44ª Sessão Ordinária - 06/05/2014
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, obrigado! Quero cumprimentar todos os srs. deputados, especialmente o meu amigo querido deputado Eni Voltolini, que nos dá a honra de sua companhia na tarde de hoje, e também todas as senhoras que acabaram de sair do plenário.
Sr. presidente, prestei muita atenção em todas as palavras, inclusive no vídeo a que assistimos, e me deu uma grande preocupação porque estou na iminência de ser avô novamente, pois a minha nora deve estar a caminho da maternidade, mas tenho certeza de que lá em Joinville, na maternidade onde v.exa. nasceu, também o seu filho e o meu neto vai nascer. Espero que o meu neto venha bem saudável, provavelmente no dia do dia de hoje, à noite, talvez amanhã cedo. Aliás, o meu filho é um grande produtor de netos, já estou no 6º neto; o André já colaborou com quatro netos para mim. Então, é o meu grande produtor de netos e fico muito feliz porque são todos saudáveis e belos.
Sr. presidente, a razão de eu vir à tribuna no dia de hoje é que estava olhando aqui o Projeto de Lei n. 0362/2013, de autoria do deputado Gelson Merisio, e que lastimavelmente ainda não veio a este plenário. Já passou pelas comissões e neste momento está com vista para o deputado Narcizo Parisotto.
O Projeto de Lei n. 0362/2013, de autoria do deputado Gelson Merisio, institui no âmbito do estado de Santa Catarina o Programa Educacional de Prevenção e Combate às Drogas e à Violência, PPCDV, e estabelece outras providências.
Por que estou trazendo à baila esse projeto que tramita na Casa já há um bom tempo?
Deputado Eni Voltolini melhor do que ninguém v.exa. conhece Joinville e deve estar tão chocado quanto estou pelos fatos que estamos acompanhando através da imprensa. E eu noticiando pela imprensa através do meu programa de televisão, no dia de ontem, fiz um dos programas mais tristes com notícias de violência. Durante os meus 32 anos que trabalho em comunicação nunca noticiei tanta violência. Foram cinco assassinatos que aconteceram e inúmeras mortes por acidente. Fiquei tão chocado que quando voltei para casa, depois de ter vindo a Florianópolis, não tive condições de ir direto para o trabalho, tive que procurar uma academia e ficar caminhando numa esteira durante uns 50 minutos, para oxigenar a mente e misturar o sangue, para, então, ter condições de trabalhar.
Primeiramente, tivemos uma garotinha especial, a Vitória, de 16 anos, que foi recentemente estuprada e assassinada em Joinville e arrastada para o mato. Esse verme já está na cadeia e lá deve apodrecer, se tudo correr bem e se a Justiça fizer valer. Esse indivíduo dizia que só fez isso porque estava tomado pelas drogas, que se não fosse assim não teria feito o que fez. Agora, neste final de semana, tivemos outra menina bonita que frequentava baladas, como tanto outros jovens, que também foi assassinada por outro verme, que a levou para sua casa e lá a esganou com seu cinto. Matou, estuprou e depois esquartejou a moça - uma moça bem nova, bonita, com toda uma vida pela frente.
Um verme, outro verme, aliás, existem muitos vermes transitando por aí que ainda vão fazer algum mal. Por quê? Por causa da maldita droga, porque eles não eram vermes quando nasceram. Eles se tornaram monstros depois de terem a iniciação nas drogas. E a droga tem sido o caminho mais curto para o cemitério, para milhares de jovens. E a droga tem estado presente nas baladas noite adentro, em todas as cidades, grandes ou pequenas.
Essa moça que foi assassinada já estava num processo de consumo e foi para casa desse indivíduo que era um distribuidor de drogas. Não só ela como outras meninas frequentavam aquela casa. Esse verme também já está preso e também deve apodrecer na cadeia, se é que a justiça se faz.
Tenho falado da necessidade de haver no currículo escolar uma matéria que trate objetivamente da questão das drogas, de tão sério que se tornou esse problema.
Antes o traficante ficava no entorno das escolas, sem segurança nenhuma para os nossos meninos e meninas. Hoje, a droga já está transitando dentro das escolas. E há uma preocupação muito grande em tratar o viciado, mas, no meu modo dever, é infinitamente maior a necessidade de tratar da prevenção, de evitar que o jovem comece a usar drogas, porque, depois que está viciado, principalmente com relação ao crack, de 100 jovens salva-se um.
O Sr. Deputado Eni Voltolini - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Pois não!
O Sr. Deputado Eni Voltolini - Deputado, esse tema é delicado, mas está na hora de fazermos o que chamamos comumente de uma cruzada contra as drogas e quem trafica.
As pessoas que são cristãs não podem imaginar querer tirar a vida de alguém. Mas, no meu código moral, algumas pessoas, quando pegas pelo Poder Judiciário, não poderiam nunca mais ter a perspectiva de convívio com a sociedade, o traficante, o estuprador. Viciar mais e mais pessoas traz como resultado a destruição da família.
Certamente, as pessoas que estão lhe ouvindo, deputado Nilson Gonçalves, devem estar felizes de escutar, nesta Assembleia Legislativa, vozes que vão ao encontro da perspectiva de futuro dos seus filhos. Esse é o grande desafio das famílias.
V.Exa. estava falando da perspectiva de ter um neto hoje, mas, no meio disso, existe a preocupação com o futuro dele, e o assunto drogas permeia esse objetivo.
Quero dizer da minha alegria em compartilhar esse desafio. Que nunca esmoreça na sua luta. Que a Assembleia e o governo do estado juntem-se e invistam em campanhas continuadas em favor do bem e contra as drogas.
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Obrigado, deputado!
Voltarei a falar no assunto em outra oportunidade, porque não abordei o Projeto de Lei n. 0362, que já tenho a permissão do deputado Gelson Merisio de coassinar.
Muito obrigado!
(Palmas)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)