Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Darci de Matos

14ª Sessão Ordinária - 09/03/2011

O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS - Sra. presidente, desejo rapidamente fazer menção a dois assuntos. Por isso saúdo os srs. deputados e deputadas, os telespectadores das TVAL e os ouvintes da Rádio Alesc Digital.

Primeiramente, não poderia deixar, deputada Angela Albino, de parabenizar a bancada feminina deste Parlamento por haver organizado uma homenagem às pessoas que deixaram registrado na história um trabalho fantástico em Florianópolis e Santa Catarina.

Ontem foi o Dia Internacional da Mulher, um dia de reflexão, de lutas, enfim. Eu ouso afirmar que as mulheres continuam cuidando dos filhos, dos maridos, da casa, mas nas últimas quatro décadas foram para o Judiciário, para o Legislativo, para a política, para o mundo empresarial. Ou seja, estão dando um show de competência e de sensibilidade.

Os estudiosos dizem que este vai ser o século do lazer, do entretenimento e vai ser também o século da mulher. Por alguns motivos estudaram dizendo aquilo que é trivial, que certamente todo mundo sabe, ou seja, que as mulheres têm intuição, perspicácia, agem associando a razão com a emoção, estudam mais que os homens e são mais fiéis que os homens. Não poderia ser diferente.

Então, as mulheres estão de parabéns! A sociedade evoluiu, sem dúvida alguma, nos últimos 50 anos mais do que em toda a história da humanidade, e um dos motivos foi a entrada, a inserção da mulher no mundo do trabalho, como sujeito da história, participando, decidindo e contribuindo. Por isso, essa homenagem realmente foi pertinente.

Sr. presidente, desejo fazer menção à minha cidade, à nossa cidade, Joinville, que hoje completa 160 anos de história, de trabalho, de luta, de dedicação, de empreendedorismo e de solidariedade.

Joinville, ao longo desses 160 anos, constituiu-se numa cidade empreendedora porque já é o terceiro polo industrial do sul do Brasil, com empresas que têm expressão mundial, como a Embraco, que é líder no mercado mundial de compressores herméticos, e outras tantas.

Construímos uma cidade solidária, a capital do voluntariado, pois são mais de 500 entidades que detêm o título de utilidade pública. Uma cidade que tem centenas de instituições que desinteressadamente fazem as coisas acontecerem em todos os recantos.

A nossa cidade, eu poderia afirmar, vivencia um desenvolvimento sustentável, já que detém, hoje, a 13ª posição no IDH - Índice de Desenvolvimento Humano. Portanto, é uma cidade que tem uma excepcional qualidade de vida. Mais do que isso, Curitiba é a capital nacional ecológica, mas tem 53m² de área verde por pessoa, ao passo que Joinville tem 353m² de área verde por pessoa, sendo que 50% dessa área já estão preservadas, porque são áreas de rios, áreas de preservação ambiental e uma grande área que fica no topo dos morros, que é preservada por uma lei municipal, a qual chamamos de Lei da Cota 40. A lei federal é Cota 60, mas Joinville preserva seus morros porque o Poder Legislativo criou a chamada Cota 40, propiciando a preservação de grande parte da área verde da cidade.

Sr. presidente, eu diria que Jerônimo Coelho, naquela tarde ensolarada de 1851, quando chegou onde hoje temos estabelecido o Tênis Clube, pelo rio Cachoeira, jamais imaginaria que estaria dando o primeiro passo para delimitar, para erguer, para edificar a maior cidade de Santa Catarina, Joinville.

Eu sempre digo, deputada Angela Albino, que Joinville é o resultado de uma união perfeita dos germânicos, que trouxeram o pragmatismo, o conhecimento tecnológico, ou seja, um povo metódico, organizado, trabalhador, que se juntou à irreverência, à criatividade dos caboclos que já residiam na região. E dessa união perfeita surgiu Joinville, uma cidade empreendedora, solidária, uma cidade que cresce de maneira organizada, planejada, que passa por alguns percalços administrativos nessa última gestão. Esperamos que o prefeito ainda possa encontrar-se administrativamente nesses dois anos que faltam e que possamos dar a volta por cima, fazendo com que Joinville continue crescendo com planejamento e organização.

Temos alguns sonhos, algumas obras que queremos e vamos conquistar, certamente, com a participação do governo do estado, do governador Raimundo Colombo, que fez uma votação histórica em Joinville: 160 mil votos! Portanto, estamos trabalhando junto ao governo do estado e também junto ao governo federal, em parceria com os empresários, os vereadores, os deputados e o prefeito, porque como diz o nosso senador Luiz Henrique da Silveira: "Após as eleições, temos que enrolar as bandeiras, guardar em cima do armário e voltar as nossas energias, as nossas forças, para defender efetivamente os pleitos da nossa comunidade". É dessa forma que Joinville cresceu, é dessa forma que Joinville trabalha e é dessa forma que Joinville se comporta.

Portanto, estamos pleiteando junto ao governo do estado verbas, parcerias, para fazermos algumas obras, alguns elevados, pois lá não existe nenhum, para melhorar a mobilidade urbana da nossa cidade. Precisamos duplicar a avenida Santos Dumont, que dá acesso ao aeroporto; precisamos fazer a duplicação da estrada Dona Francisca, que liga - e o deputado Silvio Dreveck conhece muito bem Joinville - o distrito de Pirabeiraba, região industrial; precisamos liberar R$ 6 milhões para que a Ajorpeme, que é a maior associação de microempresas do Brasil, possa edificar, construir, consolidar o chamado Condomínio Empresarial, com 160 microempresas, na zona sul de Joinville, no bairro Estevão de Matos, que é uma região extremamente carente; precisamos melhorar a segurança pública também.

Eu soube, deputado Volnei Morastoni, que Itajaí tem 44 câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade. Pois é, a maior cidade do estado, Joinville, tem somente 34! Quer dizer, precisamos implantar mais câmeras de monitoramento, precisamos de mais viaturas, de mais recursos humanos, homens da Polícia Civil e da Polícia Militar, para melhorar a segurança pública de Joinville.

Sr. presidente, temos ainda a pretensão de que o governador Raimundo Colombo crie um fundo para termos bolsas de estudo para o ensino técnico em Santa Catarina. Temos três fundos para o ensino superior: o art. 170, o art. 171 e a Lei Jorginho Mello, mas nenhum fundo para custear o ensino técnico. Ora, o filho do trabalhador, não só de Joinville, mas de Santa Catarina, não tem condições de pagar o Senai, que há algum tempo era de graça, mas que hoje cobra; não tem condições de pagar o passe de ônibus; não tem condições de pagar R$ 150,00 ou R$ 200,00 para fazer a qualificação e atender às exigências do mercado de trabalho.

Sendo assim, encerro minhas palavras, sr. presidente, parabenizando Joinville, que é uma cidade com o espírito voltado para o trabalho, é uma cidade alegre, irreverente, uma cidade que representa 25% das exportações de Santa Catarina e 1,6% das exportações do Brasil. Ou seja, Joinville tem dado a sua contribuição para o estado, para o Brasil e para o mundo.

Muito obrigado, sr. presidente, parabéns à maior cidade do estado de Santa Catarina, Joinville!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)