Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Joares Ponticelli

74ª Sessão Ordinária - 04/10/2005

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sr. presidente, sra. deputada Ana Paula Lima, srs. deputados, também quero cumprimentar os meus particulares amigos, o prefeito Gabriel Bianchet, conterrâneo de Pouso Redondo, adotado pelo sul do estado, assim como este deputado, o meu querido amigo Nardo Nese, ex-prefeito de Gravatal e secretário executivo da Amurel, o nosso presidente da Câmara de Jaguaruna, Valdir Gelosa, enfim, cumprimento todos que nos prestigiam, assim como os novos líderes partidários que assumem essa missão agora, deputados Sérgio Godinho, Afrânio Boppré e Duduco, que, ingressando em partidos que ainda não tinham representantes nesta Casa, passam a ser líderes partidários também, deputado Manoel Mota.

Cumprimento e desejo muito sucesso ao meu líder, deputado Celestino Secco, ao deputado Antônio Carlos Vieira, nosso vice-líder da bancada, ao tempo que quero mais uma vez agradecer aos deputados Celestino Secco, Vieirão, Lício Silveira, Reno Caramori e Valmir Comin, pelo apoio, pela solidariedade que recebi ao longo desses dois anos e nove meses que desempenhei a função de líder.

São quase cinco anos, deputado Antônio Carlos Vieira, que me encontro nessa condição. Já era tempo, vereador Targino, secretário da Saúde de Garopaba, de passar o bastão, deputado Celestino Secco.

Desde que aqui cheguei, no ano de 1999, estou transitando entre as lideranças de bancadas. No anos de 1999 e 2000 assumi a condição de vice-líder do governo, quando ainda era líder o deputado Paulinho Bornhausen. E nos anos de 2001 e 2002 tive a missão de liderar a bancada governista, a base do governo Esperidião Amin, aqui, nesta Casa, quando desempenhei a função de líder do governo, o que muito me gratificou.

Nesses dois anos e nove meses estou por delegação dos meus colegas, dos meus companheiros, dos meus amigos, liderando a bancada do PP. E tenho certeza, deputados Celestino Secco, Antônio Carlos Vieira e Lício Silveira, que cumprimos a nossa missão. Não tenho dúvida de que foi a bancada, ao longo desse período, que deu visibilidade às ações, às propostas, àquilo que pretende o PP. E cumprimos o nosso papel com coerência e com responsabilidade.

O povo nas urnas de 2002 nos colocou na condição de opositor e exercitamos essa oposição com coerência, com responsabilidade, votando a favor daquilo que entendemos positivo, que entendemos bom para Santa Catarina e posicionando-nos contrariamente, deputado Dionei Walter da Silva, a tudo aquilo que entendíamos não ser de tanto benefício para a nossa gente.

Tenho consciência e convicção de que a nossa bancada, sob o comando do deputado Celestino Secco, com a parceria do deputado Vieirão e a solidariedade de todos nós integrantes da bancada, haverá de continuar no mesmo caminho, na mesma trilha de realizar essa oposição, porque foi essa a condição que o povo nos deu.

Nós não nos curvamos, deputado Vieirão, nós não nos entregamos às ofertas, às propostas. Alguns cederam nesse período, é verdade, mas os seis que ficaram sabem aonde querem chegar, conhecem a proposta do partido, sabem da missão que as urnas nos conferiu e certamente têm muita responsabilidade com o projeto eleitoral do próximo ano.

Por isso, quero desejar mais uma vez ao meu líder, deputado Celestino Secco, ao meu vice-líder, deputado Antônio Carlos Vieira, muito sucesso nessa empreitada e que contem com a minha lealdade, com a minha solidariedade.

Quero trazer outro assunto, deputado Pedro Baldissera, que considero o atestado, o reconhecimento, a declaração do próprio governador de que as secretarias regionais não funcionam.

Manchete do Jornal de Santa Catarina, pág. 32, edição de hoje, deputado Pedro Baldissera: "Luiz Henrique cobra mobilização de regionais". E aí o resumo da reunião havida na cidade de Rio do Sul, que não foi uma reunião, foi uma assembléia dos secretários, pois são em torno de 50 secretários, que certamente foram convocados por serviço de alto-falante, prefeito Gabriel, porque para fazer uma assembléia com mais de 50 secretários tem que botar serviço de alto-falante na rua. Inclusive essa reunião deve ter sido realizada em um ginásio de esportes em Rio do Sul.

Nessa reunião, nessa assembléia em Rio do Sul, o governador Luiz Henrique reconheceu, deputados Celestino Secco e Antônio Carlos Vieira, que esse negócio não funciona, que esse negócio só tem o objetivo de produzir votos, de atuar como um comitê eleitoral, senão, ele próprio não puxaria a orelha dos secretários regionais.

E o interessante, deputado Francisco Küster, foi a declaração de um membro do governo da regional de Brusque, no dia de hoje. E aí me permita o deputado Paulo Eccel, porque eu preciso aqui reproduzir.

Um membro da secretaria regional de Brusque, deputado Celestino Secco, em uma entrevista na manhã de hoje, quando tentava explicar esse puxão de orelhas que levaram do governador, disse o seguinte: "Pois é, o problema é que está pegando no povo esse negócio de que as regionais são apenas cabide de emprego. E agora o governador disse que temos que sair em campo para mostrar que não é bem assim."

Então, prefeito Gabriel, prefeito Nardo, eles já perceberam, eles já sentiram a voz das ruas de que esse negócio não tinha outro objetivo a não ser criar estruturas eleitorais, que não produziram o que se esperava em 2004, na eleição para prefeitos. O governador tinha afirmado que iriam fazer 200 prefeitos, e fizeram pouco mais de 100. E certamente, deputado Manoel Mota, esse recado já é um reconhecimento antecipado da derrota nas eleições do próximo ano. Esta é a preocupação do governador.

Eu imagino, deputado Manoel Mota, que uma notícia como essa deve deixá-los preocupados. Eu sei que no domingo, na reunião do PMDB, em Palhoça, v.exa. e outros já saíram preocupados com uma determinada declaração do governador. A rádio corredor da Assembléia Legislativa, deputado Celestino Secco, já dá conta de que alguns saíram muito preocupados com o que ouviram do governador, na reunião de Palhoça, no domingo. E nessa assembléia feita no ginásio de esportes em Rio do Sul, com grande quantidade de secretários de estado, parece-me que a presença, a cobrança do governador não foi menos efetiva.

Então, estamos diante de uma realidade, deputado Pedro Baldissera, em que o próprio governador atesta que esse negócio não funciona. E aí, deputado Manoel Mota, eu imagino a dificuldade de v.exa., que tem feito um esforço sobre-humano, sobrenatural até, para defender o indefensável nesta Casa. Imagino que v.exa. vai ter ainda mais dificuldades para defender a ineficiência do atual governo.

Meu futuro deputado Kennedy Nunes, futuro colega da nossa bancada, pode continuar afirmando no seu programa, lá em Joinville, e em toda região, que esse negócio, que essa idéia da descentralização não deu certo mesmo, uma vez que o próprio governador reconheceu isso na assembléia geral dos secretários, havida na cidade de Rio do Sul.

Então, daqui para frente, deputados Celestino Secco e Antônio Carlos Vieira, eu vou ficar ainda mais atento, quando eles vierem aqui defender esse negócio e dizer que funciona, dizer que levaram o governo para perto do povo. Eu quero lembrar sempre dessa declaração do governador dos catarinenses, puxando a orelha mais uma vez, dizendo: "Minha gente, vamos iludir, vamos mentir, vamos enganar o povo e fazer de conta que isso funciona, porque o povo já está percebendo que foi enganado".

Então, fico muito feliz porque dificilmente o governador faz alguma declaração tão verdadeira. E é preciso ter coragem para fazer um reconhecimento público como esse, em afirmar que as tais secretarias regionais não têm nenhuma utilidade, a não ser fabricar candidatos a prefeito em 2004 e a deputado em 2006, para desespero de alguns, conforme ocorreu na reunião do último domingo, no município de Palhoça.

Deputado Celestino Secco, estou com a alma lavada, porque até aqui eram as oposições que diziam que esse negócio não funcionou, que esse negócio é puramente eleitoreiro. Agora, o governador, que está arrumando as malas... Deputado Julio Garcia, nosso quase governador deputado Julio Garcia, espero que com esse reconhecimento público o governo possa efetivamente repensar.

Ainda temos alguns meses até ele renunciar, porque vai renunciar em abril. Mas acho que vai ser em março, porque vai acabar sendo candidato ao Senado. Ele não vai ter coragem de disputar o governo novamente. Mas até lá que ele possa reavaliar esse negócio, porque não funcionou.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)