41ª Sessão Ordinária - 03/06/2003
O SR. DEPUTADO VOLNEI MORASTONI - Sr. Presidente e Srs. Deputados, aproveito esta oportunidade para fazer um breve relato sobre a viagem que empreendemos, juntamente com o Sr. Governador, aos países da Rússia, Eslováquia e França, no período de 18 de maio a 2 de junho, numa primeira missão internacional do Governo.
Juntamente com este Deputado, como Presidente do Poder Legislativo do nosso Estado, também representaram esta Casa a Deputada Ana Paula Lima e o Deputado Djalma Berger. Na comitiva estavam diversos assessores do Governador e empresários do nosso Estado.
Essa missão obteve um resultado altamente positivo, favorável, que trará conseqüências benéficas ao nosso Estado de Santa Catarina. Cada vez mais os países, as diversas regiões do mundo estão se aproximando, cada vez as distâncias também são menores pela informática, pelo desenvolvimento das comunicações e dos transportes.
O mundo está se reorganizando. A cada dia abrem incontáveis oportunidades para que o relacionamento entre os países, entre os povos seja cada vez mais estreito.
É importante ressaltarmos que a missão foi de uma unidade da Federação do nosso País, de um Estado que se adianta nesse processo de relação, estabelecendo determinadas tratativas que tornam mais objetivas e mais palpáveis as possibilidades de resultados concretos.
Digo isso porque percebemos, durante a missão, em diversas oportunidades, quando uma região de um desses países tenta abrir negociações com o Brasil, é diferente de estar perante a possibilidade de relações diretas com uma determinada região do Brasil, como o Estado de Santa Catarina, que se abre para esse mundo de negócios. E esse mundo de negócios não é somente negócios econômicos e comerciais, mas, e talvez mais importante, precedido ou aperfeiçoado com tratativas nas relações culturais, desportivas e outras áreas.
Nesse sentido quero destacar a excelente recepção que tivemos na Rússia, especialmente em Moscou, pelo fato de Santa Catarina sediar uma Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville. Essa diferenciação, com certeza, foi a distinção levada em conta pelas autoridades da Rússia, especialmente pelo Prefeito de Moscou, para estreitar ainda mais as relações políticas, econômicas e culturais com o nosso Estado.
Se um Estado como o nosso teve a sensibilidade de abrigar uma unidade da Escola Bolshoi, com o refinamento que representa a dança na cultura, e como uma marca que é da Rússia, este Estado tem também condições e capacidade para estabelecer relações em todas as outras áreas.
Esse detalhe de refinamento que caracteriza o Estado de Santa Catarina foi muito bem percebido por todos os membros da nossa delegação.
Quero dizer que foi muito importante sermos recebidos pelo prefeito de Moscou, uma vez que a região representa 80% da economia da Rússia, e tem um governo que também se abre, paralelamente ao governo da Rússia, para as relações internacionais.
Foi positiva a audiência com o prefeito de Moscou porque saímos de lá com encaminhamentos concretos, além das relações comerciais que Santa Catarina já estabelece com a Rússia, inclusive para exportação de carne suína e frango, que, com certeza, vai aumentar as exportações do nosso Estado.
Quero destacar a recepção muito especial que toda a delegação teve no Teatro Bolshoi pela alta direção do teatro, como deferência especial tivemos a oportunidade de assistir ao espetáculo Balé Notre Dame.
Ainda em Moscou a comitiva foi recebida pelo Ministro de Relações Comerciais e de Negócios Exteriores daquela região, que por sua vez abriu outras tratativas, além daquelas especialmente mencionadas em relação ao Prefeito de Moscou.
Estivemos em visita a São Petersburgo participando das comemorações dos 300 anos da cidade, quando houve a oportunidade do Governador Luiz Henrique da Silveira fazer um convite ao governador daquela região para visitar Santa Catarina, que já havia manifestado interesse quando uma delegação esteve no Brasil, mas não conseguiu encaminhar tratativas mais determinadas. E agora se abre a possibilidade concreta de um representante de mais uma importante cidade da Rússia, além de Moscou, vir ao nosso Estado.
Naquele momento a comitiva teve contato com um prefeito de uma cidade da Ucrânia, Mikhailovski Manej, que é um centro de construção naval e de fabricação de containers, muito importante para o nosso Estado, para a atividade portuária. E também ficou definida a oportunidade de recebermos delegação daquele país.
Quero destacar a visita à Eslováquia. O Presidente Rudolf Schuster é um admirador especial do Brasil porque o seu pai, na década de 20, viajou pelo Brasil e escreveu livros, e o fato de ele já ter vindo, há dois anos, a Santa Catarina, e conhecer muito bem o nosso Estado. No próximo mês de julho já virá uma missão da Eslováquia a Santa Catarina para tratativas sobre a questão de saneamento básico e a possibilidade de instalação uma fábrica de cerveja.
Visitamos ainda, na Eslováquia, na cidade de Spisska Nova Ves a instalação da fábrica Embraco. E aí pudemos perceber que, ao contrário do Teatro Bolshoi, é uma unidade econômica, fabril, do nosso Estado que lá está, abrindo perspectivas nas relações culturais e desportivas.
Visitamos também na França a cidade de Joinville-le-Pont, co-irmã de Joinville, que no próximo mês de novembro, na Festa das Flores, também, haverá de vir uma comitiva a Santa Catarina, quando haverá possibilidade de relacionamento cultural e comercial.
Visitamos a cidade de Honfleur, a 300 quilômetros de Paris, cidade co-irmã de São Francisco do Sul, que em 5 de janeiro de 2004 vai comemorar 500 anos do seu descobrimento. E foi exatamente em 5 de maio de 1504 que uma expedição francesa saiu do Porto de Honfleur e chegou a São Francisco do Sul. Fomos recebidos por aquela municipalidade, abrindo relações comerciais com aquela cidade, que tem apenas 8 mil habitantes e recebe mais de 4 milhões de turistas/ano. É uma das cidades importantes do litoral da França.
Há detalhes que vou apresentar em outra oportunidade porque a brevidade do tempo não me permite.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)