44ª Sessão Ordinária - 21/06/2005
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Sr. Presidente, Sra. Deputada Simone Schramm, Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira, faço uso da tribuna para dizer que enfim Florianópolis volta a ter os seus dias calmos, tranqüilos como uma cidade pacata, porque foi resolvido o problema do transporte coletivo, - o preço abusivo das passagens de ônibus.
O Prefeito Dário Berger agora vai diminuir o ISS. Que bom! Sendo assim, após fazer baixar o valor do ISS, chegou a um acordo, Deputado Antônio Carlos Vieira, encontrou a solução para que a passagem do transporte coletivo seja mais barata em Florianópolis.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Pois não!
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Deputado Nilson Machado, fico pasmo com essa posição porque o Prefeito Dário Berger tinha em sua mão um projeto aprovado na Câmara, dando subsídio para a passagem de ônibus. Mas ele não quis assinar. Agora quer reduzir o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza que essas empresas devem pagar. Ora, eu acho isso um absurdo! A fonte é a mesma! Se não paga aos cofres para dar o subsídio, o dinheiro não vai entrar pela redução do imposto! É um absurdo!
Eu sou sincero! Essas pessoas que se dizem inteligentes, cada vez mais demonstram que de inteligentes não têm absolutamente nada! Falta, sim, alguém que assopre. Penso que foram buscar o Jaime Lerner lá do Paraná para vir aqui dizer que pelo ISQN pode dar subsídio, mas se verificarem, o Governo Municipal passado já tinha encaminhado para a Câmara Municipal essa proposta.
Agora, ele vai dar redução como? Sem a Câmara Municipal aprovar? Eu creio que ele está ferindo a Lei de Responsabilidade. Ele que assine de uma vez, definitivamente, a lei que concede o subsídio, e está tudo feito, tudo resolvido, porque quem vai pagar mesmo somos todos nós contribuintes dos tributos municipais.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Deputado, V.Exa. expressou o meu pensamento nesse aparte. Por isso vou falar sobre outro assunto.
Gostaria de dizer, Sr. Presidente, Sra. Deputada Simone Schramm, Deputado Wilson Vieira, que também fico triste ao saber que a partir de hoje está aberta a temporada dos "pardais" e dos fotossensores na Capital dos catarinenses. Que maravilha! Agora os cofres do Município vão engordar com as multas aplicadas!
Alguém me perguntou: "Deputado, o que o senhor acha? O senhor concorda que haja alta velocidade na Avenida Beira-mar Norte?" Não! Eu não concordo com a alta velocidade! Mas podemos ter outra medida disciplinar, temos como chamar atenção. É só com multa que se disciplina, que se ensina, que se constrói? É só aplicando multas, colocando fotossensores, colocando radares, "pardais", que se resolve? Não é, não. É mais interessante, sim, pois esses "pardais" têm os mesmos efeitos daquelas operações que existem na cabeceira da Ponte Colombo Salles e na cabeceira da Ponte Pedro Ivo, com os policiais parando os carros, fazendo blitz para encontrar drogas, encontrar armamentos. E se não encontram nada, aplicam multas, engordando os cofres do Estado.
É tudo a mesma coisa, é tudo farinha do mesmo saco. É um absurdo, pois o povo é quem paga por tudo isso. E quanto à segurança, que é algo bom, não sei se há muita, eis que acabaram de matar uma senhora na porta da Assembléia Legislativa. Um cidadão disparou uns tiros e acabou por matar uma senhora. Essa é a segurança que temos aqui em Florianópolis.
Sra. Deputada, uma senhora acabou de receber tiros aqui, na porta da Assembléia Legislativa. E a segurança? Às 17h, em frente à porta da Assembléia, aconteceu essa tragédia. E a blitz continua nas cabeceiras das pontes. A blitz para render fundos para os cofres públicos continua, os radares continuam, tudo continua. Agora, onde está a segurança? Cadê a segurança? Aconteceu aqui, na praça da Bandeira, agora, há pouco. E a vida continua.
Também gostaria de dizer, Sr. Deputado, que eu li nos jornais de hoje, aliás, todos os dias eu acompanho muito o diário do leitor de todos os jornais, mas com muita atenção eu li hoje, no Diário Catarinense, várias pessoas falando do recesso.
O projeto da minha grande amiga, a nobre Deputada Ana Paula Lima, não obteve os votos necessários, porém, acho realmente que o projeto era interessante. Eu fiz a minha abstenção, exijo respeito com a minha abstenção, pois achei que o processo estava embaraçado aqui dentro, naquele momento. Inclusive na Bancada da própria Deputada estava meio embaraçado, meio difícil de assimilar as coisas, e eu preferi a abstenção. Diz ela que no ano que vem vai colocar novamente. Quem sabe, o projeto entrando de uma maneira melhor, com tudo bem esclarecido, teremos o aval de todas as Bancadas, incluindo a do PT, pela qual tenho o maior respeito.
Deputado Paulo Eccel, Deputado Pedro Baldissera, Deputado Afrânio Boppré, Deputado Wilson Vieira, todos Deputados, Deputado José Serafim, com certeza vamos poder contar na próxima Legislatura com todos aqui. E eu não desejo mandato só para eles, não. Gostaria que esses Deputados continuassem nesta Casa, eu gostaria, sim. Tomara que o povo de Santa Catarina vote nessas pessoas, eis que são homens íntegros. Inclusive, trabalham a favor de Santa Catarina. E não quero que pensem que estou aqui para apagar o fogo com gasolina! Não, absolutamente! Eu tenho o maior respeito por todos, mesmo porque já fui eleitor do Deputado Afrânio Boppré em uma outra oportunidade.
Gostaria de dizer que vejo com tristeza algumas pessoas, com telhado de vidro, que escrevem para jornais, como, por exemplo, um cidadão, que eu não vou citar o nome todo, com o nome de Carlos, funcionário público estadual - e o passado dele eu conheço muito bem -, que mandou uma carta para o jornal. Ele deveria me explicar por que saiu do bairro Monte Verde. A moral dele não estava muito boa, não. Nas duas vezes em que ele representou duas agremiações aqui, na Capital, foi uma vergonha. E nós deveríamos procurar a ficha funcional dele, no hospital onde ele trabalha, para ver se ele é bom funcionário mesmo. Precisamos ver onde ele é filiado. Ele manda cartas para o jornal, mas tem telhado de vidro.
É muito bom pegar e escrever para o jornal, dizer abobrinhas, palhaçadas, com o seu telhado de vidro, Sr. Carlos. Eu me nego a dizer o seu nome todo, porque eu o conheço muito bem dos corredores do hospital, sim. O senhor, antes de escrever para os jornais, deve ver o seu telhado. Onde já se viu mandar cartas para o jornal dizendo que existem pessoas em cima do muro, iguais a ele?!
Na administração anterior elogiou bastante a ex-Prefeita, hoje, elogia o início do atual. Votou no Prefeito Dário abertamente. E eu nem sei de que Partido ele é. É filiado a um Partido aí.
E o mensalão continua lá em Brasília. Eu não sei se esse cara-de-pau tem moral para mandar carta para o jornal, criticando Deputados. Temos que mandar buscar a ficha dele para ver. Há pouco tempo ele andava por aqui, pelos corredores da Assembléia Legislativa, porque um ex-Secretário de Saúde conseguiu uma boquinha para ele andar nos corredores da Assembléia para lá e para cá. Ele é cara-de-pau. E nós vamos encontrá-lo. Às vezes costumo encontrá-lo nos corredores do hospital, outras vezes, lá no morro, cara-de-pau.
Acho isso um absurdo! Claro que o jornal está lá para atender as cartas, é o seu papel, e o papel aceita tudo. Mas esse cidadão é um tremendo cara-de-pau! Já vi diversas denúncias dele, mas ele não tem moral para mandar carta para jornal!
Sou um profundo conhecedor da situação política dele, até como funcionário. Vive mandando cartinha, dizendo que fulano está em cima do muro, igual a ele! Naquela agremiação carnavalesca ninguém sabia de que lado ele estava; lá na Saúde, na associação, ninguém sabe de que lado ele está, politicamente ninguém sabe de que lado ele está. Nunca está satisfeito com nada, mas está bem esse cara-de-pau!
Por isso faço uso da palavra, porque fico chateado com essas pessoas que ficam usando carta ao leitor, pessoas com telhado de vidro, pessoas com suas vidas não muito transparentes.
Tenho o maior respeito pelo jornal e por isso não vou rasgar o jornal, mas a carta desse fulano não serve. Tenho que rasgar a sua carta.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)