5ª Sessão Extraordinária - 28/03/2006
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, srs. deputados, visitantes que nos dão a honra de prestigiar o nosso Parlamento, eu não poderia de deixar de assomar à tribuna para poder contestar um pouco daquilo que falou, na tarde de hoje, o deputado Joares Ponticelli. Só lamento profundamente que ele não esteja presente. Gostaria que ele estivesse, para que eu pudesse falar olhando nos seus olhos; mas, infelizmente, ele não está.
Eu entendo que o deputado Joares Ponticelli tem que mudar o CD, o disco ou a fita, porque todo dia é a mesma coisa! São críticas e críticas, ele não mede o que fala.
Amanhã, vai ser contestada por outros deputados a questão da escola, em Joinville. Foram feitas críticas infundadas, não verdadeiras, tentando manipular as questões do estado.
Então, é um desespero muito grande, fruto dos acontecimentos em nível nacional, que vão tomando conta. Por quê? Porque o partido do deputado Joares Ponticelli, em nível nacional, está terminando. A cada momento um é afastado, um é cassado, outro foge, outro desaparece.
Tivemos a questão do deputado Severino Cavalcanti, cassado pelo mensalinho. Mas primeiramente o deputado Joares Ponticelli fez aqui um discurso empolgado, dizendo que o partido dele assumira a Presidência da Câmara dos Deputados; logo depois o seu presidente foi cassado em virtude do mensalinho. Em seguida o presidente do seu partido, deputado Pedro Corrêa, foi cassado pelo mensalão; havia outros processos contra ele, mas foi cassado pelo mensalão. Depois há o Janene, que está praticamente desaparecido, fugido, não apareceu mais, sumiu; apresentou um atestado médico alegando problemas de coração, etc., porque na verdade o "valerioduto" está fazendo mal, botou a mão em R$ 7 milhões. E agora o presidente de honra do partido é um ex-presidiário, pois o Maluf esteve preso.
Então, essas coisas são muito complicadas. Por isso ele fica desesperado, pois sabe perfeitamente que o seu candidato não vai sair candidato. E aí ele fica jogando pedra para todos os lados, não olhando em que vidraça elas batem.
Eu concordo que nós precisamos da Oposição. Inclusive, há um parlamentar na minha frente, que é do PP, a quem eu respeito muito, porque sabe criticar da tribuna, sabe elogiar, tem conhecimento, faz o papel de oposição quando é preciso e é verdadeiro também quando faz um elogio. Este é o papel da Oposição.
Agora, o deputado Joares Ponticelli não! É uma fita só, um disco só, tanto que a agulha está rompida de tanto bater na mesma tecla, no mesmo disco e na mesma fita. E isso, evidentemente, não contribui em nada.
Eu sei que ele foi líder da bancada do ex-governador Esperidião Amin e na sua região deixou a desejar, pois não fez obra alguma, não fez nada, tanto que agora está desesperado.
Enquanto isso, a obra está lá, fizeram a festa, entregaram a ordem de serviço e ele não falou mais na rodovia que liga Santa Rosa de Lima. Por que não falou mais? Porque as máquinas estão trabalhando! Então, ele não pode falar! E por que não falou mais da estrada do Camacho? Na primeira etapa do aeroporto de Jaguaruna feita em parceria com o governo federal?
Evidentemente, o deputado Joares Ponticelli não contribuiu em nada e faz críticas que não são verdadeiras, pois são críticas levianas.
Por isso a sociedade tem que analisar com profundidade aqueles que fazem críticas. A Oposição tem o dever de criticar, de fiscalizar, de trancar o governo, mas essas críticas com a mesma fita, com o mesmo assunto todo o dia, não dá mais para agüentar e eu acho que a população que assiste à TVAL está cansada de tudo isso.
E agora ele vem aqui falar de uma escola que está interditada, que está com problemas. Com certeza, em três anos nenhuma escola deveria ter problemas. Então, evidentemente, ela já vinha com problemas por falta de recuperação.
Sabemos perfeitamente que todos os governos têm os seus problemas. Mas eu não posso admitir que ele, em nenhum momento, venha a esta tribuna para contribuir, para apresentar um projeto bonito para o governo, para a sociedade. Ele está aqui lutando e desejando o seguinte: quanto pior o governo, melhor.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Eu vou ouvir v.exa., deputado Vieirão, pois é uma pessoa que tem conhecimento, uma pessoa coerente , com certeza, a sua posição será sempre respeitada por mim pela sua forma de agir, pelo seu conhecimento, pelas suas contestações, defendendo, criticando, que é o papel fundamental de quem conhece e tem coerência.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Obrigado, deputado Manoel Mota. Fiquei até preocupado, pois pensei que era uma declaração de voto seu à minha pessoa como deputado estadual. Agradeço e aceitaria um voto seu, porque é um voto de qualidade.
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Se eu não fosse candidato...
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - É um voto de qualidade!
Mas, deputado Manoel Mota, eu, em parte, até concordo com v.exa. de que muitas vezes olhamos tudo de ruim no governo, mas nós somos deputados de oposição e somos obrigados a vir para essa tribuna para trazer aquilo que sai na imprensa.
Saiu na imprensa o seguinte: "Escola estadual interditada". V.Exa. diz que esse problema já deve ter vindo do governo passado, mas este governo já está há três anos e dois meses e não vai arrumar a escola?
O deputado Dentinho trouxe uma relação das 43 escolas que estão sendo reconstruídas, mas essa escola não está na relação! Então, o governo atual não deseja realmente recuperar essa escola.
A deputada Simone Schramm diz que o problema é com a linha de transmissão da Eletrosul. O que tem isso a ver com a água que está aflorando? O que tem isso a ver com os vidros quebrados? Ficamos preocupados!
Os jornais publicam: "Dívida ameaça operação da Polícia Militar". Eu acho que o jornal Diário Catarinense está fazendo o papel de oposição. Eu entendo que o Diário Catarinense também tem que ser questionado por v.exa., que deve só elogiar o governo, porque alega que a Polícia Militar não está mais pagando os seus fornecedores. O governo diz que vai liberar R$ 2 milhões e depois mais R$ 4 milhões.
Então, eu gostaria de saber, deputado Manoel Mota: qual é o rombo realmente do governo do estado? Não quero criticar absolutamente, não quero trazer documentos fantásticos para cá, mas gostaria que v.exa., como líder do PMDB, dissesse se o governo está nessa determinada situação.
Hoje, inclusive, saiu no jornal, na coluna do jornalista Prisco Paraíso, que o governo foi buscar dinheiro no Ipesc para pagar a folha de pessoal. Eu fico preocupado, deputado Manoel Mota, porque não posso acreditar que o governo do estado esteja nessa linha que foi traçada pelo governo Paulo Afonso. Não acredito que Luiz Henrique vá na mesma balada! Não quero acreditar!
Sou deputado da Oposição, mas não quero ficar torcendo para que a situação fique crítica. Gostaria que v.exa. nos ajudasse com elementos e informações, até para cumprimentar o governo se ele estiver agindo com correção, não deixando buraco e pagando as suas contas.
Esta é uma provocação que faço a v.exa. como deputado da Oposição elogiado por v.exa., no sentido de que as coisas possam encaminhar de uma forma muito mais favorável para a sociedade catarinense.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Eu quero dizer a v.exa. que nós temos um governo responsável, criativo, moderno, novo e que em nenhum momento atrasou um dia a folha de pagamento! O governo não atrasou nem meia hora e não é agora que vai atrasar!
O governador está tentando equilibrar todas as suas contas. Ele vai-se licenciar no dia 9 de abril, porque nós pedimos para ele não renunciar, pois não se sabe o desdobramento do dia de amanhã. Mas v.exa. pode ter certeza absoluta de que o governo está equilibrado.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira (Intervindo) - Deputado Manoel Mota, este governo termina no dia 31 de dezembro e não no dia 9 de abril.
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Fique tranqüilo, deputado, porque este é um governo equilibrado, que está atuando e está fazendo obras. A sociedade sabe que tem um governo que é um orgulho para o nosso estado, que sabe o que quer, que sabe o que faz e faz em nome do povo. É isso que o povo quer!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)