77ª Sessão Ordinária - 26/09/2007
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sra. presidente e srs. deputados, na verdade o horário reservado aos Partidos Políticos adiantou um pouco e pegou este deputado de surpresa. De qualquer maneira, gostaria de tratar de um assunto aqui e como sei que inúmeros departamentos do governo e até mesmo o governo acompanha a sessão da Assembléia Legislativa, gostaria de fazer um apelo, especialmente ao lado de lá.
Este apelo se estende também aos colegas deputados no sentido de que atentem para um problema que estamos enfrentando no município de Joinville, que diz respeito à delinqüência cada dia maior, ao avanço do número de assaltos e dos crimes envolvendo menores naquele município. Nós tivemos a oportunidade este ano de colocar no Orçamento para o próximo ano a construção de um centro de internamento para menores no município de Joinville. Existem muitas resistências em relação a isto. E dizem: "Milton Gonçalves está querendo construir uma Febem em Joinville. Está louco! Quer colocar uma Febem aqui no município, onde tudo está tão tranqüilo".
Mas quem convive com os problemas de Joinville, especialmente na área policial, sabe a verdadeira dor de cabeça que enfrentamos diariamente naquele município. Menores com rol de delinqüência enorme, policiais desestimulados com o seu trabalho diário, porque praticamente as mesmas caras são presas. Prende-se o elemento hoje e no dia de amanhã ele está rindo na rua, belo e formoso, por conta da idade. Um vagabundo, barbado, com 17 anos é considerado menor, entra no Código da Criança e do Adolescente e nada se faz. Que, pelo menos, retire-se de circulação essa cambada que não vale o feijão que come naquele município, e os coloque numa unidade de internamento!
Essa unidade de internamento precisa ser construída. E é o apelo que faço ao governo: que cumpra, que respeite aquilo que foi colocado no Orçamento para o próximo ano. Já começo a pedir desde agora para ver se no ano que vem aquela verba que foi destinada no Orçamento saia na prática para a construção de um centro de treinamento para vagabundos. Não digo para menores, mas, sim, um centro de treinamento para vagabundos que não tenham ainda 18 anos de idade. E quem sabe aí se possa fazer alguma coisa para recuperá-los um pouco, pois que seja só 30%, mas pelo menos dá para tentar fazer alguma coisa por eles.
Estou também fazendo uma solicitação ao excelentíssimo sr. governador e ao secretário da Infra-estrutura, que seja dada uma atenção especial à instalação do pedágio na BR-101. Dia desses aqui em plenário, eu não estava, mas fiquei sabendo depois que, equivocadamente, foi lida aqui - e não sei como chegou aqui -, uma matéria na qual este deputado estaria pedindo para pedagiar os veículos do município de Garuva. Quem entendeu assim, subestimou a inteligência deste deputado, fazendo uma indicação solicitando o pedagiamento dos veículos com placas de Garuva. É no mínimo querer me jogar contra a população da cidade onde tive a maior votação de toda a minha vida pública, no município de Garuva.
Na verdade, eu estava pedindo, e volto a pedir ao governador e às pessoas responsáveis pela instalação do pedágio - que sairá gritando ou não, vai sair, vai ser uma gritaria, deputado Pedro Uczai, uma gritaria do inferno, mas já que vai sair - que isentem do pedágio os veículos de Garuva, que têm placas de lá, pois será bem no perímetro urbano; Assim como vai ter também próximo a Tijucas, que se isente também os veículos de Tijucas de pedágio. É o mínimo que se pode fazer, é o mínimo!
Teria outras coisas aqui para comentar, mas, infelizmente, o tempo já se está esgotando. Eu gostaria muito de conversar com os srs. deputados sobre a questão da fidelidade partidária. Todo mundo tem como primeiro ponto a fidelidade partidária, isso é sagrado. Nessa reforma tem que sair fidelidade partidária.
Entendo que a fidelidade partidária deveria ser discutida da seguinte forma: a pessoa deveria ficar, no mínimo, três anos no partido e só depois poderia mudar. Porque se você se indispõe com o seu partido por conta de uma votação, por conta de uma decisão que ele tomou, porque ela não está de acordo com os seus princípios, e você vota contra, o partido coloca você para escanteio, você fica marginalizado lá dentro e não pode mudar de partido.
Essa é uma questão para discutir de uma maneira mais profunda e mais tranqüila. Agora o nosso espaço já acabou.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)