20ª Sessão Ordinária - 26/03/2008
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, em rápidas palavras também, porque sou de Joinville, fui citado inclusive, e conheço de perto o problema. Conheço o empresário Álvaro Gayoso, tenho por ele um profundo respeito, acho um dos grandes empresários da minha cidade. Um homem que colaborou de maneira substancial para o progresso da nossa cidade também, trabalhando para a sua empresa que quase foi à falência por conta dessa dita cuja rodovia aqui. Quase foi à falência! Esteve na iminência de ir à falência, porque teve que bancar a obra praticamente sozinho, e na hora que pensou que ia começar a receber de volta o seu dinheiro através do pedágio, deu aquela complicação toda e ficou nessa situação, nesse impasse todo.
A situação o deputado Reno Caramori sabe muito bem porque ele é empresário. Qualquer empresário, um micro como eu que tenho oito funcionários, ou grande empresário que tem dois mil, cinco mil funcionários, nenhum deles vai jogar o seu dinheiro num investimento e simplesmente virar as costas e dizer que está tudo bem, que não existe problema. Vão embora para casa porque não existe problema. Todo mundo que investe o seu dinheiro quer ter o retorno. Isso é a coisa mais natural do mundo.E o que Álvaro Gayoso está fazendo ao recorrer à Justiça, é justamente buscar a indenização do prejuízo que teve, do dinheiro investido que não teve o retorno. Agora se é R$ 1 milhão, R$ 1 bilhão, R$ 800 mil ou R$ 500 mil, isso é a Justiça que tem que determinar. Tem que ser feito às claras, como bem disse o deputado Reno Caramori. Tem que ser feito às claras, tem que ficar muito bem esclarecido para a população, para as pessoas, porque está envolvendo o dinheiro público, não é mesmo?
Agora, é difícil, dói vermos, muitas vezes, a insinuação de que um empresário do naipe de Álvaro Gayoso está assaltando os cofres públicos! Está assaltando coisa nenhuma! O que ele está fazendo, na verdade, é tentar restituir o dinheiro que ele investiu de maneira honesta, correta. Está tentando restituir, trazer para si aquilo que ele já investiu e não conseguiu reaver. O malfadado contrato, uma coisa que não terminou bem, como diz o ditado, tem que ter um fim na área jurídica para que ele, o empresário, possa ser ressarcido.
Muitas pessoas não sabem, mas a Engepasa andou na bica, na beira da falência e por muito pouco não faliu. Reergueu-se, está tocando o barco, mas está na Justiça tentando reaver aquilo que jogou lá. Está todo mundo andando na via duplicada aqui em Florianópolis por conta do dinheiro da empresa que investiu, que fez o asfalto e que duplicou. O que ela quer é o seu ressarcimento, mais nada!
Obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)