3ª Sessão - 19/01/2006
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, imprensa que nos prestigia sempre acompanhando o nosso trabalho no Parlamento catarinense, hoje, quinta-feira, é um dia muito importante para podermos colocar aqui o que aconteceu durante a semana nesta Casa.
O meio de campo lança a bola e o deputado Joares Ponticelli chega atrasado ou fica impedido, ele não consegue fazer gol. A cada momento ou ele sai na frente e está impedido ou a bola é muito forte e ele não alcança, porque tudo aquilo que ele falou ontem é um gol contra.
Enquanto o governo do estado de Santa Catarina está lá em Moscou, na Rússia, negociando a questão do embargo para salvar as empresas catarinenses da área das agroindústrias, nós ficamos aqui tentando fazer gol contra, como fez o deputado Joares Ponticelli ontem, dizendo que o governador não tinha agenda e que fracassou na viagem.
O jornal diz que a documentação vai ser estudada para poder de uma vez por todas suspender o embargo, a fim de que Santa Catarina continue exportando para aquele país, que absorve mais de 50% do que produzem as nossas agroindústrias. A Argentina já liberou ontem.
Precisamos de um trabalho com a responsabilidade de Luiz Henrique da Silveira e da sua equipe, que conta com o secretário da Agricultura, que está acompanhando e defendendo a nossa economia, as nossas empresas e a área da agroindústria em Santa Catarina, principalmente do oeste, que é fundamental para a economia do estado. E nós ficamos tentando fazer gol contra Santa Catarina e contra os nossos empresários.
Acho que precisamos fazer uma reflexão para perceber que nem sempre, em todos os momentos, estamos no caminho certo, pois temos que admitir que, às vezes, estamos no caminho equivocado, que não ajuda e nem constrói nada para o nosso estado.
Santa Catarina, pela primeira vez, tem um governo que vem investindo muito forte no turismo. Não adianta só dizer que temos potencial sem investimento. A obra que foi premiada para minha região, que a coloca como segundo pólo turístico do Brasil, vai custar R$ 20 milhões, é verdade, mas é com investimento que a sociedade fará a grande colheita da grande indústria sem chaminé, que é o turismo aqui no estado de Santa Catarina.
A travessia pela serra do Faxinal diminui em 200 quilômetros o percurso para quem vem de Canela, Gramado, Caxias do Sul e Bento Gonçalves. Evidentemente que isso trará turistas daquela região toda para Santa Catarina, para os nossos grandes balneários do sul, como Passo de Torres, Balneário Gaivota, Arroio do Silva, Morro dos Conventos e Rincão.
O mais importante é que lá estava previsto fazer a obra com recursos do Prodetur, mas nós ainda vamos raspar o BID e aquela estrada será realizada com o dinheiro do BID. E os recursos do Prodetur nós vamos colocar na Interpraias, obra fundamental para desenvolver toda aquela região.
Srs. deputados, quantos e quantos me criticaram, deputado João Henrique Blasi, pelos fechamentos da Br-101? Quantas e quantas vezes fui criticado por alguns e elogiados por outros, quando nós enfrentávamos o fechamento da BR-101? Agora toda a sociedade tem plena consciência de que se demorou muito para se fazer tudo o que se fez, porque se está levando de cinco a nove horas para percorrer os 200 quilômetros que separam Araranguá de Florianópolis.
Os turistas argentinos estão entrando em massa no Brasil. E como fica o nosso turismo se um veículo leva oito horas para percorrer 200 quilômetros de Araranguá a Florianópolis?
Srs. deputados, eu preciso reconhecer que todos os compromissos assumidos conosco, em todos os movimentos, pelo governo Lula, foram cumpridos. Prometeu que iniciaria lá em Navegantes e cumpriu; prometeu que sairia a ordem de serviço até o final do ano e cumpriu.
Agora preciso cobrar do DNIT uma ação mais rápida de algumas empresas que estão trabalhando muito lentamente, como no trecho mais crítico, de Palhoça a Paulo Lopes, onde as obras caminham a passos de tartaruga.
O governo disse para quem quisesse ouvir que sobrarão R$ 170 milhões empenhados para a BR-101 e que não serão pagos porque não existem obras. Então, é preciso cobrar das empresas, que precisam colocar mais máquinas e acelerar o ritmo das obras para que não sejam tão lentas, já que o lado do Rio Grande do Sul está andando a todo vapor. E nós criamos uma comissão permanente de acompanhamento, início meio e fim, porque não queremos apenas a duplicação, mas uma obra de qualidade para Santa Catarina, para o Brasil, porque a obra é do sul do Brasil, é do Mercosul.
Mas hoje essa obra está trazendo uma preocupação muito grande porque está lenta, muito demorada em alguns trechos e em outros não, ou seja, onde as empresas pegaram com mais força. Então o DNIT precisa acompanhar passo a passo, para que essas empresas que estão atrasadas, que toquem à noite, que acelerem, porque nós temos só mais quatro anos. Se agora já levamos nove horas de viagem de Araranguá até aqui, como é que vai ficar daqui a dois ou três anos?
Srs. deputados, é preciso que essa obra seja acelerada, pois é uma obra vital para o desenvolvimento, é uma obra vital para o Mercosul, que traz o turista para o nosso estado. V.Exas. sabem como estão andando os carros que vêm da Argentina? Eles vêm em comboio de oito, dez e até de 20 automóveis. Falaram que os argentinos não viriam para o Brasil. Posso dizer que as praias estão sendo invadidas por turistas argentinos, porque eles estão vindo em comboio. É uma loucura o que há de argentinos na BR-101!
Evidentemente que ninguém agüenta mais o tráfego na BR-101. Quem viaja por essa estrada se estressa no mínimo por uma semana. Então, precisamos de uma ação de cobrança, de uma luta permanente para que essa obra não sofra nenhuma paralisação e que essas empresas que estão lentas sejam cobradas, no sentido de melhorar sua performance, colocando maior quantidade de equipamentos para trabalhar. Enfim, é preciso que o DNIT busque alternativas para viabilizar o mais rapidamente possível a conclusão dessa grande obra vital para o desenvolvimento de Santa Catarina e do Brasil.
Na minha região ninguém mais investia, empresa nenhuma se instalava. Agora, com a perspectiva da duplicação da BR-101, empresas estão-se colocando à disposição para se instalar, para gerar emprego e renda, o que é fundamental para a nossa região, que hoje ainda é considerada a segunda mais pobre de Santa Catarina, só ganhando da região serrana, da região do deputado Sérgio Godinho, que é considerada a mais pobre de Santa Catarina.
Nós temos que virar essa página e trazer o desenvolvimento para a nossa região. E é assim que nós lutamos aqui, no Parlamento catarinense, ou seja, buscando alternativas e viabilizando-as. Se na minha região não existem grandes indústrias, o turismo é a nossa grande indústria sem chaminé, pois não polui.
O governo do estado de Santa Catarina, na pessoa de Luiz Henrique da Silveira e de Eduardo Pinho Moreira, está investindo muito para que nós possamos colocar a nossa região num patamar ideal de desenvolvimento, que será reconhecido por toda Santa Catarina.
É dentro dessa linha que nós estamos trabalhando e pedindo ao Parlamento catarinense que, juntamente conosco, cobre uma ação mais efetiva na nossa BR-101. As obras não podem parar nem um minuto e isso não está acontecendo. Temos, pois, que cobrar das empresas que estão trabalhando devagar para acelerarem mais, para que possamos buscar essa alternativa de desenvolvimento, que é a indústria do turismo, tão importante para o Brasil e para o Mercosul.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)