parlamentares que, em momentos difíceis, sempre contribuíram para que pudéssemos fazer com que o gigante adormecido, o sul, começasse a dar alguns passos. E, com certeza, cada vez serão passos maiores.
Queremos aqui, sr. presidente, deixar o nosso agradecimento ao povo catarinense e dizer que estamos preparados para muitas missões. Ainda temos muita energia para trabalhar e buscar resultados. E o que o povo espera é isto: resultado!
Por isso, quero aqui fazer uma referência: este Parlamento é composto por homens de bem, trabalhadores, seja de Oposição ou Situação. Por isso, posso dizer que tenho orgulho de estar no Parlamento de Santa Catarina e de defendê-lo, assim como também os parlamentares, seja de Situação ou Oposição, porque todos trabalham com convicção, e é isto que o povo espera!
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)