Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

12ª Sessão Extraordinária - 09/05/2007

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, assomo à tribuna, no dia de hoje, para dizer que não dá para aceitar um parlamentar vir aqui falar tudo o que imagina, não medindo as conseqüências. É sempre a mesma fita, não apresenta nada que contribua para a sociedade catarinense nem com este Parlamento. Por isso, às vezes, somos obrigado vir aqui contestar esse tipo de encaminhamento.

Quero apresentar rapidamente umas questões positivas, que é isso que temos fazer aqui. Através do governo do estado, a Cohab esteve no sul do estado, neste final de semana, em Praia Grande, para ajudar as pessoas que perderam as suas casas em conseqüência das enchentes lá ocorridas. A Cohab repassou àquelas famílias que sofreram com as cheias 22 casas, juntamente com a Defesa Civil, com pagamento zero. Também em São João do Sul foram carregadas pelas cheias quatro casas. Então, para lá foram levadas quatro casas com pagamento zero. E trata-se de município administrado pelo PP. Em Santa Rosa de Lima, como não houve enchente, receberam 14 casas com pagamento zero.

Então, é preciso dizer à sociedade aquilo que é positivo, aquilo que é importante, aquilo que é fundamental, que é o respeito ao direito sagrado de moradia, o direito da pessoa ter endereço, respeitando a cidadania. Então, é isso que temos que apresentar à sociedade!

Eu acompanho aqui, há quatro anos e alguns meses, a oposição do deputado Joares Ponticelli e até agora eu não o vi contribuir com nada, com nada! Só faz críticas e mais críticas! Mas nós precisamos resgatar a verdade sobre as acusações levianas feitas por ele neste Parlamento.

O governo do estado, eu preciso reconhecer, pediu ao governo federal R$ 19 milhões para repassar às cidades que sofreram prejuízos com as enchentes, além de alguns recursos próprios que também estão sendo repassados. O governo federal vai repassar R$ 9,7 milhões, que é um valor importantíssimo para a recuperação daqueles municípios que, como Praia Grande, foram destruídos pelas enchentes. Então, quero reconhecer aqui a agilidade e a rapidez do governo.

Mas quero dizer ao eminente deputado Joares Ponticelli que o seu apelido agora será caratoca, porque só belisca e sai. Quando ele termina de falar, foge por aquela porta. Então, enquanto eu estiver neste Parlamento, o seu apelido será caratoca, aquele peixe que belisca e foge para não ser pego.

São feitas acusações aqui de toda a ordem. E eu queria também contestar a forma, o discurso arrojado dos deputados Jailson Lima e Pedro Uczai, dois parlamentares respeitados nesta Casa, porque parece que eles estão fazendo festa pela prisão dos empresários. Eu não conheço, eminente deputado João Henrique Blasi, as acusações feitas contra eles. Agora, pela maneira que eles discursaram, parece que os empresários são bandidos. Mas eu conheço alguns deles e são empresários que investiram, homens de bem, que não merecem esse tratamento que está sendo dado por alguns parlamentares desta Casa.

Eu quero elogiar a Polícia Militar de Santa Catarina pela prisão, depois de um trabalho de nove meses, hoje, pela manhã, no Morro do Mocotó, de quase 40 pessoas envolvidas no tráfico de drogas, uma coisa que destrói a juventude. Mas eu não ouvi, dos eminentes deputados que acusaram os empresários, uma linha sequer elogiando o trabalho realizado pela Polícia Militar. Eu quero que alguém venha aqui me contrariar e dizer que as drogas não estão destruindo a juventude do país! Mas eu não ouvi uma linha sequer em defesa do brilhante trabalho da Polícia Militar de Santa Catarina: nove meses de trabalho e quase 40 pessoas presas por tráfico de drogas.

Eu só ouvi o deputado Joares Ponticelli vir aqui dizer que o governador homenageou um empresário envolvido naquelas prisões, como se aquele jantar não tivesse sido marcado há dias. Eu não estranho isso, porque o deputado Joares Ponticelli conhece o que é uma prisão, pois o seu partido está minado de homens na cadeia. Aquele que manda nele, o seu líder maior, o deputado federal Paulo Maluf, conhece bem a cadeia, de ponta a ponta. Com certeza, o referido deputado deve seguir as trilhas do seu partido, porque...

Eu não queria voltar a este tema, mas ele me obriga a fazer isso! Quem tem Paulo Maluf, Pedro Corrêa, Severino Cavalcanti e José Janene cassados, presos, não dá para ficar falando da vida dos outros!Deputado Valmir Comin, por Deus que eu não queria voltar a falar sobre este tema, mas sou obrigado.

É preciso que o deputado Joares Ponticelli passe a respeitar as pessoas, não continue a falar sobre temas tão ruins como dessa natureza. Mas eu não estou aqui falando uma palavra que não seja verdadeira. Quem assumiu a Executiva do partido foram essas pessoas que eu coloquei aqui. O próprio PT, num jornal que eu li, chamou essa Executiva de podre. Foi um deputado do PT, de Brasília, que falou, e outro deputado falou no jornal Folha de S.Paulo. Duas pessoas diferentes falaram isso em dois jornais, por causa dessas questões levantadas.

Ficamos tristes e aborrecidos porque tratam mal pessoas de bem como o governador Luiz Henrique da Silveira, homem consagrado nas urnas no seu décimo primeiro mandato, eleito pela maioria do povo catarinense, numa maioria esmagadora. Ele é um homem sério, um homem honrado, um homem de bem e não dá para aceitar que o governador Luiz Henrique da Silveira seja tratado dessa forma! O que é isso? Onde estamos? É preciso haver respeito. Se não existir respeito, não tem sentido também a democracia.

Por essa razão, eu quero aqui deixar registrada a minha indignação pela forma que o deputado Joares Ponticelli tratou o governador, ao falar em presídio. Aí eu sou obrigado a dizer que ele conhece isso também porque os seus chefes sabem bem o que é uma cadeia.

O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - V.Exa. nos concede um aparte?

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Pois não!

O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - Nobre deputado, não quero interferir na linha do seu pronunciamento, mas é só para falar sobre o que v.exa. discorreu sobre a operação da Polícia Militar. Na verdade, tratou-se de uma operação da Polícia Civil.

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Das Polícias Militar e Civil, deputado.

O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - Quando chegava a esta Casa, às 7h, eu ouvi, pela rádio, que seria uma operação da Polícia Militar, mas ela estaria indo para Canasvieiras, onde fica a sede da Polícia Civil. Aí eu telefonei para o comandante e conversamos sobre o assunto. Essa operação foi planejada e estaria sendo executada, segundo o comandante, pela Polícia Civil. Não posso mais falar sobre ela até que eu saiba mais, até que eu tenha maiores informações sobre isso. Mas mantenho a minha posição a respeito de todas as operações policiais em nosso estado.

O Sr. Deputado Elizeu Mattos - V.Exa. nos concede um aparte?

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Pois não!

O Sr. Deputado Elizeu Mattos - Nobre deputado, nosso líder, quando recebi a notícia, na quinta-feira, eu fiquei triste; nós, deputados, ficamos tristes, pois queremos o investimento, o crescimento do estado.

Dentro da linha do seu pensamento, continuo achando que há gente que pensa que quanto pior melhor, o negócio é quanto pior melhor. Vamos espantar todos. Todo mundo é bandido. Há pessoas aqui dentro do Parlamento que já visitaram alguém e perguntaram: "O que você acha de mim?" Porque ele acha tudo de todos. Mas ele ainda não perguntou o que achamos dele, porque para este deputado, até que se prove em contrário, todos prestam e até agora não foi provado em contrário nada contra ninguém.

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Por isso quero encontrar uma isca para manter o caratoca aqui no plenário, para ele não fugir depois de fazer o seu discurso.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)