108ª Sessão Ordinária - 02/12/2010
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados, quero saudar de forma muito carinhosa os deputados Nilson Gonçalves, Dado Cherem, Gilmar Knaesel, Dóia, Marcos Vieira e também o nosso sempre presidente Dalírio Beber, além do governador Leonel Pavan, neste momento em que concluímos a eleição vitoriosa do governador Raimundo Colombo. Estamos unidos com o governador e com a nossa bancada para participar dos projetos do governo, dos compromissos do governo e dos compromissos do partido para fazer um grande governo. Estamos unidos para ter a nossa participação dentro do governo e ajudar o governador Raimundo Colombo a cumprir todos os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.
Quero saudar os prefeitos que estão nas galerias desta Casa, que vieram a Florianópolis discutir temas importantes. Ouvi o deputado Silvio Dreveck levantando a questão do Orçamento, a questão da saúde, deputado Silvio Dreveck, que é a maior queixa da população. E um dos temas debatidos da reunião dos prefeitos foi, exatamente, como resolver a questão da saúde, como resolver o problema da morosidade, porque há uma demora muito grande na solução de problemas em inúmeras enfermidades graves, que podem ser fatais, mas que são colocadas na mesma lista de enfermidades que podem ter cura espontânea e que, portanto, podem ter o tratamento retardado. Mas existem casos em que há necessidade de rapidez na solução, não só à angústia do paciente, mas também para coibir a expansão da doença, como é o caso dos cânceres.
Na semana passada o jornal A Notícia, deputados, anunciou que houve um aumento muito grande de mortes por câncer em Santa Catarina, um aumento significativo, um aumento muito maior do que o aumento populacional. Hoje, 70% das pessoas são tratadas pelo sistema público e menos de 30% são tratadas pela Unimed, por outros convênios ou particularmente. Ora, temos que resolver essa da morosidade, porque se não fosse a questão ética, eu poderia citar o nome de dez ou 15 pacientes que ficaram mais de um ano e meio na fila, pacientes com câncer na bexiga, para ser chamados pela segunda vez. A primeira vez que o paciente foi ao posto ele recebeu uma AU - Autorização de Urgência. Depois que o paciente recebeu a AU, até ser chamado pelo especialista para emitir um parecer, um diagnóstico, demorou de um a um ano e meio. Ora, para quem tem um câncer de mama, um câncer de bexiga, um câncer de colo de útero, um ano e meio depois é a mesma coisa que entregar o atestado de óbito para a família.
De forma que aumentou muito o número de mortes devido ao câncer. Então, além de mudar o Orçamento para a Saúde, temos que mudar a forma de gestão, não a forma de mandar, mas a forma de coordenar as ações da Saúde. Infelizmente, e tenho dito isso em diversas ocasiões aqui, a forma descentralizada, a gestão municipalizada que existe hoje em 25 cidades de Santa Catarina criou ilhas de gestão independentes da secretaria estadual da Saúde. O governador é responsabilizado pelos desmandos da Saúde, mas não pode comandá-la porque a gestão está ilhada nos 25 municípios que estão em gestão plena.
No meu entendimento, a primeira coisa que o próximo secretário da Saúde precisará fazer é conseguir quebrar esse isolamento que há dentro da Saúde. Esses temas são discutidos pelos prefeitos que, muitas vezes, não conseguem identificar exatamente qual é o problema.
Vejo aqui o deputado Antônio Aguiar que, certamente, como médico, tem uma sensibilidade diferenciada e poderá dar-nos algumas sugestões para identificarmos o que poderá ser corrigido para dar mais resolutividade às questões da Saúde.
Quero saudar de forma muito especial o governador Leonel Pavan, que no dia de ontem esteve na SDR de Brusque durante o dia inteiro inaugurando obras, nas quais foram aplicados mais de R$ 6 milhões, especialmente na área da Educação.
Em Canelinha foi inaugurada a reforma do EEB Minervina Laus. E aproveito para cumprimentar a sua diretora, professora Patrícia, e todos os professores, bem como os colaboradores e as famílias de Canelinha, pois receberam uma reforma avaliada em R$ 830 mil. O colégio ficou com telhado novo, forro novo, pintura nova, só sobrou, digamos assim, a arquitetura, pois ele foi todo reformado.
Em Botuverá, a EEB Padre João Stolte recebeu quatro salas novas, a pintura de algumas áreas e a reforma do telhado. Foram mais de R$ 300 mil aplicados naquele colégio.
Mais tarde, no mesmo dia, foi inaugurado um colégio cuja reforma custou mais de R$ 4 milhões, a EEB Santa Terezinha, que na última enchente, em 1988, foi totalmente alagada. Aliás, em todas as enchentes que aconteceram em Brusque aquela escola foi alagada pelas águas do rio Itajaí-Mirim. Agora foi feito um colégio novo, a região foi aterrada em mais de um metro e meio de altura, de tal maneira que as águas não alcançarão a escola. Tratou-se de um investimento de mais de R$ 4 milhões, atendendo mais de 1,5 mil alunos, aproximadamente.
Ainda no dia de ontem foi inaugurada a reforma do EEB Francisco de Araújo Brusque, no valor R$ 630 mil, que ficou praticamente novo com a reforma do telhado, da rede de energia elétrica e com a pintura nova.
A Associação de Micro e Pequenas Empresas de Brusque, por seu turno, inaugurou o Laboratório de Criação e Desenvolvimento do Produto da Indústria da Confecção. A cidade de Brusque é tida como o berço da fiação catarinense, mas a verdade é que, hoje, o maior número de fiações no vale do rio Itajaí está instalado em Botuverá. Brusque, contudo, é o berço da confecção. Esse laboratório servirá de apoio para o desenvolvimento, para a formação, para a qualificação e a requalificação dos nossos técnicos. Assim, sem dúvida, a indústria da confecção, que já é grande e extrapola os limites do município, com esse laboratório vai desenvolver-se ainda mais.
Por isso, queremos cumprimentar o governador e agradecer-lhe pelo apoio que temos recebido.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)