Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Gelson Sorgato

107ª Sessão Ordinária - 30/11/2000

O SR. DEPUTADO GELSON SORGATO - Sr. Presidente e Srs. Deputados, queremos dar as boas-vindas ao empresário Antônio Rebelato, de Chapecó. E temos o prazer de dizer que seus familiares são oriundos de Xaxim.

O Diário Catarinense publica hoje dados do IBGE e da Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente sobre o índice de desenvolvimento social dos 293 Municípios do Estado de Santa Catarina. Estão contempladas nos primeiros lugares as cidades de Jaraguá do Sul, Brusque e Blumenau, que são cidades colonizadas por alemães.

Por isso queremos parabenizar o povo de origem alemã por ter implementado em suas cidades o desenvolvimento social através dos seus administradores municipais e, também, através de convênio com os Governos estadual e federal.

No ranking temos o índice alto, o índice médio alto, o índice médio, médio baixo e baixo.

Por isso esses índices são tão importantes. São cálculos feitos de pessoas que estudam na cidade, que tem repetência escolar, saneamento básico, controle de natalidade, que não tem repetência escolar e que tem uma qualidade vida muito importante.

Colocaríamos, sobre esses gráficos, que as políticas implementadas pela Casan, Celesc e outras empresas vinculadas ao Governo do Estado, como a Secretaria de Educação, se utilizassem desses dados para fazer o último colocado neste ranking chegar a primeiro colocado, sem perder de vista que as pessoas que moram nos pequenos Municípios ou na pequena cidade de Entre Rios ou Garuva, possam ter a mesma oportunidade que os grandes centros que fazem convênio com o Sebrae, que tem uma boa formação, pois as pequenas cidades, pelo número de habitantes e pelas dificuldades de acesso, não conseguem ter esses benefícios.

Esses convênios que o Estado faz, que sejam feitos no saneamento básico. A Casan não implementa desenvolvimento de saneamento numa cidade que tenha menos de 50.000 habitantes porque é inviável. Mas justamente esses pequenos Municípios tem uma assistência técnica menor, uma receita menor e oferecem poucas perspectivas para o cidadão que lá vive.

Ainda falta falarmos do êxodo rural. Nosso agricultor sai do campo e vem morar na cidade ou nas grandes metrópoles, Joinville, Blumenau, Florianópolis, Chapecó, Curitiba, Porto Alegre ou São Paulo.

É preciso fazer alguma coisa quanto a esses índices e realizar um trabalho conjunto das Secretarias e das empresas vinculadas a fim de reter o produtor na pequena cidade, onde hoje não tem perspectiva de ter um bom trabalho e um mínimo de renda para se manter como um profissional que tem uma formação. Não fica na pequena cidade porque não há perspectivas de melhoria de qualidade de vida e nem de renda.

Por isso temos que implementar políticas que visem o desenvolvimento dos pequenos e médios Municípios. Porque existem regiões que não são contempladas com rodovias, comunicação, educação, saneamento básico ou outros índices que possam melhorar a qualidade de vida.

O SR. PRESIDENTE (Deputado Pedro Uczai) (Faz soar a campainha) - A Presidência comunica que V. Exa. dispõe de um minuto para concluir o seu pronunciamento.

O SR. DEPUTADO GELSON SORGATO - Já concluirei, Sr. Presidente.

Esta Casa terá a oportunidade de, no Orçamento Regionalizado, também contribuir para o desenvolvimento dessas regiões menos desenvolvidas.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)