13ª Sessão Ordinária - 04/03/2010
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, pegando um gancho no que colocou o deputado Serafim Venzon desta tribuna, quero dizer a todos os catarinenses que o aumento da taxa de juros com certeza ainda deixará os banqueiros mais bilionários do que já são. Sem sombra de dúvida, aumentando a taxa de juros, aumenta o lucro das instituições bancárias brasileiras, que não é pouco.
O governo no passado falava em combater esse tipo de atitude e a sociedade vivia reclamando que necessitava de dinheiro, que não estava disponível e quando buscava uma instituição financeira, privada ou estatal, também pagava uma taxa de juros exorbitante, haja vista os bilhões de lucro que teve no ano passado a Caixa Econômica Federal, um banco do governo, e também o Banco do Brasil.
Então, com certeza absoluta, deputado Serafim Venzon, telespectadores e catarinenses, é a sociedade que continua pagando essa taxa de juros exorbitante, deixando os banqueiros cada vez mais ricos e muitas e muitas pessoas cada vez mais endividadas ou mais distantes do crédito. Espero que esse provável aumento da taxa de juros não venha a atrapalhar alguns projetos do governo federal.
Vou falar, sr. presidente, sobre o que acho primordial, sobre o que defendo e toda a vida irei defender. Não há nenhuma ligação com construtora, com ninguém, e os srs. deputados perceberam aqui a minha luta e de alguns outros deputados no final do ano passado para recriarmos a Região Metropolitana. Não foi isso, deputado Pedro Uczai?
Naquele momento pedi a sensibilidade de alguns deputados para a causa porque beneficiaria uma grande parte da sociedade de Santa Catarina, da região da Grande Florianópolis, que não tinha probabilidade de acesso ao Programa Minha Casa, Minha Vida porque o montante de R$ 72.000,00 para a região não dava para adquirir um imóvel nessa região, porque custa mais do que isso. Um terreno e uma residência aqui na região da Grande Florianópolis custam mai! Só se for uma casa de 30m², pois só o terreno já custa quase isso na região mais próxima ao centro da capital.
Por isso pedimos e conseguimos. E esperamos que esse aumento do compulsório realmente não venha a afetar o programa, porque quem está tendo acesso ao Minha Casa, Minha Vida são pessoas que precisam, são pessoas de baixa renda, que lutaram, que esperaram muito por essa oportunidade e que não podem mais pagar juros para esses banqueiros famigerados que querem só lucro fácil, com certeza absoluta!
Mas quero colocar, desta tribuna, uma matéria que li na imprensa ontem, srs. deputados, catarinenses, especialmente população da serra catarinense, sobre a não-realização da Festa do Pinhão, em Lages. Parece que o Executivo e o Legislativo não entraram em sintonia. A Câmara Municipal, por não aceita a proposição do Executivo, não aprovou o montante dos recursos supostamente necessários para a realização da festa, que é uma das maiores festas de integração de Santa Catarina.
O planalto serrano é conhecido nacionalmente e até internacionalmente, porque possui, além de lugares lindos e maravilhosos, a Festa do Pinhão. Essa festa foi o pontapé para tal reconhecimento.
Então, estou à disposição para contribuir. Quero dizer ao prefeito, aos vereadores daquela cidade, que são os legítimos representantes da sociedade e conhecem os problemas de Lages, que olhem com carinho para essa situação, porque a região serrana e Santa Catarina não merecem ficar sem a Festa do Pinhão, porque ela já é um patrimônio dos catarinenses e de tantos outros brasileiros que se deslocam para a nossa serra quando da sua realização. Espero, com este meu pedido, contribuir para que revejam tal posição.
Para encerrar, sr. presidente e srs. deputados, a minha querida São José, no ano passado, passou por um momento de turbulência na área da saúde, com uma greve e o desentendimento do Executivo com a classe médica. Agora novamente começa a desencadear-se uma nova crise na área da saúde, pois existe uma demanda reprimida de exames de alto custo, de consultas com especialistas e com a falta de medicamentos nos postos de saúde.
Desta tribuna, quero pedir ao prefeito Djalma Berger e à secretária da Saúde do município, com quem irei encontrar-me hoje, às 14h, para conversar sobre esse assunto, para não deixarem São José vivenciar um novo caos, como o que ocorreu no ano passado.
Saúde é coisa complicada. Nesta Casa há três médicos, os deputados Serafim Venzon, Jailson Lima e Antônio Aguiar, e todos nós queremos melhorar a Saúde e buscar dinheiro para construir hospitais, contratar especialistas, porque a sociedade clama por atendimento médico e realmente não consegue.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)