Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

20ª Sessão Ordinária - 26/03/2008

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, como é bom termos uma boa memória. A população do extremo sul de Santa Catarina deu-me a oportunidade de passar aqui por tantos mandatos para poder esclarecer à sociedade o que é e o que não é verdade.

Quem iniciou esse projeto? O edital foi iniciado no governo Kleinübing e depois o governo Paulo Afonso tocou a obra, uma vez que as obras e ações são de governo e não de governador. Passa um governo, entra outro. Quer dizer, se há algum pepino lá no governo federal, quem assumiu tem que tocar o barco. E aqui é a mesma coisa.

Agora, ele tocou a obra com muita responsabilidade, mandou o projeto da privatização da obra para esta Casa e ele foi aprovado. Depois mandou para cá o projeto dos pedágios no final do seu governo, porque era de responsabilidade dele, e a matéria foi derrubada aqui nesta Casa com o voto de vários parlamentares. Daí quem assumiu o governo foi Esperidião Amin. Então, dizer que os governos que passaram não têm compromisso com essa obra é faltar com a verdade, é querer escondê-la!

O governo deles também participou, e fez muito pouco. Naquele momento em que ele assumiu, deveria ter tomado uma medida para que a obra fosse realizada, mas não fez nada. Deixou a bel-prazer para ver o que dava. "O negócio é não pagar no meu governo e o resto que se lasque"! Esta foi a decisão!

E aquilo que o deputado Joares Ponticelli queria dizer aqui, que um deputado falou... O deputado que falou ontem que ele foi um irresponsável é este que lhes fala! Ele já correu novamente! Está ali escondidinho! Ele foi irresponsável quando disse que o governador foi na casa desse homem negociar. Ele viu que as galerias estavam lotadas e daí ele se transformou. Perderam o cheiro do povo! Não podem ver povo, que se transformam!

Ele foi numa festa com mais 600 pessoas, mas não foi negociar, como v.exa. falou ontem. V.Exa. faltou com a verdade! V.Exa. foi irresponsável quando falou daquela decisão de negociar o maior rombo da história de Santa Catarina. Quer dizer, está na hora de pararmos com isso! Quando viu as galerias lotadas, esqueceu que eu tinha um jornal que fala a verdade. Foi uma pena que os professores não estivessem mais aqui, mas a TVAL lhes mostrará.

Então, é preciso reconstruir a verdade, aquilo que é importante para Santa Catarina, e não deixar se influenciar. Porque há público presente, tem que fazer um discurso transformador, dizendo que quem está no governo não presta, não vale nada. Isso aí, sinceramente, não é para professor. Acho que o eminente deputado Joares Ponticelli deve ter sido um péssimo professor em sala de aula, porque pela forma como ele faz os seus discursos aqui, enganando a população, deve ter cometido pecado mortal na sala de aula, com certeza.

Deputado Joares Ponticelli, é preciso trazer a verdade aqui! Não se pode vir aqui na tribuna com discursos levianos, mentirosos. Nós precisamos buscar a verdade, doa a quem doer! Precisamos trazer a verdade!

Hoje há uma decisão que não está concluída, e o estado não tem como pagar. Nem pode pagar esse valor porque seria sacar realmente dinheiro do estado de Santa Catarina, do povo catarinense. Essa obra pode valer, corrigido, um valor "x" que o empresário que investiu tem que receber. Agora, não é um valor astronômico dessa natureza.

Então, o processo ainda está tramitando; naquele dia os procuradores foram claros com o presidente da comissão de Transporte ao dizer que ainda há várias ações que ainda podem...

Assim, o que não queremos é que o governo passe e outro venha a pagar. Porque não é diferente. É preciso trabalhar em conjunto para que a população de Santa Catarina não pague aquilo que não deve. E acho que a população não deve aquilo tudo; deve, sim, aquilo que for corrigido, daí tudo bem. A população não pode pagar o volume que está sendo encaminhado! Com isso eu concordo plenamente!

Então, precisamos vir aqui neste Parlamento fazer os nossos discursos, seja Situação, seja Oposição, mas não falar, como fizeram ontem, que o governador Luiz Henrique da Silveira é um governo irresponsável, um governo inoperante, um governo que não cumpre nada. É preciso ter respeito pelas pessoas que o povo elegeu. E o povo teve chance de eleger o outro e não elegeu porque não quis! Ele deve ter tido problemas e foi por isso que o povo não o elegeu.

Portanto, é preciso respeitar as pessoas que, soberanamente, foram eleitas pelas urnas e vêm fazendo o seu trabalho com responsabilidade, com ação, com realização, com o compromisso que têm com o povo e com o dinheiro que é muito bem zelado.

É preciso esclarecer que não podemos vir aqui jogar pedra só para quebrar a vidraça e ver o que acontece. Acho que está na hora de termos muita responsabilidade com as nossas ações aqui no Parlamento. Por quê? Porque todo mundo conhece toda a verdade. Eu tenho cinco mandatos nesta Casa, e eu não me esqueço de detalhes, não esqueço que, quando descontaram os 60 dias dos professores que estavam paralisados, as moedas desceram ali. Eu não me esqueço de nada. E isso aconteceu com quem? Quando houve aquele discurso inflamado do deputado Joares Ponticelli, foi o pessoal dele que recebeu aquelas moedas.

Então, é preciso não mudar o perfil e saber do seu passado para não ser cobrado depois. Estamos cobrando aqui porque nós queremos um Parlamento forte, que busque resultados, que seja Oposição ou Situação, mas dentro de uma linha de responsabilidade. Não podemos trazer aqui aquilo que não pode, só para se promover em cima disso. Isso a população não aceita mais, e por isso as pessoas vão para o desespero e fazem esse tipo de discurso.

Mas, com certeza, nós haveremos de estar juntos, e a comissão de Transporte vai participar passo a passo para buscar um resultado, aquele que for possível, viável, justo, com a parceria do Parlamento. E não iremos negar porque não somos caloteiros, mas vamos pagar aquilo que for justo. O governo tem que esperar a decisão da Justiça, e esperamos buscar um resultado altamente conciliador em que o estado possa pagar, o empresário possa receber e a população não seja penalizada.

Por isso que eu não poderia deixar de registrar esse fato, sem levar para campo nenhum, só para o campo da verdade, que é o mais importante no nosso estado.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)