11ª Sessão Ordinária - 01/03/2011
O SR. DEPUTADO ALDO SCHNEIDER - Cumprimentando o presidente, deputado Moacir Sopelsa, cumprimento toda a mesa, as sras. e os srs. deputados, os nossos visitantes, dizendo que é um prazer recebê-los na Casa do Povo de Santa Catarina. A todos vocês os cumprimentos por estarem no Parlamento catarinense e saibam que é uma satisfação recebê-los nesta tarde.
Eu gostaria de complementar a fala do meu antecessor, o líder da bancada do PMDB, deputado Manoel Mota, quanto ao descaso que vemos na agricultura brasileira nos dias de hoje.
O deputado Manoel Mota há pouco se manifestou acerca de um grande evento ocorrido no estado do Rio Grande do Sul, no último sábado, onde foi tratada a questão dos preços do arroz. Infelizmente, estamos sofrendo com o preço muito reduzido do arroz, que não cobre o custo de produção, e um dos motivos é justamente a importação do Uruguai.
Não tenho dúvida nenhuma de que o governo federal tem que, através do ministério da Agricultura, tomar providências para que o nosso rizicultor não morra endividado. Evidentemente, que isso faz parte de uma política nacional de preços.
Dessa forma, corroboro a fala do nosso eminente deputado Manoel Mota, no sentido de solicitar ao governo federal uma política justa de preços, além da garantia aos nossos rizicultores de que na hora da colheita terão mercado.
Também gostaria, neste momento, de reafirmar desta tribuna a situação que os produtores de cebola estão passando, pois até o último sábado o preço da comercialização também não pagava o custo de produção. Agora o mercado nacional está reagindo, está um pouquinho melhor, mas é uma tristeza passarmos nos municípios produtores de cebola, um produto tão necessário à culinária brasileira, e ver que os agricultores não estão conseguindo pagar suas despesas de produção.
Diante dos problemas de comercialização do arroz, da cebola e do fumo, estamos cada vez mais convencido de que os Parlamentos brasileiros, as Asembleias Legislativas do Brasil e o Congresso Nacional, têm que encontrar políticas públicas justas que garantam a sobrevivência e a permanência do homem no campo.
Nós que falamos tanto em êxodo rural, não estamos conseguindo com toda inteligência governamental, com toda inteligência dos Parlamentos, buscar uma política eficiente que mantenha o nosso produtor na terra. Evidentemente que todos vão sofrer com isso. Por quê? Porque faltando produto o preço será aumentado, e quem paga são as pessoas que convivem nos grandes centros brasileiros.
Então, gostaria, neste momento, de deixar registrado nos anais da Assembleia Legislativa de Santa Catarina o nosso pleito para que através de uma ação conjunta possamos levar ao ministério da Agricultura e ao ministério da Fazenda políticas públicas que venham ao encontro das necessidades dos nossos agricultores, principalmente no quesito garantias de renda. E nos mais, quero agradecer a atenção de todos os senhores e das senhoras. Desejo a todos os visitantes uma boa estada.
Boa-tarde e muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)