54ª Sessão Ordinária - 09/07/2008
O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, primeiramente, quero registrar a presença de dirigentes do PPS de Bom Retiro, que nos estão visitando nesta Casa, na figura do seu presidente Edson.
Portanto, sejam bem-vindos a este Poder.
O meu pronunciamento, hoje, se refere à questão do que é o óbvio, refere-se à questão do bom-senso. Como é difícil nós termos bem-senso numa sociedade de certa forma conflitante. Mas o papel das lideranças, dos partidos políticos, de todo o cidadão, de todas as organizações, de todas as igrejas e de todos os políticos é sempre procurar o bom-senso.
Vejamos o primeiro: trata-se sobre a lei seca. Primeiramente, a lei seca é um episódio da cultura americana que demonstrou que não funciona. Não é o caso da nossa realidade, porque lá era proibido vender ou comercializar bebida alcoólica, e aqui não! Aqui se pode vender, comercializar bebida alcoólica. Portanto, esse termo lei seca não está sendo usado corretamente.
O que acontece aqui conosco, no Brasil? A bebida alcoólica pode ser vendida, pode ser comercializada, mas não se pode dirigir. Essa é a grande diferença. As pessoas podem ir a um restaurante beber um vinho, beber uma cerveja, em qualquer lugar, num bar, etc. Então, não existe a lei seca, apesar de certos setores da imprensa utilizarem esse termo que, no meu entender, não é correto. O que é proibido é a pessoa beber e dirigir.
E é interessante que eu estou falando em bom-senso porque realmente nós vamos chegar a um bom-senso. Nem tanto a terra nem tanto ao mar, mas pela consciência. Por quê? Porque alguns dados são concretos, e aí não podemos fugir da análise. Se se diminui o número de acidentes, conseqüentemente diminui o número de pessoas que procuram os hospitais por acidentes. Porque geralmente 30% dos acidentes são causados por quem está embriagado, os outros 70% têm que continuar tomando cuidado, dirigir com cuidado, obedecendo à sinalização e às leis.
Mas o importante, srs. deputados, é que sobram vagas em hospitais, que geralmente são ocupadas por emergência em acidentes, para servir melhor a população. Daí um dado positivo dessa lei. Ela só precisa ter um pouco mais de consciência e de bom-senso. Mas nós vamos caminhar e chegar lá. É nesse sentido o nosso pronunciamento.
Outra coisa eu gostaria de chamar a atenção é sobre quem vive a realidade, que sabe que está aumentando o preço dos alimentos e isso está causando a inflação.
Nós não queremos que haja inflação, somos contra ela porque quem mais sofre são as pessoas pobres. Mas também não podemos viver no ufanismo de que tudo está bem. Já houve governo aqui que tinha 86% de aceitação, pleno emprego, entrava num estádio de futebol e era aplaudido, ficava escutando o radinho num regime de exceção chamado Garrastazu Médici. Mas nós conseguimos derrubar esses regimes de exceção.
Portanto, nós também não podemos fazer como aquela orquestra do Titanic, que enquanto ele estava afundando, a orquestra continuava tocando. Nós, brasileiros, temos que tomar cuidado com influências externas como a inflação, tentando combatê-la, para que o pobre continue tendo mais alimentos em sua mesa para seus filhos e uma melhor qualidade de vida.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)