Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Serafim Venzon

49ª Sessão Ordinária - 14/05/2014

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente e srs. deputados, prezados catarinense que acompanham esta sessão, quero inicialmente apresentar aqui uma solicitação de pesar a dona Joana Campos dos Passos pelo falecimento, ontem, do seu esposo, sr. Hamilton Leandro dos Passos, com 82 anos. Era avô de um assessor do gabinete deste deputado. Manifesto minhas condolências à família.

Quero fazer uma saudação muito especial ao professor Elói Mariano Rocha, diretor da Escola Estadual Olívia Basto. É importante destacar a sua atividade junto à escola e à comunidade.

Neste final de semana por ocasião da homenagem ao Dia das Mães, no referido colégio, houve a participação de muitos alunos e a presença de praticamente todas as mães dos alunos e a colaboração da comunidade, dos empresários, dos comerciantes, enfim, a comunidade de Tijucas interage muito com o Colégio Estadual Olívia Bastos e, naturalmente, o que percebemos é o resultado na qualidade da educação. Quando os familiares, a comunidade como um todo se envolve, é amiga do diretor da escola, colabora com o professor, incentiva os alunos, o resultado final é uma educação com melhor qualidade. Por isso, então, que além do salário, que é importante, além de várias formas de valorização do professor e da direção, a participação das pessoas promovendo esse envolvimento de toda equipe docente com a comunidade, como é o caso do Colégio Olívia Bastos, da comunidade Nova Descoberta, em Tijucas. E que nessa hora quando acontece um evento como o Dia das Mães, percebemos a colaboração que se tem de toda a comunidade.

Por isso, quero em nome do professor Eloi saudar inúmeros outros professores, diretores, porque sei que também possuem um envolvimento igual ao professor Eloi e que graças a isso a qualidade do ensino é melhor. Certamente, a qualidade que a escola particular oferece e que muitas vezes é melhor do que a pública, é justamente esse envolvimento, essa participação, dos pais, da comunidade com a escola. Por isso nós precisamos copiar aquilo que é bom, aquilo que a escola particular faz. A escola divulgando o que faz para os pais, estes pagam mais fácil a sua mensalidade. No caso do colégio público pelo fato de não ter o compromisso, de não precisar contribuir, não ter a obrigação da interação da família, acaba não tendo esta interação e assim se desleixando de inúmeras atividades e perdem na qualidade.

Por isso, às vezes observamos que na escola particular os pais que pagam preocupam-se mais com a educação do que na escola pública, que dá a impressão que os pais não se preocupam, mas não é isso que acontece, porque quem não se preocupa e que teriam que fazer essa promoção é a direção, os professores, a escola. Os pais se sentem até constrangidos de terem que ir toda hora à escola e pensar que está indo lá para incomodar.

Então, quando são convidados a irem até a escola para participar, eles vão. Um exemplo disso é a comunidade de Nova Descoberta, em Tijucas, que participa porque a direção da escola envolve-se com a mesma, intimam os pais, a família a irem à escola, a saberem o que o aluno está fazendo e, naturalmente, isso resulta numa melhor qualidade da educação.

Mas quero abordar um assunto que hoje pela manhã foi tema do Bom-Dia Brasil, da Rede Globo, demonstrando uma preocupação que há no Brasil inteiro sobre a falta de remédios nos postos de saúde, aqueles que são distribuídos e não são comprados pelo posto ou prefeitura, eles vêm do ministério da Saúde e existe a intermediação primeira do posto de saúde, da secretaria municipal e estadual, mas o resultado final é ter o remédio lá.

E recebi algumas observações recentemente da falta de medicamentos anti HIV e, por isso, que às 13h30 tive uma audiência com o dr. Eduardo Macari, que é o diretor da Dive - Diretoria de Vigilância Epidemiológica - e o responsável no estado para fazer a intermediação do município e do governo federal, fazendo com que chegue aos municípios os medicamentos de doenças como a Aids, cujo tratamento não pode ser interrompido.

Assim, colocou-me o dr. Eduardo que por uma questão de licitação, de compra de medicamentos do ano passado para este, é que teriam encomendado um número menor de quantidade do remédio que seria necessário e, por isso, neste mês estão faltando alguns tipos de remédios para tratamento da Aids, mas que já está havendo a articulação entre o município e o estado, a secretária de estado da Saúde, dra. Tânia, já fez o pedido para o ministério da Saúde atender urgentemente o pedido de envio dos medicamentos de tratamento contra HIV.

E temos em Santa Catarina milhares de pacientes que tomam remédios, a grande maioria não teria condições de comprar, porque se fizerem isso faltará dinheiro para outras ações vitais. E por isso é importante que haja uma intromissão do estado, como já fez a secretária de Saúde, para que reduza o tempo que esses pacientes ficariam sem o remédio. Assim, já tomaram atitude sobre isso, estão parcelando a distribuição de três meses para um mês e volta no mês seguinte na expectativa de que nesse prazo se conseguiria resolver essa má avaliação que o governo fez com relação aos remédios de tratamento da Aids, ou seja, licitaram no ano passado um volume de remédios menor do que a necessidade.

É estranho que esteja faltando agora, pois não estamos nem na metade do ano. Se fosse lá por outubro ou novembro poderíamos pensar mais pacientes com o diagnóstico definitivo passaram a tomar o remédio, mas não estamos nem no final do ano e já está faltando. De qualquer maneira o estado faz o seu papel de intermediar e reduzir esse tempo sem tratamento para que ninguém corra nenhum risco de vida.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)