Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Joares Ponticelli

5ª Sessão Extraordinária - 11/03/2009

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sra. presidente, deputada Ada De Luca, srs. deputados, catarinenses que nos acompanham, peço ao deputado Valmir Comin, que está aqui conversando com o nosso sempre prefeito de Sombrio José Milton, que, por favor, adentre ao plenário, porque eu vou apresentar outra fita, deputado sargento Amauri Soares e deputado Silvio Dreveck, agora de uma filmagem. Só espero que não venham dizer também que é uma filmagem clandestina, porque quanto a essa há milhares para testemunhar, para provar a truculência de alguns policiais militares que cumpriam ordens quando da eleição em Braço do Norte, no último dia 1° de março.

A filmagem foi feita de longe e nós vamos mostrar as cenas que eu, o deputado Valmir Comin, o nosso secretário Leodegar Tiscoski e centenas de outras pessoas testemunhamos na eleição do dia 1º de março, em Braço do Norte.

A filmagem não tem som e nós vamos detalhando.

(Procede-se à exibição do vídeo.)

Esse foi o momento em que um dos nossos militantes, o nosso companheiro Celso, estava na boca de urna e um policial civil sacou uma arma, ameaçando o nosso cabo eleitoral. A fita tem nove minutos, ela vai mostrando ao longo do tempo.

Os carros do 15 estão circulando aí, havia uma circulação muito grande dos cabos eleitorais da candidata Zalene Matos. Eu, o deputado Valmir Comin e o ex-deputado Leodegar Tiscoski, acompanhávamos de longe. Isso é em frente ao colégio Dom Joaquim, o principal colégio eleitoral do município de Braço do Norte.

Essa filmagem foi feita do alto de um edifício, em frente ao colégio e nós estávamos acompanhando a distância quando começou o tumulto todo praticado por alguns integrantes da Polícia Militar, que certamente cumpriam ordens, porque, deputado Giancarlo Tomelin, motivação por parte especialmente de soldados e praças para defender o 15, eu tenho certeza que não existe. Não há uma motivação normal, natural, até porque, da maioria, ouvia-se com relação ao 15 a cobrança da Lei Complementar n. 254.

Mas quando esse policial civil sacou a arma para um dos nossos cabos eleitorais e determinou que ele se afastasse, a Polícia Militar foi chamada.

O deputado Valmir Comin acompanhou esse processo todo. Vários policiais chegaram, a maioria deles comportou-se de forma respeitosa, cumprindo o seu papel, mas foi diferente com uns quatro ou cinco que estavam talvez querendo agradar os seus cabos eleitorais maiores que estavam no município. Inclusive, próximo dali, sua excelência o governador também aguardava o resultado da eleição para participar da carreata da Zalene Matos, mas acabou não tendo oportunidade de ir à carreata da Zalene Matos e voltou para Florianópolis mais cedo.

Aí estava começando o tumulto, quando os policiais foram chamados em função de um civil ter mostrado a sua arma. Os policiais militares, ao invés de deter o policial civil que sacou a arma, vieram para cima dos nossos que foram tomar satisfações. Como estamos começando a ver aí, esse é o início do tumulto todo.

O nosso pessoal não se conformou em ver um policial civil sacar a arma para um militante enquanto a Polícia Militar nada fez com relação àquele cidadão e deixou-o fugir. Não tirou a vermelhada da boca de urna e quando os nossos foram pedir providências, vieram exatamente para cima dos nossos, tanto que eu, o deputado Valmir Comin e o ex-deputado Leodegar Tiscoski chegamos a ser empurrados por um cordão da Polícia Militar e o sargento César, velho conhecido, deputado Sargento Amauri Soares, determinou que todos que estivessem com o adesivo 11 no peito arrancassem-no imediatamente. Até faríamos, se ele determinasse que os do 15 também o fizessem. O que o pessoal do 15 fazia na boca da urna não tinha problema nenhum, o problema era com os do 11.

Isso aconteceu com alguns policiais militares especialmente com o sargento César. Nós estamos agora reunindo toda a documentação, inclusive os boletins de ocorrência e vamos solicitar providências por parte da Corregedoria da Polícia Militar com relação a esse e outros soldados, que agiram com essa truculência que estamos vendo.

Como eu disse, a filmagem foi feita do alto de um edifício. Aí nós já estamos vendo a prisão do primeiro. Ali está o deputado Valmir Comin em frente ao cidadão que está sendo preso. E esse é o primeiro a ser preso por exigir da Polícia Militar, daqueles policiais, providências com relação ao nosso cabo eleitoral, para quem havia sido uma arma sacada.

Como v.exas. podem ver, esse foi o primeiro. Dos nossos foram presos três, enquanto isso a turma do 15 fazia festa na boca da urna, livre e solta, na abordagem dos eleitores.

O resultado parece que não deu certo, ganhamos com 606 votos. Inclusive, quero convidar todos novamente, pois neste momento já está sendo diplomado o nosso prefeito Evanisio Uliano, o nosso vice Roberto, e na segunda-feira às dez da manhã será a posse.

Na terça-feira, nós estaremos todos em Braço do Norte, o dia todo, aguardando o governador Luiz Henrique da Silveira, com a ordem de serviço do asfaltamento de Pinheiral, uma vez que ele prometeu que se a Zalene fosse eleita prefeita, dia 17 ele estaria lá entregando a ordem de serviço.

Nós estamos lá, com os carros de som na rua fazendo o convite, com a voz do próprio governador, e na terça-feira estaremos lá em Pinheiral com o palanque montado esperando o governador levar a ordem de serviço do asfaltamento de Pinheiral, já que essa foi uma promessa de campanha que ele fez em Braço do Norte.

Vejam os empurrões, como eles começam a se exaltar. Neste momento, está quase chegando a hora em que eu, o deputado Valmir Comin e o ex-deputado Leodegar Tiscoski fomos, com mais uma dezena, empurrados para dentro de uma garagem.

Deputado Valmir Comin, como o vídeo não tem som, não sei se v.exa. quer complementar?

Aí está começando o tumulto. Veja que tudo ocorreu por conta de providências que eram solicitadas por parte da Polícia Militar.

O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Pois não!

O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - Sr. presidente, gostaria ler uma mensagem que eu recebi de um praça lá da região.

"Boa noite, deputado!

Acabei de receber a boa notícia de que Evanisio Uliano acabou de ser eleito prefeito de Braço do Norte, gostaria de saber a possibilidade do nobre deputado, em nome da maioria dos praças da 3ª Companhia do 5° Batalhão, de parabenizá-lo e deixar claro para o mesmo que era a vontade dos praças e não de apenas alguns, se o senhor me entende. E a vigília em Laguna continua!"

Isso é só para deixar claro que nós não concordamos com as atitudes do Sargento César, que estava seguindo ordens do comando de lá. E os próprios praças de lá me ligaram falando disso e achando uma barbaridade o que foi feito, porque foram comandados para fazer.

Muito obrigado!

O Sr. Deputado Valmir Comin - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Pois não!

O Sr. Deputado Valmir Comin - É lamentável que tenhamos que utilizar um veículo de comunicação tão importante que é a nossa TVAL para mostrar uma fita que mostra o abuso de poder por parte da Polícia Militar.

De sexta-feira para sábado, correligionários nossos foram revistados até oito vezes pelo pessoal da polícia, enquanto que os nossos opositores corriam soltos, livres, fazendo o que bem entendiam.

Mas o resultado das urnas mostrou a verdadeira democracia e a prova disso é que, praticamente, 90% dos amigos do PSDB acompanharam essa chapa do PP com o PT, e o próprio Democratas, pois mais de 50% dos seus eleitores também acompanharam.

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Um policial pediu-me para tirar o adesivo do 11. Disse que nós não poderíamos ficar com ele. Ali está o deputado Valmir Comin com o adesivo. Naturalmente que nos recusamos e dissemos: Tirem dos demais que também ficamos sem. Mandem os do 15 embora que também sairemos. Aí nós fomos empurrados para uma garagem.

São imagens de um cinegrafista amador, feitas do alto de um prédio. Eu espero que eles não venham esbravejar e pedir para prender também o cinegrafista amador. O nosso medo, deputado Pedro Uczai, é que daqui a pouco vão dizer que é preciso prender também o cinegrafista.

Eu espero que a corregedoria da Polícia Militar tome providências, porque todo esse material está sendo encaminhado para a corregedoria.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)