Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputada Ana Paula Lima

36ª Sessão Ordinária - 08/05/2013

O SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Obrigada, sr. presidente, srs. deputados, quem nos acompanha pela TVAL e Rádio Digital, também quem nos visita nesta sessão ordinária no Parlamento catarinense.

(Passa a ler.)

"O Brasil definitivamente se transformou numa grande nação, respeitada no mundo e servindo de exemplo para as mudanças necessárias na ordem mundial.

A liderança do Brasil no cenário internacional se dá, principalmente, pela clareza da construção de uma nova organização mundial independente e a serviço de um mundo mais justo e mais fraterno. Se distanciando da subserviência histórica que o Brasil foi submetido ao longo de séculos, somos agora protagonistas da diplomacia no planeta."

Ontem, apesar da ação organizada dos países ricos, Estados Unidos, Europa e a mídia pessimista, o brasileiro Roberto de Azevêdo, que não é o nosso colunista querido do jornal Notícias Do Dia, mas o brasileiro Roberto de Azevêdo foi eleito diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, a mais poderosa organização do comércio internacional. Terá papel decisivo nos desdobramentos da crise mundial e foi saudada pela presidenta Dilma Rousseff como uma vitória da concepção de um mundo com mais justiça social.

Em nota disse a nossa presidenta Dilma Rousseff:

"O governo brasileiro recebe com satisfação a escolha do embaixador Roberto Azevêdo para diretor-geral da Organização Mundial do Comércio.

Ainda sofrendo os efeitos da crise mundial iniciada em 2008, caberá à Organização Mundial do Comércio, nos próximos anos, dar um novo, equilibrado e vigoroso impulso ao comercio mundial, fundamental para que a economia global entre em um novo período de crescimento e justiça social.

Ao apresentar o nome do embaixador Azevêdo para essa alta função, o Brasil tinha claro que, por sua experiência e compromisso, ele poderia conduzir a organização na direção de um ordenamento econômico mundial mais dinâmico e justo."

Destaco também a participação pessoal decisiva da nossa presidenta Dilma Rousseff na campanha pela eleição de Roberto Azevêdo ao comando da Organização Mundial do Comércio.

Hoje, srs. parlamentares e público catarinense, o Brasil se constitui numa grande nação, graças a Deus, respeitada em todo mundo. Superamos os trágicos momentos, infelizmente trágicos momentos de humilhação internacional, em que um brasileiro, um chanceler, o embaixador Celso Lafer, durante o governo do PSDB, aceitou tirar os sapatos para pisar em solo americano. Imaginem! Assim, assumiu a tese de que poderia ele próprio ser um suspeito de contrabando ou terrorismo. Imaginem a que ponto chegamos! Graças a Deus essas tristes histórias não estão mais acontecendo no nosso país, porque o nosso país hoje é respeitado no mundo inteiro.

Essa liderança do Brasil no cenário mundial, srs. parlamentares, se deve principalmente às mudanças sociais vividas pela população brasileira nos dez anos do governo popular, com o nosso presidente Lula e com a nossa presidente Dilma Rousseff.

O Brasil, apesar de enfrentar a maior crise mundial da história do nosso planeta, conseguiu tirar 40 milhões de brasileiros e brasileiras da miséria e da pobreza e conseguiu gerar 20 milhões de empregos com carteira assinada, srs. parlamentares, e com o salário acima de US$ 100, porque era esse o sonho de cada brasileiro e brasileira. E hoje o salário mínimo já está beirando mais de trezentos e poucos dólares.

Hoje o brasileiro, ex-ministro do governo do presidente Lula, José Graziano da Silva, dirige a FAO, organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação, e agora o embaixador Roberto Azevêdo assumirá a direção da Organização Mundial do Comércio.

Parabéns à nossa presidente Dilma Rousseff que conduz o nosso Brasil a passos firmes e sob os holofotes da mídia internacional.

Depois de uma notícia tão maravilhosa quanto essa, temos que nos alegrar, porque é mais um brasileiro, nesse espaço de decisão de tanta importância, que vai destacar ainda mais o nosso país.

Eu quero ainda, na tarde de hoje, srs. parlamentares, e público catarinense, destacar mais uma vez a mobilização da sociedade organizada, que participa da marcha dos catarinenses. A marcha é organizada, e estivemos presentes, tanto eu quanto os deputados Jailson Lima, Neodi Saretta, na manifestação de homens e mulheres, que acontece próximo à Assembleia Legislativa. A marcha é organizada pela coordenação dos movimentos sociais e tem como objetivo dialogar com a sociedade e apresentar as reivindicações dos movimentos populares do estado.

Nesta quarta edição da marcha, o tema é por um estado com políticas públicas de qualidade, por um estado que dá segurança para o povo catarinense, por um estado que tenha uma saúde de qualidade e principalmente a questão da educação, pois que é lamentável o jeito em que ela se encontra para todos os catarinenses.

Essa marcha tem um significado especial, porque traz às ruas as principais reivindicações da população de Santa Catarina e denuncia o caos nas políticas públicas do governador Raimundo Colombo. Aliás, um governo que não atua na área social, que abandona e sucateia os serviços públicos, a exemplo da saúde, da educação e da segurança pública.

Temos cobrado, srs. parlamentares e público catarinense, insistentemente, ações do governo Colombo. Temos denunciado, através desta tribuna, e onde temos passado ouvindo as reivindicações da nossa população temos denunciado o descaso. Mas infelizmente não encontramos ainda sensibilidade do governo dos catarinenses para os anseios da nossa gente. Até parece que o nosso governador não está escutando, ouvindo ou vendo a reivindicação de toda a nossa gente.

Como dizia o maior educador brasileiro, nosso mestre Paulo Freire, em sua última entrevista, no ano de 1997: "Eu morreria feliz se eu visse o Brasil cheio, em seu tempo histórico, de marchas: marchas dos que não têm escola; marchas dos reprovados; marcha dos que querem amar e não podem; marchas dos que se recusam à obediência servil; marcha dos que se rebelam e marcha dos que querem ser e estão proibidos de ser."

Eu creio que é esse o caminho da mobilização, das marchas, o caminho das ruas, buscando de forma cidadã os nossos direitos sonegados por um governo que não tem compromisso com a justiça social.

Muito obrigada, sr. presidente.

(SEM REVISÃO DA ORADORA)