65ª Sessão Ordinária - 07/07/2010
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Obrigado, presidente.
O Sr. Deputado Décio Góes - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Quero, de antemão passar a palavra ao deputado Décio Góes.
O Sr. Deputado Décio Góes - Deputado Jailson Lima, eu acho que essas acusações são extremamente graves e irresponsáveis. Atribuir essa fala à senadora Ideli Salvatti é de uma irresponsabilidade muito grande. Desculpe-me a franqueza, deputado Kennedy Nunes.
Eu vou buscar os esclarecimentos. Já tentei ligar para que possamos elucidar essa situação, porque sabemos do esforço que essa mulher fez em todos os projetos e recursos que vieram para Santa Catarina, e a parceria com todos os setores é inquestionável. Aí, fazer uma declaração dessas atribuindo uma frase a ela, que não foi confirmada... Acho difícil, não é o debate saudável que queremos fazer aqui nesta Casa.
Obrigado.
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Deputado Kennedy Nunes, ia fazer uma intervenção um pouco diferenciada da que vou fazer, mas antes quero fazer o registro do apreço que tenho por v.exa., que tem sido um deputado brilhante na defesa das questões de Joinville. V.Exa. tem sua divergência, sim, com o prefeito Carlito, por quem tenho a maior estima e acho que ele está fazendo um trabalho que haverá de ser reconhecido por Joinville em breve, tendo em vista a conjuntura em que pegou a administração e o que executa.
Nós sabemos o que representa a Busscar, historicamente, para Joinville. E a situação da Busscar não é um problema eminente do tempo presente. Começou há mais de 10 anos, e o próprio Carlito, enquanto parlamentar, inúmeras vezes interveio em defesa da Busscar. A Senadora Ideli Salvatti interveio em defesa da Busscar.
Até pode ser que neste momento a Busscar esteja passando por problemas, e o seu fechamento vai gerar muito desemprego. Não vou nem considerar o volume de empregos gerados em Joinville pelo governo Lula.
Nós não podemos contextualizar a responsabilidade pela Busscar, primeiro, como uma responsabilidade do Partido dos Trabalhadores, segundo, como responsabilidade da senadora Ideli Salvatti, que tentou e fez esforços em relação a essa empresa.
Não sei quais foram os problemas com o BNDES. Ao mesmo tempo, o Tribunal de Contas, o Tribunal de Justiça deliberou que tinha que ser pago. Quando se delibera aqui, obrigatoriamente o prefeito tem que pagar, senão, vai preso. Na União não é diferente. Então, com certeza, alguma coisa houve para que não tenha sido pago. Eu não estou totalmente inteirado, mas vou me inteirar desse processo.
Agora, sim, nós precisamos fazer a leitura do que é gestão. O problema da Busscar não é apenas um problema de impostos, chegou ao estado em que está não por um problema exclusivo de mercado. Nós temos que chamar a responsabilidade ao tipo de gestão realizada naquela empresa. É uma das maiores do Brasil e chegou ao estado em que está.
Então, não dá para dizer que o governo é responsável por uma gestão que foi equivocada. Não vou dizer desonesta, não conheço os empresários e não conheço a situação. Assim como houve outros exemplos na própria cidade de Joinville, com metalúrgicas e outras.
Portanto, quero aqui ressalvar o papel preponderante e a disposição que teve a senadora Ideli Salvatti em relação à Busscar e que está tendo agora em relação ao empreendimento aqui de Biguaçu. Fez o que foi possível e com certeza vai continuar fazendo, deputado Kennedy Nunes.
Agora, não podemos imputar a ela a responsabilidade de um problema de gestão que levou a empresa ao estágio em que se encontra, porque todas elas também têm crédito de impostos, ou seja, estão em situações similares.
Logicamente, quando os bancos fazem empréstimo, no caso das empresas que v.exa. aqui citou, o que avalia o grau de risco, de investimento, todos esses dados, é um problema administrativo que muitos vezes eu também questiono.
Porém, quero aqui fazer essa ressalva, porque eu sou do Partido dos Trabalhadores e logicamente não posso pactuar com esse tipo de intervenção quanto a um governo que mudou a história deste país e continuará mudando com a nossa ministra Dilma.
Ao mesmo tempo, às vezes, no afã do debate, acabamos fazendo colocações que fazem parecer, para quem está no Executivo, muito fácil.
Ontem, tivemos aqui o debate sobre a questão da Saúde, deputado Dado Cherem, com intervenções inclusive do querido companheiro Silvio Dreveck. Fui prefeito e ele também foi. Às vezes fizemos colocações no afã do debate. E quando se está do outro lado do balcão e chega lá a judicialização que manda pagar, sabemos que aquilo é inoperante para o estado, mas acaba-se cumprindo.
Mas as canoas vão-se adequando ao leito do rio e à correnteza das águas. E temos a absoluta convicção disso, deputada Ada De Luca, v.exa. que hoje está usando roupa verde-limão mostrando claramente que temos que unificar os esforços no Parlamento para ver em que podemos ajudar.
Então, ficam aqui as minhas palavras, juntamente com as do deputado Décio Góes, porque, deputada Professora Odete de Jesus, do PRB, estamos nesse brilhante arco de aliança no estado de Santa Catarina e no Brasil e precisamos dar importância ao papel da senadora Ideli Salvati, em Brasília.
Na campanha nós vamos fazer comparação entre quem fez mais por Santa Catarina, senadora Ideli Salvatti versus senador da serra. Não é Serra, é da serra. Por isso, a senadora Ideli Salvatti com certeza estará indo a Joinville e, juntamente com o prefeito Carlito Merss, vai colocar os esforços que foram realizados e os que continuarão sendo feitos. Acho que precisamos resgatar a Busscar, que queiram ou não acaba sendo uma grife histórica do setor empresarial na cidade de Joinville, além do contingente de empregos que gera e do seu produto, que é de extrema qualidade.
Muito obrigado, sr. presidente, deputado Moacir Sopelsa.
Acho que o pessoal vai começar a falar menos daqui a pouco porque há jogo ainda hoje.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)