Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

35ª Sessão Ordinária - 03/05/2011

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente e srs. deputados, pessoas que nos acompanham pela TVAL, pela Rádio Alesc Digital ou presentes aqui nesta tarde.

Quero, de forma especial, cumprimentar os servidores e servidoras da Fatma. Parece que agora estamos num país e também num estado de partido único. É possível que a demanda de vocês seja encaminhada, diante das tantas promessas que já se alongam desde o ano passado. Esperamos que o projeto chegue a esta Casa e que seja efetivamente discutido com os servidores e as servidoras para que não haja prejuízo, mas avanço. Nós, que não fizemos parte do partido único, apoiamos incondicionalmente a demanda dos trabalhadores da Fatma.

Da mesma forma, quero dizer aos trabalhadores da Saúde do estado de Santa Catarina que somos a favor de qualquer política de fortalecimento à saúde pública desde que contemple o conjunto dos servidores, ou seja, a mesma posição, evidentemente, que nós temos com relação a todas as secretarias, a todos os segmentos do serviço público. Estamos torcendo para que haja um acordo entre as lideranças políticas, os trabalhadores, as entidades, o sindicato para que possa haver o fortalecimento da saúde pública no estado de Santa Catarina.

Sr. presidente e srs. deputados, quero fazer uma homenagem ao policial militar Claudir Silvério Schmidt, soldado da Polícia Militar assassinado na cidade de Chapecó, na madrugada da última sexta-feira. O soldado tinha 36 anos de idade, 16 anos na Polícia Militar, casado, pai de três filhos com 13, 11 e oito anos de idade. Foi companheiro de primeira linha na Aprasc, esteve em todas as lutas junto conosco nos últimos dez anos, inclusive esteve em Brasília, em janeiro do ano passado, quando foi assinada a lei de anistia aos policiais e bombeiros militares punidos por terem reivindicado o cumprimento da Lei n. 254.

O soldado Schmidt e outros dois policiais estavam num clube em Chapecó, na madrugada de quinta-feira para sexta-feira da semana passada, no momento em que houve um assalto naquele estabelecimento, realizado por seis marginais. Assim que os marginais entraram e reconheceram o Schmidt e o outro policial começou o tiroteio, deputado Padre Pedro Baldissera, dentro mesmo do clube. O soldado Schmidt, na sua forma de ser sempre despojada, saiu de dentro do clube em direção à porta, em perseguição aos marginais. Evidentemente havia um esperando atrás da porta. E o soldado foi alvejado por três tiros, dois no tórax e um na cabeça, que foi o tiro fatal.

O soldado Schmidt estava com 16 anos na Polícia Militar e uma ficha imensa de serviços prestados à Segurança Pública na defesa da sociedade catarinense. Eu quero ler apenas uma parte dos elogios prestados a ele:

(Passa a ler.)

"Em 1996, por prender em flagrante dois ladrões de carro; em 1998, por ter trabalhado na captura de homicidas na cidade de Chapecó; em 1999, por ter prendido em flagrante um elemento que havia estuprado menor; em 2000, por ter recapturado um foragido da penitenciária de Chapecó; em 2000, por ter recapturado um veículo furtado."

Bom, essa foi parte dos elogios ao soldado Schmidt. Nós estivemos em Chapecó. O enterro foi acompanhado no último sábado por centenas de policiais, bombeiros e pessoas da sociedade da cidade de Chapecó, numa última homenagem a esse grande irmão de farda.

O soldado Schmidt, como havia falado, estava entre os 22 excluídos da Polícia Militar, por decisão do ex-governador Luiz Henrique e do ex-comandante geral coronel Eliésio Rodrigues. Havia retornado por decisão judicial, em caráter liminar, no mês de agosto do ano passado. E a prova de que era um excepcional policial militar é que mesmo de folga foi atuar na condição de policial e acabou perdendo a vida.

Muito obrigado.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)